29 outubro, 2011
25 agosto, 2011
Nomeações na Diocese da Guarda
Nomeações para o Ano Pastoral 2011-12
Guarda e Paço Episcopal, 22 de Agosto de 2011
+Manuel R. Felício, B. da Guarda
1. Rev.do Padre Manuel Freire Lobo Vaz Pato, Sacerdote Jesuita – Pároco in solidum com Rev.do Padre Hermínio João Neves Vitorino, sendo aquele moderador, da Paróquia de S. Pedro (Covilhã). Substitui nas mesmas funções o Rev.do Padre Francisco Salvador Cardoso Rodrigues, que agora vai para novas responsabilidades fora de Portugal.
2. Rev.do Padre José Manuel Dias Figueiredo – Pároco da Paróquia de Ninho do Açor. Agradecemos ao Rev.do Padre Rui Manuel Antunes Lourenço as funções até agora desempenhadas assim como à Diocese de Portalegre-Castelo Branco, onde está o seu Presbitério.
3. Rev.do Padre Rafael José Almeida Neves, sacerdote recém-ordenado – Pároco de Santa Marinha (Arc. de Seia) e Aldeias, Mangualde da Serra, Moimenta da Serra e Paços da Serra (Arc. de Gouveia). Substitui nestas mesmas funções o Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela.
4. Rev.do Padre Jorge Manuel Pinheiro Castela – Pároco de Pinhel e também de Ervedosa, Bogalhal, Azevo, Cidadelhe, Pereiro e Vale de Madeira. Conta com a cooperação pastoral do Rev.do Diácono Manuel Celestino Martins Neves. Substitui o Rev.do Padre António Luciano dos Santos Costa, nas funções de administrador Paroquial até agora desempenhadas.
5. Rev.do Padre António dos Santos Freire – Pároco de Alverca da Beira, Bouça Cova e Cerejo; Souropires, Ervas Tenras e Póvoa d´El Rei. Substitui o Rev.do Padre Celso Rocha Marques.
6. Rev.do Padre João André Gomes Marçalo, recém-ordenado sacerdote – Pároco de Soito Maior e Falachos, substituindo o Rev.do Padre Joaquim Mendes Castanheira; Cogula, Vale do Seixo, Vila Garcia, Moimentinha e Granja, substituindo o Rev.do Padre Joaquim António Marques Duarte.
7. Rev.do Padre Vítor Manuel de Paiva Ramos – Pároco in solidum com o Rev.do Padre José Manuel Martins de Almeida, sendo este moderador, das Paróquias de Ratoeira, Vale d´Azares e Vila Boa do Mondego; Pároco in solidum com o Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena, sendo este o moderador, das Paróquias de Cadafaz, Prados e Rapa. Passa a trabalhar no cuidado pastoral das paróquias até agora confiadas ao Rev.do Padre António dos Santos Freire.
8. Rev.do Padre Carlos Manuel Gomes Helena – Pároco da Paróquia de Lageosa do Mondego, substituindo o Rev.do Padre António dos Santos Freire.
9. Rev.do Padre José Luís dos santos Farinha, ligado por encardinação aos Monges de Cister (comunidade do Sobrado) – Cooperador Pastoral na Paróquia de S. Miguel da Guarda e demais Paróquias confiadas ao Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.
10- Rev.do Padre Valter Tiago Salcedas Duarte – Director do Departamento Diocesano da Catequese da Infância e Adolescência, substituindo, nestas funções, o Rev.do Padre João António Gonçalves Barroso.
11. Rev.dos Padres Joaquim Cardoso Pinheiro e Carlos Manuel Dionísio de Sousa – respectivamente Director e Secretário da Direcção do Institutto Superior de Teologia, sediado em Viseu e que serve as Dioceses de Guarda, Viseu, Lamego e Bragança.
12. Rev.do Padre Paulo José Sequeira Figueiró – dispensado de responsabilidades pastorais na nossa Diocese para ser nomeado pela Conferência Episcopal Portuguesa Vice-Reitor do Colégio Português em Roma.
13. Rev.do Padre Celso Rocha Marques – dispensado de responsabilidades pastorais, nos próximos tempos, por razões de falta de saúde.
