11 abril, 2007

Há 20 anos a viver em comunidade



"A comunidade mais do que um modelo pré-fabricado que se impõe, é um ideal de vida que se propõe". Pe. Martins

No dia de Páscoa, o Pe. Martins festejou o 25º Aniversário da sua ordenação sacerdotal



No seguimento da missão dos Apóstolos, o sacerdote é chamado a ser testemunha da ressurreição de Cristo entre os seus contemporâneos.
É uma feliz coincidência celebrar os 25 anos da ordenação sacerdotal no dia de Páscoa. Esta evidencia e torna mais clara a prioridade do ministério sacerdotal.

O sacerdote é testemunha do mistério pascal de Jesus, antes de mais, quando o anuncia com convicção e alegria, deixando transparecer na sua voz, no seu rosto e na sua vida, a certeza e clarividência da sua fé (...). Depois, vivendo o seu ministério como quem espera e confia na recompensa de Deus.
O sacerdote, se o é por vocação de Deus, é seguramente um homem feliz.

Oxalá, eu me deixe iluminar e conduzir sempre por Ele, para que ele faça de mim, emtre os homens e a favor dos homens, testemunha da ressurreição de Jesus.

Jovens de Açores vivem a Paixão de Cristo

Depois de muitos ensaios, esforço e preparação da Via-Sacra chegou a Sexta-Feira Santa. Surgiu alguma desilusão, chovia e não era possível realizar a Via-Sacra encenada pelas ruas de Açores. Depois de alguma indecisão achou-se por bem realizá-la dentro da Igreja.
A Via-Sacra contemplava a meditar ao longo de quinze estações os vários olhares de Jesus, isto é os diversos sentimentos que Jesus exprimiria naquele momento de dor. Em cada estação eram expostos em frases esses olhares de Jesus, enquanto a Marta e a Ana Rita liam os textos correspondentes a cada estação. Não esqueçamos que a encenação pretendia ser muito simples, mas tornou-se bela com a expressividade que as várias personagens bíblicas lhe deram e a dignidade dada pelos próprios jovens.
Os momentos mais expressivos foram dados pelo encontro de Jesus com sua Mãe, a sepultura de Jesus e o momento da Ressurreição. Nesta última estação foi lido o episódio bíblico da Ressurreição, Jesus colocou-se ao centro com uma vela (símbolo da luz) com todas as personagens voltadas para o Senhor, tendo sido distribuído um papel a cada participante com os quinze olhares de Jesus. Este pretendia fazer reflectir cada cristão se está na disponibilidade de se deixar seduzir pelo olhar de Jesus Cristo, não esquecendo que Ele nos continua a fazer o convite: "Vem e Segue-Me".
A terminar foi pedido que toda a comunidade tenha presente nas suas orações os jovens. É difícil trabalhar, mas não é impossível motivar os jovens. Os jovens de Açores estão de parabéns por esta extraordinária expressão de fé!


Gilberto

31 março, 2007

DOMINGO DE RAMOS: “Não praticou nada que mereça a morte”.

Apesar de não ter encontrado “nele nenhum motivo de morte”, ou seja, apesar de plenamente convencido da sua inocência, Pilatos, para contentar os príncipes dos sacerdotes e os chefes do povo e para evitar que estes amotinassem o povo contra ele, condena Jesus à morte.

Aqueles que acusam Jesus bem sabem que O acusam injustamente. E aquele que O condena à morte sabe bem que Jesus está inocente. Eles bem sabem que estão a faltar à verdade e a agir contra a sua própria consciência. Mas para eles vale bem pouco a verdade e a consciência, quando estão em jogo os seus interesses e os seus direitos adquiridos.

Aqueles que pedem a sua morte, fazem-no porque:
• se sentem incomodados com Jesus, com a verdade que Ele anuncia e com o projecto de vida que ele lhes propõe;
• sentem que Jesus põe em causa as suas crenças e tradições religiosas, a sua visão de Deus e do homem, a sua visão do mundo e da sociedade, as suas certezas e seguranças humanas.

Por sua vez, Pilatos condena Jesus:
• para não ser perturbado por aqueles que se sentem ameaçados por Ele;
• para manter o poder e os seus privilégios;
• para não ter que mudar os seus horizontes e perspectivas existenciais;
• para não ter que reconhecer os seus limites e deveres diante dos direitos dos outros, o homem é capaz e chega a matar um inocente.
Neste caso, o inocente não é um homem qualquer. O inocente a quem dão a morte é o Messias, o Filho de Deus.

No entanto, na hora daquela cegueira humana, houve um homem, conhecido como o bom ladrão, que reconheceu e testemunhou em favor da inocência de Jesus: “Ele nada praticou de condenável”. A intuição e a confissão deste homem (sinal da sua conversão e do seu arrependimento) valem-lhe, à última hora, a sua salvação. Na verdade, Jesus garante-lhe: “Hoje estarás comigo no Paraíso”.

O Domingo de Ramos e da Paixão, nos dois episódios que evoca e celebra, revela bem a flagrante contradição do ser humano.

Na sua entrada em Jerusalém, uma multidão ruidosa e entusiasta aclama Jesus como o descendente de David, Aquele que vem em nome do Senhor. Alguns dias mais tarde, também uma multidão ruidosa, manipulada pelos seus chefes religiosos, exige de Pilatos a crucifixão e a morte de Jesus.

Quiseram Jesus, andaram com Ele e estiveram ao seu lado, quando:
• Jesus lhes matou a fome, multiplicando os pães;
• Jesus lhes contava parábolas e proferia discursos que lhes agradavam;
• realizava milagres e obras extraordinárias;
• iludidos, pensaram que Jesus viria libertar o povo de Israel do domínio romano.

Porém, na hora da verdade, na hora em que eles deviam tomar partido pela verdade, na hora em que deviam testemunhar a seu favor, quase todos O abandonaram ou depuseram contra Ele. Nessa hora, a hora decisiva da sua missão, Jesus sentiu, mais do que qualquer outra, a dor da incompreensão e da ingratidão dos homens. Muitos seguiram Jesus e andaram com Ele, mas não chegaram a acreditar nele, não O reconheceram nem O acolheram como Aquele que Deus enviou para os salvar.

E nós, de que lado estamos? Estamos dispostos a aceitar Jesus na sua verdadeira identidade, a aderir à verdade que Ele nos ensina e a abraçar o projecto de vida que Ele nos propõe? Ou também O rejeitamos, condenamos e esquecemos, quando e naquilo que o seu Evangelho nos incomoda, exigindo uma mudança profunda na nossa vida?

• Se não queremos ou não consentimos que Jesus mude a nossa vida, damos a entender que não queremos que Ele nos salve (não queremos Jesus para nos salvar);
• se não aceitamos a verdade de Jesus, quando ela nos dói, é porque ainda não acreditamos verdadeiramente nele;
• se só o seguimos quando nos convém, então não somos seus verdadeiros discípulos. Usamos o seu nome, mas não sentimos que lhe pertencemos.

No entanto, nós pertencemos ao Senhor. Ele adquiriu-nos com o preço do seu sangue, resgatou-nos com o preço da sua vida. E Jesus não deu a sua vida para ficar tudo na mesma. Não há salvação onde e naqueles em que tudo fica na mesma.

A salvação só acontece em nós, se nos deixarmos cativar e seduzir, transformar e renovar, iluminar e conduzir por Jesus, fazendo dele o Caminho e a Verdade da nossa vida. Tudo o resto (poderá não ser simpático dizê-lo nem agradável ouvi-lo) é pura perda de tempo, é tornar inútil a morte de Cristo.

