15 junho, 2011
24 maio, 2011
15 maio, 2011
08 abril, 2011
Alegro-me por não ter estado lá
28 março, 2011
"Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo"
- Não basta conhecer Deus só de ouvido, ou seja, pelo que os outros dizem, ainda que sejam excelentes pregadores;
- Não basta conhecer as verdades sobre Deus, ainda que sejam expostas pelos mais qualificados teólogos;
- Não basta participar nas acções litúrgicas, ainda que sejam as mais esplendorosas; n
- Não bastam os exemplos dos santos, ainda que sejam os mais famosos.
14 março, 2011
"... mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus".
13 março, 2011
12 março, 2011
11 março, 2011
08 março, 2011
01 março, 2011
Bispo da Guarda diz que portagens na A23 e A25 são uma "profunda injustiça"
27 fevereiro, 2011
26 fevereiro, 2011
”Não podeis servir a Deus e ao dinheiro”
- Não existirão muitos “tesouros” em nós a rivalizar com Deus, a lutar pelo primeiro lugar do nosso coração?
- Não viveremos demasiado preocupados com as seguranças humanas ao ponto de relegarmos Deus para segundo lugar, fazendo de Deus apenas “o amor das horas vagas”?!
- Não correremos o risco de andar metidos nas “coisas” da Igreja e de nos cansarmos em actividades apostólicas e pastorais mais por amor de nós próprios do que por amor de Deus, mais para satisfazer interesses pessoais do que em vista da glória de Deus?
23 fevereiro, 2011
Quaresma 2011: resistir à «idolatria dos bens».
Mensagem do Papa apela às práticas do jejum e da esmola para superar egoísmos
O documento intitula-se «Sepultados com Cristo no Baptismo, também com Ele fostes ressuscitados», frase retirada da carta escrita pelo Apóstolo Paulo à comunidade de Colossos, na actual Turquia (século I).
Aos cristãos, acrescenta, compete “libertar” o coração “das coisas materiais, de um vínculo egoísta com a «terra»”, procurando “estar disponíveis e abertos a Deus e ao próximo”.
“Tornando mais pobre a nossa mesa aprendemos a superar o egoísmo para viver na lógica da doação e do amor; suportando as privações de algumas coisas – e não só do supérfluo – aprendemos a desviar o olhar do nosso «eu», para descobrir alguém ao nosso lado e reconhecer Deus nos rostos de tantos irmãos nossos”.
“Mediante o encontro pessoal com o nosso Redentor e através do jejum, da esmola e da oração, o caminho de conversão rumo à Páscoa leva-nos a redescobrir o nosso Baptismo”, conclui o Papa.
Fonte: Ecclesia
09 fevereiro, 2011
06 fevereiro, 2011
"Vós sois a luz do mundo"
A primeira leitura dá-nos a resposta. Através do profetas Isaías, Deus diz-nos que o homem é luz e que a sua luz brilha no mundo, quando reparte o pão com o faminto, dá pousada aos pobres sem abrigo, leva a roupa ao que não tem que vestir e não volta as costas ao seu semelhante; quando tira do meio de si a opressão, os gestos de ameaça e as palavras ofensivas.
Estas obras irradiam a luz de Cristo e são luz para os homens porque mostram o rosto de:
- um Deus que ama os homens e é misericordioso para com eles;
- um Deus que se torna próximo de cada homem e se mostra interessado em mudar a sorte do pobre, do doente e do oprimido;
- um Deus que propõe e promove a liberdade e a fraternidade entre os homens;
- um Deus que quer precisar dos homens para concretizar os seus planos e alcançar os seus objectivos.
Além disso, revelam que a religião do verdadeiro Deus é uma religião que está ao serviço da pessoa humana. Deus interessa-se pelo bem do homem no seu todo e não apenas nem tanto pela sua dimensão religiosa. O que o verdadeiro Deus mais deseja e espera daqueles que nele acreditam é que amem e respeitem o seu semelhante.
O cristão irradia a luz de Cristo:
- sempre que diz e defende a verdade, apesar de muitas vezes ser mais cómodo e trazer mais proveito calá-la ou colocar-se do lado da mentira;
- quando respeita e defende a vida humana em todas as suas etapas, remando contra a forte corrente de uma falsa modernidade;
- quando vive segundo a moral do Evangelho, apesar do relativismo moral vigente na sociedade;
- quando, sem medo nem vergonha, professa a sua fé e defende os princípios e os valores que lhe são inerentes, mesmo nas circunstâncias mais difíceis e nas questões mais controversas com que é confrontado.
Vivendo assim, os cristãos fazem a diferença, levam os homens a interrogarem-se e a reflectirem, dão-lhes razões válidas e consistentes para acreditarem em Deus. O testemunho de vida dos cristãos constitui o anúncio mais convincente e eficaz do Evangelho de Jesus. A sua coerência de vida é o caminho mais adequado para levar os homens até Deus, a amá-lo e a glorificá-lo como o Pai que está nos Céus.