14. Rev.do Diácono Manuel Joaquim Lopes Castela – Cooperador pastoral nas capelanias do Hospital Sousa Martins e Estabelecimento Prisional da Guarda, cessando as funções para que estava nomeado na Paróquia se S. Miguel da Guarda e outras confiadas ao cuidado Pastoral do Rev.do Padre António Carlos Marques Gonçalves.
Nota:
Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.
Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.
Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.
As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.
Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários.
Agradeço a todos os que cessam funções o zelo e dedicação com que exerceram o Ministério em benefício do bem comum das comunidades e dos serviços que lhes estiveram pastoralmente confiados.
Peço a bênção de Deus para todos os que aceitaram os novos cargos para que foram nomeados, desejando que os desempenhem na máxima fidelidade ao Senhor e Único Pastor da Igreja.
Peço também aos fiéis e às comunidades que foram contemplados com novos servidores do Evangelho que os recebam bem e com eles colaborem para que o Reino de Deus cresça cada vez mais no meio de nós e no mundo em que vivemos.
As tomadas de posse realizar-se-ão em dia a combinar entre os que iniciam funções e os que as cessam e também o Bispo Diocesano.
Procurar-se-á que o acto da tomada de posse tenha a presidência do Bispo Diocesano ou de algum dos seus vigários.
Guarda e Paço Episcopal, 22 de Agosto de 2011
+Manuel R. Felício, B. da Guarda
15 junho, 2011
24 maio, 2011
15 maio, 2011
08 abril, 2011
Alegro-me por não ter estado lá
Ao saber que Lázaro estava doente, Jesus, em vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”.
Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia àquela família?!
Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”. Como entender as vantagens da doença e morte de Lazaro? Em que medida o facto de não ter chegado lá, antes de Lazaro morrer, pode ser mais apropriado para Jesus manifestar a sua glória e os seus discípulos acreditarem nele?
Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. Ora, é, sem dúvida alguma, mais revelador do seu poder divino ressuscitar Lázaro do que restabelecer a sua saúde. E é muito mais importante para os homens que Ele possa ressuscitar os mortos do que curar os doentes.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e compreende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus.
“Alegro-me por não ter estado lá”. Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar, de um modo ainda mais evidente e convincente, como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Na verdade, Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”. Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”. Estas são as palavras com que Marta e Maria, em separado, se dirigem a Jesus, quando se encontram com Ele, após a morte do irmão. Segundo elas, foi uma pena que Ele não tivesse chegado ante, a tempo de o curar, pois estão convictas de que Ele poderia ter evitado a sua morte.
Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.
Muitas vezes censuramos Deus porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades. Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.
Etiquetas:
A caminhar com Mateus,
Homilias,
Um ano com o Pe. Martins
28 março, 2011
"Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo"
Jesus e uma mulher samaritana encontram-se junto ao poço de Jacob e estabelecem entre si um prolongado e curioso diálogo.
O diálogo em si já constitui algo de surpreendente. Na verdade, trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher, em lugar público e à luz do dia, o que era considerado reprovável. Até “os discípulos ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher”. Além disso, trata-se de uma mulher samaritana. Ora, como informa o evangelista, “os judeus não se dão com os samaritanos”.
Depois, o diálogo é, de parte a parte, franco e provocador. Cada um pergunta e responde, sem rodeios nem reservas, o que pensa e o que sente.
A samaritana considera um atrevimento que Jesus tenha metido conversa com ela, pedindo-lhe de beber, e, por conseguinte, interpela-o, em tom de censura: “como é que Tu, sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana? Mais adiante, põe em dúvida que Jesus lhe possa dar uma “água viva”, uma água superior à daquele poço: “serás tu maior do que o nosso pai Jacob?”
Por sua vez, Jesus também a provoca, quando a manda ir chamar o marido, sabendo Ele muito bem, como confirmará depois, que ela se encontra numa situação irregular. “Não tens marido, pois já tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu”. No entanto, com esta sua intervenção, Jesus, de modo algum, pretende humilhar a mulher. Pelo contrário, deseja ajudá-la a tomar consciência da realidade em que vive e levá-la à conversão.