28 março, 2007

Domingo de Ramos



BÊNÇÃO DOS RAMOS e EUCARISTIA
Aldeia Rica - 18.30 h
Açores - 15. 00 h

A minha Semana Santa

Olá amigo! Ponho-me de novo em contacto contigo. Já notaste que me agrada comunicar-me. Terás notado que durante a minha vida terrena eu nunca escrevi nada. É verdade que frequentei a escola, onde aprendi a ler e escrever. Escrevi até muitos pergaminhos sobre textos sagrados.

Mas nada disso se conservou. Durante a minha vida pública gostava de falar e de falar muito, porque já sabes que sou o Verbo, a Palavra do Pai. E os meus discípulos já se encarregaram de escrever parte do que eu disse e fiz, e isso podes encontrá-lo nos Evangelhos. Só uma vez, quando queriam apedrejar uma pobre mulher, surpreendida em adultério, diante da gritaria daquelas pessoas e das perguntas maldosas, inclinei-me e escrevi umas palavras no chão.

Foi apenas um sinal, uma mensagem de amor. Mas logo se apagaram com o pisar das pessoas. Pelos menos parece que ficaram gravadas nos seus corações, pois não fizeram nada contra aquela pobre mulher. Somos muito duros na hora de julgar, e custa-nos muito perdoar.


Hoje desejaria fala-te da MINHA SEMANA SANTA.

Sim, esta semana podemos considerá-la mais minha que as outras, já que vou celebrar com os meus amigos acontecimentos muito importantes da minha vida e de todos os que me seguem. Nesses dias, em quase todos os povos, levam-me para as ruas com uma imensa variedade de imagens. Vou ocupar, infelizmente, o centro de muitos olhares, vou ser o protagonista.

A mesma coisa que aconteceu naquela semana da minha Paixão e Morte. Também fui o centro de muitos olhares. Alguns partilharam comigo certos acontecimentos, não todos. Outros apenas contemplavam-me calados. Outros planiavam o modo de me eliminar. A massa, desconcertada, deixou-se levar pelos de sempre. Realmente foi uma semana de alegrias e de dores profundas. Entrei alegre em Jerusalém, a cidade sagrada, e acompanhava-me uma grande multidão com palmas e ramos de oliveira. Celebrei a Última Ceia com meus Apóstolos num ambiente íntimo, profundo, tenso... Falei muito de amor, de fraternidade, de unidade.

- Ali fiz a minha maior loucura de amor: o milagre da Eucaristia dando aos sacerdotes o poder de consagrar para estar sempre convosco.

- Ali quis dar uma lição concreta de humildade e serviço, lavando os pés aos meus amigos.

-Ali insisti muito que o mandamento principal do cristão, do filho de Deus é o amor...

- E ali provei a dor profunda da traição de um dos meus.


Assim são as coisas humanas. E assim é o respeito que meu Pai e Eu temos pela liberdade dos homens.

Veio aquela dramática oração no Jardim das Oliveiras... E tudo o que tu já sabes. Já podes imaginar a dor moral e física para um Coração que só queria amar o homem e salvá-lo do pecado. E o homem, os homens, não aceitaram os planos de Deus. Nesta semana santa, vamos recordar outra vez todos aqueles acontecimentos, mas desejaria que os recordasses com um sentimento de gratidão à Vontade do Pai. Não se trata de que me exibam em cruzes e cenas comoventes para provocar sentimentalismo.

Desejaria que a Semana Santa servisse para compreender a gravidade do Pecado, o estrago que faz no homem, e o que supõe de ofensa ao Plano de Deus. Foi precisamente o pecado que provocou tudo o que nestes dias vamos recordar e celebrar. Mas, eu dir-te-ia mais, que desejaria que esta semana santa servisse também para compreender como é grande a misericórdia de Deus. O muito que amamos o homem, a nossa imagem.

Sim, grava bem no teu coração: tudo o que eu fiz, isso que se vai recordar tantas vezes pelas ruas e praças nestes dias, foi por ti, e por todos. Pelos que me conhecem e me traem, e pelos que não têm a mínima ideia de quem sou eu. Não me importa. Eu amo-os a todos. Eu quero-os a todos. Não gostaria de servir de espectáculo para que nestes dias se divirtam os que não pensam como eu, os que não se recordam nunca de mim.

Eu te escrevo para te pedir uma coisa: se queres de verdade dar-me uma alegria, ajuda-me a levar a cruz pesada dos pecados e aberrações que hoje se cometem impunemente, e que estão destruindo a pessoa humana.

Dói-me, mas vamos conquistar o coração dos que andae afastados, dos que olham indiferentes, dos que se divertem, dos que riem, dos que negoceiam... Eu quero consolar e agradecer os sentimentos bons daqueles que sabem valorizar o que o Pai, o Filho e o Espírito Santo fazem para servi-los e ajudá-los a serem melhores.

Desejaria que esta Semana Santa fosse de verdade Santa. Vem junto de mim, ao meu lado e vamos percorrer juntos o caminho do Calvário. Depois ver-nos-emos na Ressurreição para juntos nos alegrarmos. Um abraço. Não me abandones.

- O teu amigo JESUS.

27 março, 2007

Domingo de Ramos

O Vaticano II restaurou a ordem dos domingos da quaresma. De facto, na Segunda metade do século VII, o quinto domingo da Quaresma começou a chamar-se primeiro domingo da Paixão ou Domingo de Ramos. O Vaticano II recolocou em vigor o quinto Domingo da Quaresma antes da Páscoa: chama-se agora “Domenica in Palmis de Passione Domini”. Estas modificações na liturgia deste Domingo suscitam um problema antigo. A Antiga tradição romana celebrava antes de tudo a Paixão do Senhor, no Domingo antecedente à Páscoa. Na lógica dos factos ocorridos seria melhor celebrar apenas a entrada do Senhor em Jerusalém, como se fazia na Espanha, na Gália e no Oriente. Em Roma, as comunidades estavam afeiçoadas à celebração do Domingo da Paixão também a entrada de Jesus em Jerusalém.
A reforma do Vaticano II prevê três tipos de celebração da entrada de Jesus em Jerusalém:
a)A primeira forma consiste numa procissão que vem de fora e tem como ponto de partida um lugar de reunião dos fiéis, fora da igreja. A celebração inicia-se com um cântico, por exemplo, Hosana ao filho de Davi.d O celebrante saúda os presentes e convida-os a participar activamente na celebração, dando significado ao que se recorda e se quer actualizar hoje. A proclamação do evangelho conta -nos a entrada de Jesus em Jerusalém e inicia-se, logo a seguir a procissão para dentro da igreja. Ao chegar ao altar, que pode ser incensado, omite-se o rito de introdução e diz-se a oração de colecta. O sacerdote, desde o início da celebração, deve usar paramentos de cor vermelha.
b) A Segunda forma tem como cenário a própria igreja. Há uma entrada solene, os fiéis estão reunidos diante da porta da igreja, levando nas mãos ramos de oliveira ou de palmeira. Benzem-se os ramos, proclama-se o evangelho. Tudo se faz num local apropriado no corpo da igreja e, depois, o celebrante dirige-se à cadeira, onde reza a colecta da missa.
c)A terceira forma é mais simples e consiste num canto de entrada que comemora a entrada de Jesus em Jerusalém. Onde não se puder realizar nem a procissão nem a entrada solene na Igreja, pede-se que se faça uma celebração da palavra que recorde o episódio da vida de Jesus que se quer comemorar.