Os Actos dos Apóstolos confirmam que o testemunho de vida das comunidades cristãs primitivas (tinham um só coração e uma só alma, entre eles tudo era comum, entre eles não havia ninguém necessitado) fazia aumentar todos os dias o número daqueles que abraçavam a fé (Act 2,46-47;4,32-35). Ainda hoje, num mundo em que a palavra está completamente desacreditada, a vida das comunidades cristãs constitui o principal e mais eficaz meio de evangelização. Se falta este testemunho, todas as acções pastorais estão votadas ao fracasso.
29 janeiro, 2011
"Bem-aventurados os pobres em espírito"
No domingo passado, Jesus dirigiu-nos este convite: “arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo”. Hoje, apresenta-nos o programa desse reino de Deus e, ao mesmo tempo, concretiza em que se deve traduzir o arrependimento que pede às pessoas. Na verdade, através das bem-aventuranças, Jesus indica ao homem as atitudes e os sentimentos que deve ter, o que deve fazer e o modo como deve viver, para acolher o reino de Deus, para o ajudar a construir na terra e para, depois, o receber como herança eterna no Céu.
Para grande surpresa dos ouvintes, Jesus começa por proclamar “Bem-aventurados os pobres em espírito...” Segundo a versão de Mateus, Jesus não se limita a afirmar: “bem-aventurados os pobres”. Para evitar possíveis equívocos, especifica o tipo de pobres que são realmente felizes, aqueles pobres que pertencem efectivamente ao reino de Deus: “os pobres em espírito”.
“Pobre em espírito” é aquele que:
- se conhece e assume na verdade do que é (a sua grandeza e os seus limites);
- não confia apenas em si nem se considera como senhor absoluto da sua vida;
- tem consciência de que não deve a ele próprio o seu início nem depende apenas dele o seu termo;
- reconhece que sozinho não consegue encontrar resposta para todas as suas questões existenciais nem consegue satisfazer todas as suas necessidades.
Como consequência, é alguém que se sente indigente e necessitado de Deus. Descobre e reconhece que só Deus pode dar sentido e consistência à sua vida. Por isso mesmo, acolhe e aceita Deus como seu Senhor e meta última da sua existência.
Além disso, descobre e reconhece também que precisa dos outros para viver e se realizar como pessoa; sente que precisa deles para amar e ser amado; precisa do que os eles sabem e produzem; precisa de comungar com eles os seus sonhos e projectos e é consciente de que só com a ajuda deles os pode realizar.
Ser “pobre em espírito” implica ainda desprendimento em relação aos bens materiais; não vive em função da riqueza nem lhe entrega o seu coração; dá o primeiro lugar ao reino de Deus, convencido de que tudo o resto se lhe deve subordinar e estar ao seu serviço.
- Aqueles que assim entendem a sua vida, esses, no seu existir quotidiano, são mansos e humildes, compassivos e misericordiosos, puros e rectos nas suas intenções, solidários e justos, pacíficos e fraternos. Esses consagram a sua vida e estão dispostos a sofrer por causa do reino de Deus.
- Aqueles que vivem a primeira bem-aventurança, vivem necessariamente todas as outras, pois estas decorrem daquela, isto é, são a sua concretização. Com efeito, o ser pobre em espírito coloca o homem numa justa relação com Deus, com o seu semelhante e com os bens materiais. Quem vive em sintonia com Deus não pode deixar de viver em sintonia com os outros, com os seus sentimentos, as suas aspirações e as suas necessidades. De igual modo, não pode deixar de construir a sociedade humana segundo o plano de Deus.
Acolher o reino de Deus e torná-lo presente no mundo não é tarefa fácil. Aqueles que, seduzidos por Cristo, embarcam neste projecto são perseguidos, insultados e caluniados. A verdade do Evangelho e a justiça que ele reclama exigem uma mudança profunda na vida de cada pessoa e no todo da sociedade.
- Ora, muitos não suportam que seja questionada a sua vida ou lhes apontem as contradições da mesma.
- Muitos não suportam que seja questionado o poder que têm e o modo como o exercem, a riqueza que possuem e o modo como a adquirem, os privilégios de que gozam em detrimento do cidadão comum, a hipocrisia moral e religiosa em que vivem.
- Outros não suportam que alguém lhes mostre que Deus é muito diferente do modo como eles o imaginam e querem que seja.
Esses tudo farão para desacreditar ou fazer calar os anunciadores do Evangelho - os servidores do reino de Deus.
O evangelista Mateus diz-nos que Jesus só começou a falar depois dos discípulos se terem aproximado dele. Estes são os principais destinatários do discurso de Jesus e eles têm consciência disso. Aproximam-se de Jesus, querem escutá-lo com atenção, olhando-O nos olhos e deixando-se olhar por Ele. Só assim é possível entrar em sintonia com Aquele que fala e, nessa medida, captar, para além das palavras, o mistério da mensagem que anuncia e o alcance do projecto de vida que lhes propõe.
Também nós, só com essa mesma atitude de discípulos, poderemos captar a beleza do reino de Deus e aceitar o desafio de fazer dele o sonho da nossa vida, investir ao seu serviço os nossos talentos e sofrer por causa dele.
Pe. Martins in Jornal "A Guarda"