Jesus também questiona e corrige a concepção que ela tem quanto ao lugar em que se deve prestar culto a Deus. Para Deus, o importante não é o lugar de culto mas as pessoas Lhe prestem culto. Estas devem adorá-lo em “espírito e em verdade”, um culto que brote do coração, que seja autêntico e sincero.
O Diálogo vence todas as barreiras e preconceitos, a nível étnico, cultural e religioso. E, acima de tudo, permitiu à samaritana chegar ao verdadeiro conhecimento de Jesus. Graças àquele encontro, ela reencontrou o sentido da vida e readquiriu a sua dignidade. Jesus torna-se próximo das pessoas e fala com elas, entra nas suas vidas e comunica-lhes a sua, precisamente para as recuperar e salvar.
A mulher, no início do diálogo, pensa que Jesus é apenas um judeu, um judeu atrevido! Depois, quando Jesus mostra conhecer a sua vida pessoal, suspeita que seja um profeta. De seguida, o próprio Jesus se apresenta como o Messias esperado. Finalmente, com todos os outros seus conterrâneos, descobre e confessa que Ele é o Salvador do mundo.
Tudo começou por um encontro, aparentemente, fortuito, e, a partir deste, chega ao encontro pessoal com o Salvador dos homens! Foi ao poço, como todos os outros dias, buscar água, mas, nesse dia, tendo encontrado lá a Fonte da água viva, voltou repleta dessa água que “jorra para a vida eterna”!
E essa “água viva” impele-a a deixar a bilha junto ao poço e a correr à cidade, para partilhar com os seus concidadãos aquela extraordinária experiência.
Os samaritanos, interpelados pela mulher, foram pressurosos ao encontro de Jesus e entusiasmaram-se tanto que Lhe pediram que ficasse mais algum tempo com eles. Depois de dois dias com Jesus, muitos acreditaram nele e disseram à mulher: “já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. “Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”.
- Não basta conhecer Deus só de ouvido, ou seja, pelo que os outros dizem, ainda que sejam excelentes pregadores;
- Não basta conhecer as verdades sobre Deus, ainda que sejam expostas pelos mais qualificados teólogos;
- Não basta participar nas acções litúrgicas, ainda que sejam as mais esplendorosas; n
- Não bastam os exemplos dos santos, ainda que sejam os mais famosos.
A mulher devia ter ido com pressa buscar a água. De resto, “era por volta do meio-dia” e fazia muito calor! No entanto, ela esqueceu a pressa e abstraiu-se do calor, entregando-se inteiramente ao diálogo com Jesus! E, depois, ainda teve tempo para levar muitos outros até Jesus!
Quem, como a mulher samaritana, encontra Jesus e entra na sua intimidade sente-se naturalmente impelido a tornar-se seu discípulo por toda a vida e, ao mesmo tempo, como verdadeiro missionário, a anunciá-lo aos homens.
Etiquetas:
A caminhar com Mateus,
Homilias,
Um ano com o Pe. Martins
14 março, 2011
"... mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus".
Depois de ter sido baptizado por João, Jesus, impelido pelo Espírito Santo, retira-se para o deserto, onde permanece quarenta dias. Durante esse longo período de silêncio e oração, sempre acompanhado pelo Espírito e em íntima comunhão com o Pai, Jesus prepara-se para a sua missão entre os homens.
Visitado e tentado pelo Demónio, Jesus repele categoricamente todas as suas propostas, proclamando claramente a superioridade da palavra de Deus sobre os bens materiais e a supremacia de Deus sobre a fama e o poder deste mundo.
Jesus não usa o seu poder divino para refutar e confundir o Demónio. A fome não lhe rouba a lucidez e a serenidade. Na verdade, embora podendo, Jesus não transforma as pedras em pão. Também não brinca com o poder divino, lançando-se do pináculo do templo abaixo. Muito menos se deixa seduzir pelo poder e o esplendor dos reinos deste mundo. Jesus não aceita nem cede aos desafios do Demónio. Não faz os milagres que este lhe pede para provar que é Filho de Deus. Se os tivesse realizado, Jesus teria caído na cilada e o Demónio teria saído vitorioso. Jesus sabe que é por outro caminho que deve mostrar aos homens a sua verdadeira identidade.