O acordo do Vaticano II suprimiu a proclamação do relato da Paixão na Terça e na Quarta-feira santas. Mas é proclamado no Domingo de Ramos, conforme um dos relatos dos Sinópticos.

25 março, 2007

21 pessoas de Açores receberam comunitariamente a Santa Unção

A Igreja Católica professa e ensina que a santa Unção dos doentes é um dos sete sacramentos do Novo Testamento, institu­ído por Cristo Nosso Senhor, "insinuado em S. Marcos (Mc 6, 13), recomendado aos fiéis e promulgado por S. Tiago, apóstolo e irmão do Senhor, com estas palavras: Algum de vós está doen­te? Chame os presbíteros da Igreja para que orem sobre ele, ungindo-o com óleo em nome do Senhor. A oração da fé salvará o doente e o Senhor o confortará, e, se tiver pecados, ser-lhe-ão perdoados (Tg 5, 14-15)".

Há testemunhos da Unção dos doentes já desde os tempos antigos, na Tradição da Igreja, sobretudo na tradição litúrgica, tanto no Oriente quer no Ocidente.

24 março, 2007

Jesus, na sua relação com a mulher adultera, mostra-nos o amor misericordioso do nosso Deus

No domingo passado, Jesus apresentou-nos Deus como um Pai rico em misericórdia, um Deus que, sem qualquer ressentimento, corre ao encontro do pecador arrependido, o acolhe de novo na sua família, alegra-se com o seu regresso e faz uma grande festa para celebrar o reencontro. Um Deus que, apesar das contínuas e graves infidelidades do homem, não desiste de o amar!
Este Deus, assim revelado por Jesus, é o único Deus que existe, o único Deus no qual vale a pena acreditar, o único Deus que convém ao homem. Sim, neste Deus eu posso e devo acreditar. Este Deus é necessário e vantajoso para mim!

Hoje, Jesus mostra e comprova o amor misericordioso de Deus, através da sua atitude em relação à mulher adúltera.
  • Os escribas e os fariseus, invocando a lei de Moisés, pedem e esperam que aquela mulher seja apedrejada até à morte. Presos à interpretação humana da lei de Deus, eles fixam-se apenas na transgressão e no pecado da mulher, sem lhe reconhecerem qualquer direito e sem sentirem por ela qualquer compaixão. Eles pensam, mas erradamente, que a única solução está em cumprir a lei, dando-lhe a morte, como se alguma vez a morte de alguém constituísse a verdadeira solução para algum problema!

    • Jesus sabe que a mulher transgrediu a lei de Deus: “não cometerás adultério”. Trata-se de uma transgressão grave, pois atentou contra a fidelidade e a dignidade do amor e da família. No entanto, Jesus sabe e reconhece que a pessoa vale mais do que a lei. Mesmo a lei de Deus é proposta para proteger e dignificar o homem (ou seja, está ao serviço da pessoa humana, é uma lei ao serviço da vida e não da morte).

    • Por isso mesmo, Jesus parece não dar ouvidos às palavras e às pretensões dos escribas e fariseus. Antes, concentra a sua atenção na mulher e tenta compreender a sua situação. Assim, sem que aprove a sua conduta, Jesus não a humilha nem a condena.

    • Jesus tem plena consciência que veio ao mundo dos homens para curar os que estão doentes, para procurar os que andam perdidos, para perdoar aos pecadores, para salvar e não condenar aquela mulher! Não admira, pois, que Jesus sinta compaixão por ela e lhe manifeste a compaixão de Deus, perdoando-lhe o seu pecado!

    • O perdão de Jesus comporta necessariamente uma exigência: “não tornes a pecar”. O perdão exige uma vida nova, um novo projecto e um novo compromisso de vida. Jesus perdoa para dar uma nova possibilidade à mulher, para que ela possa retomar a vida de cabeça levantada, com esperança e com alegria.

    • Aquela mulher, usada e desprezada pelos homens, sente-se amada e respeitada por Jesus. Aquele encontro e a experiência que fez do amor de Deus mudaram completamente a sua vida.

Graças à atitude de Jesus, descobriu que afinal, contrariamente ao que ensinavam e defendiam os fariseus e os escribas, o nosso Deus é um Deus

  • compreensivo e amigo dos homens;
  • que tem no amor e no perdão a solução para os pecados dos homens;
  • que levanta do chão e abre as portas do futuro;
  • que reaviva e torna consistentes os sonhos e os ideais;
  • que efectivamente liberta e salva;
  • que respeita, serve e convém ao homem!

18 março, 2007

13 pessoas de Aldeia Rica receberam a Santa Unção

O jovem filho pensa e convence-se de que será mais livre e mais feliz vivendo longe do pai e do irmão. Quer assumir sozinho a sua vida, sem ser limitado pelo pai ou condicionado pelo irmão.
Ele quer viver sem depender do pai, sem princípios e valores morais, sem ter que ouvir a voz da verdade e do bem que o pai representa. Também quer viver sem o irmão, isto é, sem ter de reconhecer os direitos do irmão e, consequentemente, assumir os respectivos deveres para com ele.

A tentação do homem que quer viver sem depender de Deus, isto é, sem verdade, sem honestidade e sem coerência; e quer viver sem estar condicionado pelos direitos dos outros. Não quer aceitar e amar Deus como Pai nem está disposto a aceitar e a respeitar os outros como irmãos.

O jovem acaba por encontrar precisamente o contrário do que esperava. A riqueza usada sem critérios leva o homem à miséria (começou a passar privações); a liberdade vivida sem princípios morais leva à perda da própria liberdade (entrou ao serviço de um habitante da região); o jovem perde os bens, perde a liberdade e perde a dignidade (simbolizada no guardar os porcos); cai na mais degradante miséria (nem sequer pode comer das alfarrobas que os porcos comiam). A liberdade sem Deus e sem os irmãos, uma liberdade sem princípios e valores morais, uma liberdade sem verdade e sem amor, conduz à pior forma de escravidão (o homem é vítima de si mesmo, é o único responsável pela sua escravidão).

O pecado não afecta apenas o próprio. Ele afecta tamém o pai (Deus). O Pai que, com tristeza e dor, vê partir o filho, e, com angústia e inquietação, espera o seu regresso. O pecado afecta ainda o irmão e as relações entre os irmãos. O irmão mais velho não compreende nem aceita o comportamento do irmão mais novo e alteram-se pró-fundamente as relações entre eles. São as implicações sociais do pecado do homem.

Caindo em si. O jovem acorda para a realidade e dá-se conta de que se deixou enganar (ou melhor, se enganou a si mesmo). Descobre as contradições das suas opções e, ao mesmo tempo, descobre as vantagens de viver em comunhão com o pai. A bondade do pai inspira-o e motiva-o a regressar para ele, disposto a recomeçar uma vida nova. Só com verdade e com amor, só vivendo com o Pai e com os irmãos o homem pode ser livre e feliz.
A importância e a necessidade de o homem fechar os olhos e de olhar para dentro a fim de se examinar a si mesmo. Com os olhos abertos, o homem só vê os outros. Com os olhos fechados, olhando para dentro, homem vê-se e conhece-se a si mesmo.
  • Ignorante é o homem que não se conhece a si mesmo;
  • covarde é aquele que foge de si e não se assume como é;
  • medíocre é aquele que se contenta com o que é e não deseja ser melhor;
  • cego é o homem que não tem ideais;
  • morto-vivo é aquele que permanece caído só para não ter o trabalho de se levantar do chão.
O Pai, porque ama o filho e nunca o deixou de amar, aguarda o seu regresso sem rancor; quando o filho volta corre ao seu encontro sem esperar, muito menos exigir, o pedido de desculpas; quando chega junto dele, o pai abraço-o e acolhe-o como filho e não como um simples trabalhador.

