09 Março, 2012

Não te contentes

Não te contentes
em receber a cinza na cabeça.
Lembra-te que és pó.

Não te contentes
em arrepender-te.
Acredita no Evangelho.

Não te contentes
em converter os outros.
Converte-te.

Não te contentes
em mudar a cor das coisas.

Muda as coisas.
Não te contentes
em ser feliz.

Faz feliz alguém.
Não te contentes
em esperar a Terra Prometida.

Aceita o Reino que já chegou.

Não te contentes
em ler este poema de boas intenções.
Faz o teu de realidades.

24 Fevereiro, 2012

Escolhe, pois a vida, para que vivas. (Dt 30,15-20)


Muitos escolhem a morte dizendo que querem viver. O vício, o ódio, a vingança, a traição, o julgamento, a calúnia, a falta de perdão, comentários maldosos, são escolhas de morte. 
Leva-nos a afastar da vida que o amor gera em nós. Escolher a vida é assumir o bem.... sobriedade, perdão, caridade, fidelidade... 
Deus é a vida de quem ama.

25 Agosto, 2011

Nomeações na Diocese da Guarda

Nomeações para o Ano Pastoral 2011-12

1. Rev.do Padre Manuel Freire Lobo Vaz Pato, Sacerdote Jesuita – Pároco in solidum com Rev.do Padre Hermínio João Neves Vitorino, sendo aquele moderador, da Paróquia de S. Pedro (Covilhã). Substitui nas mesmas funções o Rev.do Padre Francisco Salvador Cardoso Rodrigues, que agora vai para novas responsabilidades fora de Portugal.

2. Rev.do Padre José Manuel Dias Figueiredo – Pároco da Paróquia de Ninho do Açor. Agradecemos ao Rev.do Padre Rui Manuel Antunes Lourenço as funções até agora desempenhadas assim como à Diocese de Portalegre-Castelo Branco, onde está o seu Presbitério.

3. Rev.do Padre Rafael José Almeida Neves, sacerdote recém-ordenado – Pároco de Santa Marinha (Arc. de Seia) e Aldeias, Mangualde da Serra, Moimenta da Serra e Paços da Serra (Arc. de Gouveia). Substitui nestas mesmas funções o Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela.

4. Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela – Pároco de Pinhel e também de Ervedosa, Bogalhal, Azevo, Cidadelhe, Pereiro e Vale de Madeira. Conta com a cooperação pastoral do Rev.do Diácono Manuel Celestino Martins Neves. Substitui o Rev.do Padre António Luciano dos Santos Costa, nas funções de administrador Paroquial até agora desempenhadas.

5. Rev.do Padre António dos Santos Freire – Pároco de Alverca da Beira, Bouça Cova e Cerejo; Souropires, Ervas Tenras e Póvoa d´El Rei. Substitui o Rev.do Padre Celso Rocha Marques.

6. Rev.do Padre João André Gomes Marçalo, recém-ordenado sacerdote – Pároco de Soito Maior e Falachos, substituindo o Rev.do Padre Joaquim Mendes Castanheira; Cogula, Vale do Seixo, Vila Garcia, Moimentinha e Granja, substituindo o Rev.do Padre Joaquim António Marques Duarte.

7. Rev.do Padre Vítor Manuel de Paiva Ramos – Pároco in solidum com o Rev.do Padre José Manuel Martins de Almeida, sendo este moderador, das Paróquias de Ratoeira, Vale d´Azares e Vila Boa do Mondego; Pároco in solidum com o Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena, sendo este o moderador, das Paróquias de Cadafaz, Prados e Rapa. Passa a trabalhar no cuidado pastoral das paróquias até agora confiadas ao Rev.do Padre António dos Santos Freire.

8. Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena – Pároco da Paróquia de Lageosa do Mondego, substituindo o Rev.do Padre António dos Santos Freire.

9. Rev.do Padre José Luís dos santos Farinha, ligado por encardinação aos Monges de Cister (comunidade do Sobrado) – Cooperador Pastoral na Paróquia de S. Miguel da Guarda e demais Paróquias confiadas ao Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.

10- Rev.do Padre Valter Tiago Salcedas Duarte – Director do Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, substituindo, nestas funções, o Rev.do Padre João António Gonçalves Barroso.

11. Rev.dos Padres Joaquim Cardoso Pinheiro e Carlos Manuel Dionísio de Sousa – respectivamente Director e Secretário da Direcção do Institutto Superior de Teologia, sediado em Viseu e que serve as Dioceses de Guarda, Viseu, Lamego e Bragança.

12. Rev.do Padre Paulo José Sequeira Figueiró – dispensado de responsabilidades pastorais na nossa Diocese para ser nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa Vice-Reitor do Colégio Português em Roma.

13. Rev.do Padre Celso Rocha Marques – dispensado de responsabilidades pastorais, nos próximos tempos, por razões de falta de saúde.

14. Rev.do Diácono Manuel Joaquim Lopes Castela – Cooperador pastoral nas capelanias do Hospital Sousa Martins e Estabelecimento Prisional da Guarda, cessando as funções para que estava nomeado na Paróquia se S. Miguel da Guarda e outras confiadas ao cuidado Pastoral do Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.

Nota:
Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.
Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.
Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.
As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.
Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários.

Guarda e Paço Episcopal, 22 de Agosto de 2011
+Manuel R. Felício, B. da Guarda

08 Abril, 2011

Alegro-me por não ter estado lá

Ao saber que Lázaro estava doente, Jesus, em vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”.

Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!

Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”. Como entender as vantagens da doença e morte de Lazaro? Em que medida o facto de não ter chegado lá, antes de Lazaro morrer, pode ser mais apropriado para Jesus manifestar a sua glória e os seus discípulos acreditarem nele?
Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. Ora, é, sem dúvida alguma, mais revelador do seu poder divino ressuscitar Lázaro do que restabelecer a sua saúde. E é muito mais importante para os homens que Ele possa ressuscitar os mortos do que curar os doentes.

“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e compreende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus.

“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.

Na verdade, Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”. Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”

Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!

“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Estas são as palavras com que Marta e Maria, em separado, se dirigem a Jesus, quando se encontram com Ele, após a morte do irmão. Segundo elas, foi uma pena que Ele não tivesse chegado ante, a tempo de o curar, pois estão convictas de que Ele poderia ter evitado a sua morte.
Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.

Muitas vezes censuramos Deus porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades. Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.