Nas três diferentes situações em que o Demónio O coloca, Jesus rebate-o sempre com passagens da Escritura, ou seja, responde-lhe e vence-o com a palavra de Deus. Agindo deste modo, Jesus mostra, por um lado, que conhece bem as Escrituras, e, por outro, que vive em perfeita sintonia com a vontade de Deus, que elas revelam. A comunhão com Deus e a fidelidade à sua Palavra explicam e tornam possível a vitória de Jesus sobre o Demónio e o mal que ele personifica.
As palavras com que Jesus responde ao Demónio podem servir de ponto de partida para a nossa vivência da Quaresma. Estas palavras, se meditadas no coração, ajudam-nos a descobrir qual a justa atitude que devemos assumir diante de Deus, bem como face às realidades humanas e às coisas deste mundo. E, nessa mesma medida, ajudam-nos a vencer as grandes e pequenas tentações da nossa vida.
Assim, apesar da pressa e da agitação em que vivemos, devemos, ao longo deste tempo da Quaresma, fazer deserto e silêncio interior, parar para escutar e meditar as palavras de Jesus, ou melhor, o próprio Jesus. Precisamos de tempo e de coragem para examinar e confrontar a nossa vida, sobretudo as nossas motivações, à luz das suas palavras.
“Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus”. Tentado e iludido, anestesiado e alienado pelo consumismo, o homem precisa de acordar para a sua dimensão espiritual e tomar consciência de que tem fome (necessidade) de Deus. O homem precisa de Deus, da palavra que sai da sua boca e do amor que jorra do seu coração. Sem este mais de Deus, ainda que usufrua de todo o bem-estar material, o homem acaba por se sentir existencialmente incompleto e insatisfeito.
“Não tentarás o Senhor teu Deus”. Tenta a Deus aquele que, por mero capricho, Lhe pede que faça algo de extraordinário e que não é de qualquer utilidade para ninguém. Depois, aquele que quer que Deus lhe faça o que ele, com o seu trabalho e as capacidades que tem, pode fazer. E ainda aquele que exige a Deus um determinado milagre como condição para acreditar nele. É muito forte a tentação do homem de pôr Deus à prova, de O submeter ou subordinar aos seus gostos e necessidades. Quem faz exigências deste tipo mostra que não acredita verdadeiramente nem está interessado em acreditar em Deus, mas procura apenas um pretexto para justificar a sua descrença. Ora, o que Deus revelou de si mesmo e fez em nosso favor por seu Filho Jesus Cristo é “o milagre extraordinário”, “a grande razão” – milagre e razão mais que suficientes – para que o homem acredite nele.
“Adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele prestarás culto”. A ambição do poder, do mesmo modo que a ganância da riqueza, leva o homem a desviar o seu coração de Deus. O homem gosta de exercer domínio sobre os outros, de ser o centro de todas as atenções, ser reconhecido em vida e perpetuar o seu nome para além da morte. Quando cede a esta tentação, o homem sobrepõe-se ao seu semelhante e desvaloriza Deus. Mesmo que não O negue, o homem acaba por não adorar exclusivamente a Deus nem Lhe prestar o culto que Lhe é devido. Ora, Deus, por ser único e por ser o Deus do amor, merece que O adoremos só a Ele, e, além disso, só a Ele dediquemos o culto da nossa vontade e do nosso coração, o culto da vida e do amor, o culto “em espírito e em verdade”.
Etiquetas:
A caminhar com Mateus,
Homilias,
Um ano com o Pe. Martins
13 março, 2011
12 março, 2011
11 março, 2011
08 março, 2011
01 março, 2011
Bispo da Guarda diz que portagens na A23 e A25 são uma "profunda injustiça"
O bispo da Guarda considerou hoje que a introdução, em Abril, de portagens nas autoestradas A23 e A25 constitui uma "profunda injustiça", por verificar que outras zonas mais desenvolvidas do país são servidas por itinerários principais sem pagamento de tarifas.
Manuel da Rocha Felício disse à Lusa que o fim das duas SCUT que servem o distrito - A23 (Guarda/Torres Novas) e A25 (Vilar Formoso/Aveiro) - lhe parece "muito mal" e "uma profunda injustiça".