O milagre do amor de Deus consiste em restituir a dignidade de filho ao homem pecador, mesmo ao maior pecador. Deus trata sempre os homens como filhos e nunca como servos, muito menos como escravos.
Quem não se sentirá fascinado por um Deus assim?
Quem não concordará que este é o único Deus que convém ao homem?

A contradição daqueles que pensam e se convencem de que sem Deus e sem a lei de Deus podem ser mais livres e mais felizes. Aqueles que procuram a sua felicidade na droga, alcool e numa vida desregrada. A realidade mostra como eles se enganam e somos todos a sofrer as suas consequências.
E a contradição daqueles que invocam o nome de Deus para fomentar e justificar o ódio, a destruição e a morte, como acontece no terrorismo islâmico. Como podem matar em nome de Deus, quando Deus é o Senhor da vida e ordena ao homem: ”Não matarás”? Como podem incentivar ao ódio em nome de Deus, quando esse mesmo Deus propõe aos homens: “Amai os vossos inimigos”?

O homem todo o homem precisa de Deus. Quando Deus é excluído da vida dos indivíduos e da vida da sociedade, ou quando se servem de Deus para oprimir e explorar os homens, o mundo envereda pelo caminho da destruição e da morte.
Porém, Deus, o Deus verdadeiro, o único Deus que existe, é o Deus do amor e o Deus da liberdade, é o Deus que está sempre do lado da vida, o Deus que ama os homens como filhos, que respeita sempre a sua liberdade e que intervém sempre em favor da sua dignidade.
É neste Deus que nós acreditamos, pois Creio em um só Deus….

14 março, 2007

Horários


Dia 16 - CONFISSÕES:
- Aldeia Rica - 17.30 h
- AÇORES - 17.30 h
Dia 18 - Eucaristia - A. RICA - 9.30 h
- Cel. Palavra - Açores - 11.00 h

13 março, 2007

Ninguém te ama como eu



Martin Valverde - Nadie te ama como yo

09 março, 2007

A confissão

Sabemos que há por parte de muitos cristãos uma grande dificuldade de se reconhecer pecador. Pelo menos perante os outros. O que é certo é que Jesus falou muitas vezes na necessidade dos seus ouvintes se arrependerem e deixarem o pecado. Se não – ouvimos no Evangelho do próximo Domingo – morrereis todos de maneira semelhante, isto é, em pecado.


S. João Evangelista escreve na sua primeira carta, que faz parte do Novo Testamento, o seguinte:
"Se dissermos que não temos pecados, somos mentirosos e enganamo-nos a nós mesmos. Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar e purificar de toda a iniquidade".

Cristo exerceu, durante a Sua vida pública, o poder de perdoar os pecados e deu esse poder aos Apóstolos: "Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados, a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos".

No entanto, há hoje por parte de muitos cristãos uma rejeição da confissão.
  • Ora a confissão dos pecados (acusação), mesmo do ponto de vista simplesmente humano, liberta-nos e facilita nossa reconciliação com os outros.
  • Pela acusação, o homem encara de frente os pecados dos quais se tornou culpado: assume a responsabilidade deles e, assim, abre-se de novo a Deus e à comunhão da Igreja, a fim de tornar possível um futuro novo.
  • A declaração dos pecados ao sacerdote constitui uma parte essencial do sacramento da penitência: "os penitentes devem, na confissão, enumerar todos os pecados mortais de que têm consciência depois de examinar-se seriamente, mesmo que esses pecados sejam muito secretos e tenham sido cometidos somente contra os dois últimos preceitos do decálogo, pois às vezes esses pecados ferem gravemente a alma e são mais prejudiciais do que os outros que foram cometidos à vista e conhecimento de todos". (Catecismo nº. 1455, 1456).

O Novo Testamento diz-nos que, quando João Baptista estava a baptizar no rio Jordão, vinham pessoas de todos os lados e de todas as classes e confessavam publicamente os seus pecados.

Nos termos da doutrina da Igreja "a confissão individual e íntegra e a absolvição constituem o único modo ordinário pelo qual o fiel, consciente de pecado grave, se reconcilia com Deus e com a Igreja" (D. C. – cânone 961 § 1)

04 março, 2007

Finalmente, foi nomeada a NOVA COMISSÃO DA FÁBRICA DA IGREJA DE AÇORES

PROVISÃO

D. Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda
Tendo o Rev.do Pároco da Paróquia de Açores, pedido a nomeação da Comissão da Fábrica da Igreja Paroquial (Conselho Económico Paroquial) composto pelos seguintes membros:

Pe. Carlos Manuel Gomes Helena, pároco e presidente; António Manuel Rodrigues o dos Santos; Esperança dos Santos Andrade Paulos; Horácio da Silva Santos; José Miguel Rodrigues dos Santos e Maria do Nascimento Andrade Luis, vogais
É nomeada, de harmonia com a legislação da Igreja, a Comissão proposta.
Competem exclusivamente a esta a administração dos bens da paróquia de Açores, e os actos inerentes à mesma administração. Pertence-lhe também velar pela côngrua sustentação do pároco, de acordo com as orientações da Igreja e as determinações diocesanas.

Em conformidade com o actual Código de Direito Canónico (cân.351), o Fundo Paroquial assume a responsabilidade desta sustentação. O mesmo Fundo Paroquial é, em grande parte, alimentado pelo contributo paroquial, pelo qual os católicos contribuem, anualmente, como equivalente a um dia de salário.
Espera-se que os leigos agora nomeados para esta importante missão, "dotados de probidade e de zelo pelo bem da Igreja e pelos progressos do apostolado", tendo em conta a função pastoral dos bens temporais da Igreja, procurem a recta administração dos mesmos, de tal modo que eles sejam "instrumento ao serviço da evangelização e da catequese". (Directório do Ministério Pastoral dos Bispos, n° 190 d).
Igualmente se espera que, em perfeita harmonia com o pároco, todos os paroquianos de Açores, na medida das suas possibilidades, " participem na sustentação da Igreja, como membros activos e responsáveis; assim todos sentirão como suas as obras e todas as actividades beneficentes da Igreja e sentir-se-ão alegres por colaborarem na boa administração dos seus bens" (D.M.P.B., n° 192).
Esta nomeação, é válida por três anos.

"Olha para o Céu...", porque "a nossa pátria está nos céus".

O cristão vive na terra, mas o seu olhar dirige-se para o Céu. O cristão levanta os seus olhos para os céus para contemplar o próprio Deus, pois, “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos”.
O cristão olha para o alto porque sabe e sente que não é apenas pó da terra, mas é também, e acima de tudo, sopro divino, isto é, a sua vida é participação da vida de Deus.
O cristão olha para o Céu, porque pressente e acredita que a sua vida se prolonga no mais além, ou seja, não se esgota no existir aqui na terra. Ele sabe que existe e o espera uma pátria nos Céus.
Deus criou a terra para o homem, mas criou o homem para o Céu. Sim, Deus criou o mundo a pensar no homem, e, ao pensar no homem, Deus criou o Céu.
O mundo criado por Deus, embora seja imenso e de uma beleza extraordinária, ele é apenas uma morada provi-sória para o homem. É, sem dúvida alguma, uma morada importante e necessária, onde o homem tem uma missão a cumprir e uma caminhada existencial a realizar. No entanto, Deus sonhou, como morada definitiva do homem, um mundo melhor e mais grandioso – a pátria que está nos Céus.

Olhar para o Alto, escutar e contemplar os Céus, sonhar o futuro está em conformidade com o ser e a vocação do homem. Porém, o homem pode ceder à tentação de fixar só o seu olhar e a sua atenção na terra e nas realidades materiais, de debruçar-se sobre si mesmo e fechar-se no seu egoísmo, assumindo-se como o senhor absoluto da sua vida e fazendo depender tudo e todos de si, sem que ele tenha de depender ou de prestar contas a alguém. Assim nasce o pecado.

Hoje, S. Paulo censura aqueles que “ têm por deus o ventre, orgulham-se da sua vergonha e só apreciam as coisas terrenas”. Quando o homem perde o norte das alturas, quando o homem asfixia a sua sensibilidade espiritual, quando o homem é incapaz de ver para além do aqui e do agora, o homem passa a ter como único objectivo possuir, comer e gozar a vida, sem reconhecer quaisquer limites, sem respeitar nada nem ninguém. E a perversidade do homem pode chegar ao absurdo de se orgulhar do mal que faz. Ele considera o mal que faz como um bem e sente-se feliz, mesmo sabendo que está a prejudicar o seu semelhante.

• Quem é que ainda nunca cedeu à tentação de olhar só para a terra e de viver como se não existisse Deus nem mais além?
• Quem é que ainda nunca se sentiu feliz por fazer o mal e prejudicar os outros?
• O pecado existe e tb existe em nós. Se dermos ouvidos à voz da nossa consciência, daremos conta de como também nós somos pecadores e precisamos do perdão de Deus.

25 fevereiro, 2007

Como viver a Quaresma

Durante este tempo especial de purificação, contamos com uma série de meios concretos que a Igreja nos propõe e que nos ajudam a viver a dinâmica quaresmal.
Antes de tudo, a vida de oração é a condição indispensável para o encontro com Deus. Na oração, o cristão inicia um diálogo íntimo com o Senhor, deixa que a graça divina penetre no seu coração e, a semelhança de Maria, abre-se à acção do Espírito cooperando com ela com a sua resposta livre e generosa (ver Lc. 1,38).

Devemos também intensificar a escuta e a meditação atenta da Palavra de Deus, procurar a assistência do Sacramento da Reconciliação, a participação na Eucaristia e mesmo a prática do jejum, segundo as possibilidades de cada um.

A mortificação e a renúncia nas circunstâncias ordinárias da nossa vida também constituem um meio concreto para viver o espírito de Quaresma. Não se trata tanto de criar ocasiões extraordinárias, mas bem, de saber oferecer aquelas circunstâncias quotidianas que nos são incómodas, de aceitar com alegria os diferentes contratempos que nos apresenta o dia a dia.
Da mesma maneira, o saber renunciar a certas coisas legítimas ajuda-nos a viver o desapego e o desprendimento.
Dentre as diversas práticas quaresmais que a Igreja nos propõe, a vivência da caridade ocupa um lugar especial. Assim nos recorda São Leão Magno: "estes dias de quaresma convidam-nos de maneira apremiante ao exercício da caridade; se desejamos chegar à Pascoa santificados no nosso ser, devemos por um interesse especialíssimo na aquisição desta virtude, que contém em si as demais e cobre uma multidão de pecados".
Esta vivência da caridade deve ser vivida de maneira especial com aqueles que estão mais próximos, no ambiente concreto em que nos movemos. Assim, vamos construindo no outro "o bem mais precioso e efectivo, que é o da coerência com a própria vocação cristã" (João Paulo II)

21 fevereiro, 2007

Dez símbolos da Quaresma

A quaresma começa, precisamente, com um símbolo bem conhecido e consolidado: a Cinza, que nos lembra a condição efemera da vida e o seu destino: a eternidade de Deus. A Cinza de cada ano, recorda também a árvore da Cruz Ressuscitada da Vigília Pascal do ano anterior.

1. A quaresma é DESERTO. É aridez, solidão, jejum, austeridade, rigor, esforço, penitência, perigo, tentação.

2. A quaresma é PERDÃO. As histórias bíblicas de Jonas e de Nínive e a parábola do filho pródigo são bons exemplos para meditarmos nele.

3. A quaresma é ENCONTRO, é abraço de reconciliação como na parábola do filho pródigo ou na conversão de Zaqueu ou no diálogo de Jesus Cristo com a mulher adúltera.

4. A quaresma é LUZ, como se põe em evidência, por exemplo, no evangelho do cego de nascença. É a passagem das trevas para a luz. Jesus Cristo é a luz do mundo.

5. A quaresma é SAÚDE, símbolo manifestado nos textos como na cura do paralítico ou do filho do centurião.

6. A quaresma é AGUA. É a passagem da sede de nossa insatisfação para a água viva, a água de Moisés ao povo de Israel no deserto ou de Jesus à mulher samaritana.

7. A quaresma é superação vitoriosa das provas e das dificuldades. É LIBERTAÇÃO, TRIUNFO. Algumas figuras bíblicas, que sofrem graves perigos e vencem na prova: José, filho de Jacob, a casta Suzana, Ester, o profeta Jeremias e, sobretudo, Jesus, tentado e transfigurado.

8. A quaresma é CRUZ. Sinal e presença permanente durante toda a quaresma. Prefigurada no Antigo Testamento e manifestada com o exemplo de Jesus Cristo e com o seu convite de carregá-la como condição para o seguimento.

9. A quaresma é TRANSFIGURAÇÃO. É a luz definitiva do caminho quaresmal, preanunciada e vivida na cena da transfiguração de Jesus. Pela cruz para a luz".

10. A quaresma é o esforço para retirar o fermento velho e incorporar o FERMENTO DA PÁSCOA RESSUSCITADA E RESSUSCITADORA, agora e para sempre.

17 fevereiro, 2007

“Amai os vossos inimigos”.

Esta proposta de Jesus parece inverter por completo toda a lógica dos sentimentos humanos. Jesus pede-nos que façamos o bem, abençoemos, rezemos e perdoemos precisamente a quem nos odeia, amaldiçoa e injuria!
Deste modo, Jesus quer romper com a lógica da violência e da vingança. Estas viciam todas as relações humanas, tornando insuportável a vida em sociedade.
O amor aos inimigos é a grande novidade da mensagem de Jesus, é o que distingue claramente os verdadeiros cristãos dos pagãos. Só o amor, que não exclui ninguém nem mesmos os inimigos, pode renovar o coração e o mundo dos homens. Só este amor, que elimina o ódio, promove a justiça, impele à solidariedade e garante a paz.

“Como quereis que os outros vos façam, fazei-lho vós também”.
Este é o grande princípio que deve animar o amor ao próximo e que ajuda o homem a compreender a razão de ser do mandamento do amor aos inimigos.
Atenção! Jesus não diz: “fazei como os outros vos fazem a vós”, mas diz: “como quereis que os outros vos façam”. Jesus pede-nos que procedamos em relação às pessoas, mesmo para com aquelas que nos fazem mal, como gostaríamos que elas nos tivessem feito. Ora, nós queremos que os outros nos sejam favoráveis no quer fazem e no que dizem a nosso respeito.
Assim:
• se nos mentem, não lhes devemos mentir. Pelo contrário devemos dizer-lhes a verdade, pois é a verdade que gostaríamos que eles nos tivessem dito;
• se nos prejudicam, não vamos prejudicá-los, porque nós quereríamos que eles não nos tivessem prejudicado;
• se nos caluniam, não vamos usar contra eles a arma da calúnia, pois não lhes vamos fazer o que não gostámos que eles nos tivessem feito.
Fazendo aos outros, que foram injustos para connosco, o que quereríamos que eles nos tivessem feito e não segundo o que realmente nos fizeram, estamos a dizer-lhes, com caridade, que procederam mal agindo como agiram. Além disso, estamos a indicar-lhes o que eles deveriam ter feito, o modo correcto como eles deveriam ter agido em relação a nós.
A vitória que dignifica o homem, e muito concretamente o discípulo de Jesus, nas suas relações humanas é a do amor e a do perdão. Ganhamos, quando vencemos os outros pelo amor e não quando conseguimos fazer-lhes pior do que eles nos fizeram a nós!