"Em Portugal há zonas muito mais privilegiadas do que a nossa e têm IP's (itinerários principais) com quatro pistas, de graça, a servirem zonas com um índice de desenvolvimento muito superior, e nós, vamos ter que as pagar", lamentou.
Por outro lado, o prelado diocesano acrescentou que as autoestradas da região da Guarda "só com muita boa vontade se podem chamar autoestradas; percursos que têm, regularmente, descidas com seis, sete ou oito por cento [de inclinação], com curvas, são verdadeiras estradas de montanha, que vamos agora pagar, de forma injusta, em relação a outros lugares que são muito mais planos e que não têm estas dificuldades", declarou Manuel da Rocha Felício.
O bispo da Guarda também apontou que as portagens serão "um problema" para as empresas que estão instaladas na região, temendo que alguns empresários possam abandonar a zona. Perante o cenário, pediu que "quem de direito" tenha uma atitude "de justiça" para com esta região do interior do país.
"Nem sequer é discriminação positiva. É justiça. É isso que temos de pedir àqueles que nos orientam", disse.
Fonte: JN
Considerou que acabar com as duas SCUT que servem a Guarda "é uma decisão injusta" e que o Governo "não tem em consideração a situação real" dos residentes.
27 fevereiro, 2011
26 fevereiro, 2011
”Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”
O pleno cumprimento da Lei exige que o homem reconheça e ame Deus como o seu único Senhor. Jesus diz-nos que não é tolerável que o homem coloque a riqueza ao mesmo nível de Deus. Ou, pior ainda, que o amor à riqueza secundarize o amor devido a Deus.
Jesus, ao apontar a gravidade e a contradição de tal comportamento, mais do que defender um direito de Deus, tem em vista garantir a liberdade e a dignidade do homem. Na verdade, o Deus do amor, precisamente porque ama, está ao serviço do homem, respeitando todos os seus direitos. Deus, porque ama, não domina, mas dá-se ao homem para que este se realize plenamente. Ao passo que a riqueza, quando o homem lhe dá a primazia na sua vida, faz dele um escravo e, simultaneamente, um tirano.
Com efeito, quando se convence que a felicidade e a segurança da sua vida dependem dos bens materiais, o homem acaba por viver completamente em função deles. Como verdadeiro escravo, subordina-lhe tudo e sujeita-se a tudo para os acrescentar e conservar. Por vezes, é tão escravo deles que nem sequer os usa em seu proveito pessoal! Além disso, não raras vezes, o homem não hesita em hipotecar e menosprezar a sua consciência e a sua fé, as suas convicções e compromissos, os seus sentimentos e afectos, os seus amigos e até a sua própria família. Quantos, movidos pela sua desmesurada ambição, não agem como tiranos, explorando os outros ou exercendo um domínio indevido sobre eles! O endeusamento da riqueza acaba por desumanizar o homem e gerar enormes injustiças sociais.
Jesus convida-nos a confiar na providência de Deus, argumentando com o que Ele faz em favor das aves do céu e os lírios do campo. Deus, na sua sábia providência, proporciona a todos os animais e plantas o que eles precisam para viver. Muito mais o faz em relação ao homem. No entanto, a confiança na providência de Deus não implica desinteresse em relação aos bens deste mundo nem constitui um apelo à preguiça, como se tudo caísse do Céu e nos viesse ter às mãos. As próprias aves afadigam-se a procurar o alimento, a fazer os seus ninhos, a criar os seus filhos.
Algo de semelhante acontece com o homem. Deus faz a parte mais difícil, criando a natureza e dotando-a de tudo o que é necessário à vida e ao desenvolvimento do homem. O homem, por sua vez, deve trabalhar para conseguir os bens de que precisa. Mas deve fazê-lo consciente de que todos esses bens são um precioso dom Deus. Deve também sentir e reconhecer que, para além destes bens, que Deus no seu amor providente lhe concede, precisa, mais ainda, do próprio Deus. E deve tomar consciência e assumir que a sua vida depende mais de Deus do que dos bens que adquire e acumula com o seu esforço.