16 fevereiro, 2007

Inscritos: 443
Votantes: 148 - 33,41%
Abstenções: 295 - 66,59%
Brancos: 1 - 0,68%
Nulos: 4 - 2,70%

Votação na Freg: Acores
SIM: 50 - 34.97%
NÃO: 93 - 65.03%

14 fevereiro, 2007

HORÁRIOS


Dia 17 - Eucaristia - Açores- 18.30 h

08 fevereiro, 2007

Desde 1998 não ficou tudo na mesma

O Sim voltou a insistir na ideia, já usada em 1998, de que com o Não fica tudo na mesma.


Acontece que desde 1998, em que o Não ganhou, não ficou tudo na mesma:

  • Muitas associações foram fundadas (em muitos casos por apoiantes do Não) e muitas associações ajudaram milhares de mães em situações de gravidez dramática.

  • Foram propostas, e recusadas, alternativas legais que, concorde-se ou não, permitiriam uma verdadeira despenalização, em vez da liberalização.

  • Apesar da limitada intervenção do estado, houve muito mais informação sobre planeamento familiar e prevenção.

  • Não voltaram a ser presas mulheres por aborto. Nem uma.

  • Não há registo de qualquer morte por aborto. Curioso aliás como o DN ontem teve que ir buscar um caso de complicações por aborto clandestino em 1967 e hoje a Visão nos apresenta como capa dramática um caso de 1998 (antes do anterior referendo) e menciona apenas outro caso de 2000 onde a autópsia efectuada não encontrou relação causa-efeito com o processo de aborto.

Claramente não ficou tudo na mesma e claramente não vai ficar tudo na mesma (http://www.caritas.pt/guarda/ - "Nascer" - Centro de Apoio à Vida).

O Não permite continuar a trabalhar todos os aspectos de prevenção do aborto.

O Sim limita-se a deixar de considerar que o problema é um problema (porque legal e livre), libertando a consciência da sociedade da pressão que sente para tratar estas questões.

É preciso, também por isto, votar Não

Pedro Geada

03 fevereiro, 2007

Os jovens da Guarda cantam pela Vida

Somos pela vida, não somos contra ninguém!

Se podemos salvar todas as vidas,
Não é justo eliminar a vida de ninguém!


A modernidade de um país
Não está em legalizar o aborto,
Mas em garantir todas as condições
Para que nenhuma mulher precise de recorrer a ele.

Decidir sobre a vida
É uma questão de consciência.
A nossa opção no referendo revelará
A consciência que temos sobre a vida,
Sobre o seu valor e a sua dignidade!

O sim defende a vida da mulher,
Mas não defende o bem da mulher.
A legalização não evitará o drama e as perturbações
Psicológicas, afectivas e espirituais
Que o aborto sempre provoca na mulher
E que se prolongam pela sua vida fora.

Não deixe fazer do referendo uma questão partidária.
Pior do que votar contra a indicação do seu partido
É votar contra a sua própria consciência!



A sua consciência
vale mais do que a cor do seu partido!


Votar NÃO é estar do lado da vida, de todas as vidas,
Da vida da mulher e da vida do filho.

Votar NÃO é exigir um compromisso mais sério
Dos cidadãos e do Estado em favor das mulheres e da vida.






A vida humana, desde a sua concepção,
É um dom e uma maravilha!
Deixe-se maravilhar pela vida!
Opte pela vida e olhe o futuro.





Se quer dizer sim à vida, vote NÃO.



ARCIPRESTADO DE CELORICO DA BEIRA

01 fevereiro, 2007

E quantas “Susaninhas” serão impedidas de nascer!!!

Marília Ferreira, professora do Ensino Básico
"Quando a minha mãe estava grávida da minha irmã mais nova (o sexto filho), uma senhora compadeceu-se da situação e disse que, se vivêssemos “lá” (em Lisboa), onde era tudo mais evoluído e o acesso ao aborto muito mais fácil, aquela criança nunca nasceria. É claro que a minha mãe ficou chocadíssima, porque, apesar da minha irmã não ter sido planeada, foi amada desde o dia em que soubemos da sua existência.Quando surgiu a questão do referendo, reflecti sobre este episódio real e percebi que, se o aborto for despenalizado, a sua prática transformar-se-á num acto corrente, sem a consciência de que é já uma vida que está em jogo.…
E quantas “Susaninhas” serão impedidas de nascer!!!
Por isso, voto NÃO!
NÃO à inconsciência;
NÃO à inversão de valores;
NÃO ao egoísmo."

19 janeiro, 2007

Consequências de 33 anos de aborto legalizado nos EUA

  • Não sabíamos que o número de abortos realizados a nível nacional aumentaria dramaticamente.
  • Não sabíamos que as promessas de que haveria menos maus tratos a crianças e menos filhos nascidos de relações extra-conjugais eram falsas.
  • Não sabíamos que os abortos repetidos seriam tão frequentes.
  • Não sabíamos que a vasta maioria dos abortos não aconteceria por violação, incesto ou preservação da vida da mãe mas por outras razões; ou que a maioria dos abortos seria realizada em mulheres solteiras.
  • Não sabíamos o que era o trauma pós aborto nem os inúmeros riscos para a saúde física e mental associados ao aborto.
  • Não sabíamos que os progressos da medicina permitiriam aos cirurgiões realizar cirurgias intra-uterinas em crianças ainda não nascidas.
  • Não sabíamos que os progressos da visualização obstétrica resultariam na tecnologia de imagens ultrasónicas a três dimensões que nos permitiriam ver, face a face, crianças em gestação no útero materno.
  • Não sabíamos que as duas mulheres citadas como reclamantes nos casos levados ao Supremo Tribunal dos EUA e que resultaram na legalização do aborto – Roe versus Wade e Doe versus Bolton – mais tarde se arrependeriam do seu envolvimento e pediriam que os seus processos decisivos fossem revertidos.
Agora, quase 43 milhões de abortos depois, já sabemos…

16 janeiro, 2007

António: "Sentia-me perseguido pela palavra assassino".

António considera-se um jovem do seu tempo. Com os seus 23 anos, foi um fiel utilizador do preservativo, até que um dia um deles falhou e começou a sua cobardia, como ele próprio diz. A falta de comunicação e de confiança que havia entre ele e os pais fizeram-no ver a gravidez da namorada como um beco sem saída. Mas agora reconhece que havia outra saída e está a lutar para sair da síndrome pós-aborto com ajuda de especialistas.
Veja aqui

12 janeiro, 2007

Noticias na Imprensa da Bênção do Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos

Inauguração do Centro Pastoral D. João de oliveira Matos
Às 15 horas do dia 07 de Janeiro de 2007, a Igreja de Santa Maria em Celorico da Beira estava repleta de fiéis, vindos de todo o arciprestado, para participarem na Eucaristia concelebrada...