O homem que dá o primeiro lugar a Deus, que O ama com todo o seu coração e confia a Ele toda a sua vida e todos os seus projectos não se preocupa, excessiva e doentiamente, com o dia de amanhã, com o que comerá, beberá ou vestirá. Nessa medida, estará mais atento e será mais sensível aos pobres, partilhando com eles o que possui.
Aquele que confia no Senhor dá também a primazia ao Reino de Deus. Esse segue o conselho de Jesus: “Procurai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça”, pois acredita na sua promessa: “tudo o mais vos será dado por acréscimo”. Aquele que consagra a sua vida ao reino de Deus receberá, como resultado e fruto desse seu empenhamento, todos aqueles bens que são inerentes ao próprio Reino. Quando o homem faz a sua parte, aquilo que está ao seu alcance e é sua missão fazer, então terá “tudo o mais” de que precisa para se realizar e ser feliz, pois Deus nunca falta com a sua parte.
“Não podeis servir a Deus e …”. Esta advertência de Jesus é válida e actual para nós.
- Não existirão muitos “tesouros” em nós a rivalizar com Deus, a lutar pelo primeiro lugar do nosso coração?
- Não viveremos demasiado preocupados com as seguranças humanas ao ponto de relegarmos Deus para segundo lugar, fazendo de Deus apenas “o amor das horas vagas”?!
- Não correremos o risco de andar metidos nas “coisas” da Igreja e de nos cansarmos em actividades apostólicas e pastorais mais por amor de nós próprios do que por amor de Deus, mais para satisfazer interesses pessoais do que em vista da glória de Deus?
O primeiro mandamento, que nos manda amar a Deus sobre todas as coisas, tem implícito o imperativo de fazer “todas as coisas só por amor de Deus” (D. João de Oliveira Matos).
Etiquetas:
A caminhar com Mateus,
Homilias,
Horários
23 fevereiro, 2011
Quaresma 2011: resistir à «idolatria dos bens».
Mensagem do Papa apela às práticas do jejum e da esmola para superar egoísmos
Bento XVI apelou hoje aos cristãos de todo o mundo para que resistam à “idolatria dos bens”, aproveitando o próximo período da Quaresma para desenvolver a sua “capacidade de partilha”.
“A avidez da posse provoca violência, prevaricação e morte: por isso a Igreja, especialmente no tempo quaresmal, convida à prática da esmola, ou seja, à capacidade de partilha”.
O documento intitula-se «Sepultados com Cristo no Baptismo, também com Ele fostes ressuscitados», frase retirada da carta escrita pelo Apóstolo Paulo à comunidade de Colossos, na actual Turquia (século I).
Segundo Bento XVI, “a idolatria dos bens, ao contrário, não só afasta do outro, mas despoja o homem, torna-o infeliz, engana-o, ilude-o sem realizar aquilo que promete, porque coloca as coisas materiais no lugar de Deus, única fonte da vida”.
Aos cristãos, acrescenta, compete “libertar” o coração “das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra»”, procurando “estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo”.
A Quaresma, que este ano se inicia a 9 de Março, com a celebração das cinzas, é um período de preparação para a Páscoa, maior festa do calendário dos católicos, com a duração de 40 dias, marcados pelo jejum, o apelo à partilha e à penitência.
O Papa sublinha que este período oferece “um percurso análogo ao catecumenato, que para os cristãos da Igreja antiga, assim como também para os catecúmenos de hoje, é uma escola insubstituível de fé e de vida cristã”.
“Através das práticas tradicionais do jejum, da esmola e da oração, expressões do empenho de conversão, a Quaresma educa para viver de modo cada vez mais radical o amor de Cristo”.
Quanto ao jejum, Bento XVI afirma que a prática “adquire para o cristão um significado profundamente religioso”.
“Tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos”.
Nesse sentido, diz o Papa, “para o cristão o jejum nada tem de intimista, mas abre em maior medida para Deus e para as necessidades dos homens, e faz com que o amor a Deus seja também amor ao próximo”.
“Sem a perspectiva da eternidade e da transcendência, ele (o tempo, ndr) cadencia simplesmente os nossos passos rumo a um horizonte que não tem futuro”
“Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo”, conclui o Papa.
Fonte: Ecclesia
09 fevereiro, 2011
Subscrever:
Mensagens (Atom)