Às 15 horas do dia 07 de Janeiro de 2007, a Igreja de Santa Maria em Celorico da Beira estava repleta de fiéis, vindos de todo o arciprestado, para participarem na Eucaristia concelebrada pelo Senhor Bispo da Guarda D. Manuel da Rocha Felício, pelo Bispo Emérito da Diocese da Guarda, D. António dos Santos e todos os Sacerdotes do arciprestado de Celorico da Beira.
Era uma hora de festa pois neste dia havia a bênção do Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos. As muitas dificuldades que estiveram na origem e na realização deste projecto foram focadas pelo Senhor Cónego Carlos Pina Paula que, remontando à pessoa que esteve na origem do sonho, Pe. Manuel Couto Mendes, em 1962, tendo o apoio de todos os Padres, que então paroquiavam as várias freguesias do arciprestado e procuravam ter um espaço para realização de retiros e outras actividades pastorais até à concretização do mesmo sonho que o Senhor Cónego Pina Paula chama «Casa de Retiros», afirmou que os passos foram longos, difíceis e morosos. No trajecto, afirma, sentiu, por várias vezes, a protecção de D.João de Oliveira Matos a dar a certeza de que valia a pena continuar a lutar. Foi um dia feliz para toda a população de Celorico que se orgulha da Obra que foi inaugurada.
in Jornal "Amigo da Verdade"

Movimento Guard´a Vida Jovens a favor do “Não” ao referendo sobre o aborto

Cinco jovens dos concelhos de Fornos de Algodres, Aguiar da Beira e Celorico da Beira justificaram em conferência de imprensa, realizada na sexta-feira, 5 de Janeiro, as razões que as levaram a aderir ao Movimento Guard’a Vida, que defende o “Não” no referendo ao aborto agendado para o dia 11 de Fevereiro.
As jovens Susana Ferreira, Celina Olival, Cristina Pires, Teresa Ferreira e Sara Santos, assumem-se como sendo representantes “de muitos outros jovens que, tal como cada um de nós, acredita na vida”.
No encontro com a comunicação social, as jovens apresentaram os motivos que as levaram a aderir ao movimento de defesa da vida.
Segundo a sua porta-voz, Cristina Pires, “acreditamos na vida desde o primeiro instante, isto é, desde a concepção, como um ser único e irrepetível, com uma identidade própria, e não apenas um aglomerado de células, desprovido de qualquer valor”.
“Acreditamos que independentemente da data da interrupção voluntária da gravidez, haverá sempre sofrimento para o bebé, que culmina evidentemente com a morte deste, pois a interrupção da gravidez significa uma paragem, e a gravidez não pára, ou continua ou acaba”, referiu Cristina Pires.
Segundo a mesma jovem, o grupo que representa considera que “o bebé apesar de depender em absoluto da mãe, é um ser humano distinto dela, com direitos próprios, nomeadamente o direito à vida”. “Acreditamos que teremos uma sociedade mais perfeita se o Estado investir em medidas preventivas e na resolução de problemas sociais que estarão na base da decisão de abortar, em vez de canalizar verbas para a prática do aborto”.
Defendem também que é “indispensável a existência de uma legislação preventiva, dissuasiva e mesmo repressiva”, admitindo que a despenalização do aborto “não acaba com a prática dos mesmos, antes pelo contrário, tornar-se-á um acto banal, e uma vez permitido por lei, poderá parecer um acto moralmente correcto”. Cristina Pires referiu ainda que a interrupção voluntária da gravidez “ignora os próprios direitos da mulher”.
Embora o aborto seja, frequentemente apresentado como um problema de direito das mulheres, ao qual elas deveriam ter tanto acesso quanto possível, na verdade, o próprio aborto atenta contra os seus direitos, a que esta acende desde que fica grávida”, concretiza a porta-voz do grupo de jovens que diz “Não” ao aborto.
“Acreditamos que estamos a dar voz àqueles que ainda não têm voz”, consideram as jovens que estão disponíveis para participar activamente na campanha a favor do “Não”.
Fonte: Jornal "A Guarda"

11 janeiro, 2007

A grande novidade é que o Guard’a Vida, ultrapassou as 11.000 assinaturas!!!

Existem mais de 20 movimentos pelo “Não” e por todo o país, interessados em clarificar as pessoas, e não só os eleitores, para defender os valores mais importantes de cada um, a Vida Humana. O Diário Digital confirma estes números e adiantava já, no passado dia 6, que se tinham recolhido mais de 120.000 assinaturas.
O Jornal de Notícias de hoje dava conta que a Maioria dos movimentos é pelo “Não”.
“A disparidade salta aos olhos 14 movimentos pelo "não" e cinco pelo "sim". O prazo de entrega de assinaturas para a constituição de grupos de cidadãos que queiram participar na campanha do referendo ao aborto termina na sexta-feira e a Comissão Nacional de Eleições (CNE) já recebeu a confirmação de que pelo menos 19 movimentos vão formalizar a sua mobilização. Para a contagem ficar fechada, a CNE aguarda os grupos que se apresentem na sexta-feira - os de hoje e amanhã já estão incluídos nesta lista.”
Preocupados com o tempo de antena, os partidos tomaram a decisão, segundo a mesma fonte, de utilizar os meios que têm para compensar. Levanta-se a questão se fariam o mesmo se fosse ao contrário! Entretanto, sabe-se já que ainda existem mais grupos, além dos 14 constituídos que ainda vão entregar a sua candidatura. Hoje mesmo, mais três o fizeram. Não nos queremos deixar enganar ou adormecer pelos números, mas congratularmo-nos pela demonstração de vontades.

A grande novidade é que o Guard’a Vida, ultrapassou as 11.000 assinaturas!!! HOJE, dia 11, irá entregar as mesmas para ser aceite pela Comissão Nacional de Eleições. Pelas.


O Guard’a Vida agradece a todos aqueles que assinaram pelo grupo e em especial àqueles que se empenharam, dentro e fora deste distrito da Guarda, para atingir o número necessário de assinaturas afim de o grupo ser aceite pela Comissão de Eleições.
OBRIGADO A TODAS AS PESSOAS DE AÇORES E DE ALDEIA RICA QUE CONTRIBUIRAM COM AS SUAS ASSINATURAS.

10 janeiro, 2007

TESTEMUNHO IMPRESSIONANTE

Lucía: «Sentimos que nos estão a arrancar uma parte do nosso corpo.»

Tem 30 anos e foi há dois que abortou numa cidade da Andaluzia. Sofreu maus tratos no âmbito da relação e foi coagida a abortar – um situação muito frequente, que é silenciada e pouco denunciada. A relação não acabou bem após o aborto, como é habitual nestes casos.No entanto, há alegria no presente, porque Lucía é mãe duma linda menina.
Veja aqui

08 janeiro, 2007

Foram muitas as pessoas que quiseram estar presentes na Bênção do Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos

Às 15.00 horas, as pessoas de todo o Arciprestado encheran por completo a Igreja de Santa Maria. Foi para todos um dia inesquecível.
Depois de tantos trabalhos e canseiras, valeu a pena...
Esta era uma aspiração de todos: a recuperação da chamada "CASA DOS RETIROS".
Ainda perduram as recordações e as memórias dos encontros com Deus.


Agora, passados 50 anos, esta casa vai marcar certamente outras gerações.
O "CENTRO PASTORAL D. JOÃO DE OLIVEIRA MATOS" vai ter um cariz mais abrangente. Não se limitará a acolher um ou outro retiro. A aposta será na progressiva concentração de toda a Catequese Arciprestal (neste ano arrancámos com a tentativa de concentração da catequese do 5º e 6º ano). O Centro vai ser também a sede do Centro de Apoio aos Mais Mecessitados do Concelho de Celorico da Beira, uma casa disponível para as mais diversas reuniões ...
Um novo tempo uma nova missão.

Iniciámos aqui uma nova etapa que certamente todas as pessoas de Celorico da Beira irão continuar a abraçar...

07 janeiro, 2007

Jesus deixa-se encontrar por todos aqueles que o procuram

Quem reflecte sobre si mesmo e contempla o mundo que o envolve pressente a existência de Deus e sente a necessidade de O conhecer e de se encontrar com Ele.
O homem que tem a coragem de reflectir sobre a vida e sobre o mundo, se não lhe falta a lucidez da humildade, conclui que ele não constitui a explicação última de si mesmo, muito menos de tudo quanto existe.
Na verdade, o homem não pode deixar de reconhecer que o mundo é anterior a ele. Quando o homem apareceu no mundo, já o mundo existia há muitos biliões de anos! Por conseguinte, o homem não é nem pode ser o autor do mundo. Depois, o homem sabe que não foi ele a dar a vida e a existência a si próprio, nem ele é o senhor absoluto da sua vida. O homem, por mais que faça, não conse-gue superar a sua fragilidade e evitar a sua morte. Como pode ser senhor da vida, da sua ou da vida dos outros, se ele não pode decidir sobre o seu início e o seu termo?
O homem que reflecte com profundidade e é honesto consigo mesmo, não só chega à conclusão que Deus existe, como admite que só Ele pode dar sentido pleno à sua vida e consistência ao mundo em que vive.
Depois, e na medida em que é honesto, o homem procura conhecer esse Deus e relacionar-se pessoalmente com Ele. Jesus veio precisamente para nos revelar Deus e para nos aproximar dele pela verdade e pelo amor.

Tu, que te consideras como uma pessoa humana e reivindicas os direitos que são inerentes à tua dignidade, tens coragem para reflectir sobre a tua vida ou tens medo de ti, permanecendo como um desconhecido para ti mesmo? Tu que tens tempo para tudo, tens tempo para fazer silêncio e olhar para ti? Que homem és tu, se não te olhas de frente e em profundidade? Que coragem é a tua, se foges ou evitas as questões fundamentais da vida? Como podes ser feliz, se não sabes quem és?
Muitos dos que se dizem cristãos têm medo ou não tem tempo (mas é mais medo do que falta de tempo) para reflectir sobre a vida e para contemplar o mundo!

Tu, que te dizes homem crente, acreditas realmente em Deus ou, na prática, vives como se Deus não contasse nada par ti? Cedes ao comodismo e resignas-te à mediocridade de uma vida sem Deus, uma vida sem horizontes de futuro e sem esperança?

E Cristo, que significa para ti, que espaço lhe dás na tua vida, que caminho estás disposto a percorrer para O conheceres melhor, o que és capaz de fazer por Ele e em seu nome? Não pertencerás ao grupo, cada vez mais numeroso, dos cristãos que não conhecem nem acreditam em Cristo? Sim, muitos ditos cristãos, apenas ditos porque baptizados, não conhecem o Evangelho de Jesus, muito menos o assumem como programa de vida!
Tu, que és pai ou mãe, consideras a fé em Cristo como um bem necessário e valioso para a vida dos teus filhos? Que estás disposto a fazer tu e a exigir-lhes a eles, para que possam conhecer este Jesus e fazer dele o Guia e o centro das suas vidas?
Hoje, a maior parte dos pais que se dizem cristãos, não dão qualquer testemunho de vida cristã aos filhos.
Hoje, a maior parte desses pais não se ralam com a catequese dos filhos, não se preocupam se estes a frequentam com interesse e aproveitamento? Pobres filhos que têm tais pais! E são muitos os filhos que têm pais assim! É claro que estes pais vão pagar e caro a sua negligência!

Jesus continua a revelar-se aos homens e a deixar-se encontrar por todos aqueles que o procuram. Mais, o próprio Jesus vai ao encontro dos homens, para lhes revelar a razão de ser e o sentido da vida e do mundo, para lhes indicar o caminho que conduz a Deus.

06 janeiro, 2007

Ajuda o movimento GUARD'A VIDA a angariar as 5.000 assinaturas necessárias

Viana do Castelo - Não tendo Movimento no distrito, os cidadãos dão apoio aos do Norte e Nacional
Braga - Minho Com Vida

Vila Real - Vida, Sempre!

Bragança - Nordeste pela Vida

Porto- Norte Pela Vida

Lamego- Escolhe a Vida

Aveiro - Liberalização do Aborto? Não!

Viseu - Não tendo Movimento no distrito, os cidadãos dão apoio aos do Cento, Norte e Nacional


Guarda
- GUARD'A VIDA (Em Celorico da Beira até agora já assinaram 535 pessoas - Obrigado a todos!)

Castelo-Branco - Pela Vida-Sempre!
Coimbra - Aborto a pedido? Não!
Leiria - Não tendo Movimento no distrito, os cidadãos dão apoio aos do Centro e Nacional
Portalegre - Alentejo pelo Não
Santarém - Ribatejo pela Vida
Lisboa - Plataforma Não Obrigada
Lisboa- Juntos pela Vida
Lisboa - Diz que Não à Discriminação
Lisboa - Diz que Não
Setúbal - Vivahavida
Évora - Alentejo pelo Não
Beja - Alentejo pelo Não
Faro - Algarve pela Vida
Madeira - Não tendo Movimento no distrito/região, os cidadãos dão apoio aos do Sul e Nacional
Açores - Açores pela Vida

Notas: Os Movimentos destacados já reúnem condições de constituição.

05 janeiro, 2007

1º TESTEMUNHO REAL de ABORTOS PROVOCADOS

Alicia: «Não há direito ao aborto.»
Os 27 anos de Alicia e a sua jovialidade escondem um sofrimento atroz. Aos 17 anos, fez um aborto, coagida e intimidada pelo companheiro. Reconhece agora que se deixou levar por ele em tudo, e arrepende-se profundamente de ter perdido voluntariamente um filho.
Veja este relato na primeira pessoa aqui

02 janeiro, 2007

"Não" na Guarda - Fomentar os nascimentos é a solução para a desertificação do interior

O movimento Guarda Vida que defende o «não» ao aborto, defendeu hoje que o Governo, em vez de fomentar o nascimento como solução para a desertificação do interior, pretende liberalizar a interrupção voluntária da gravidez.
Segundo o seu porta-voz, Pedro Nobre, «o Distrito da Guarda é um exemplo desta situação, onde a desertificação está a aumentar de forma galopante e, em vez do Estado fomentar formas para inverter esta situação, encontra soluções para agravar ainda mais o despovoamento do interior».
«Em vez de fomentar o nascimento, como remédio para esta doença que a todos afecta, pretende liberalizar o aborto», denunciou aquele responsável na apresentação pública do movimento e de inauguração da sua sede, localizada na Rua Infante D. Henrique.
O Estado não tem conseguido resolver o «drama» das listas de espera nos hospitais mas «garante agora que uma grávida que deseje abortar, passará à frente de qualquer doente».
O grupo de cidadãos que defende o «não» no referendo sobre a despenalização da Interrupção Voluntária da Gravidez, marcado para 11 de Fevereiro, iniciou também hoje uma campanha de recolha de cinco mil assinaturas para se legalizar como movimento eleitoral.
Participa na campanha de recolha de assinaturas e dá voz e tempo de antena a este movimento.
"Quem ama a DEUS ama a VIDA".