31 maio, 2010

Lista dos párocos de Açores

o registo paroquial mais antigo desta freguesia que se encontra no Arquivo de S. Vicente, em Lisboa, vai a 1616, sendo cura nesta data o Pe. Manuel Dias. Sabe-se contudo que em 1560 a paroquiava o Pe. Diogo de Andrade, natural de Celorico, que foi Vigario Geral do Bispado e grande cultor das letars

Depois de 1616, aparecem os seguintes:
Pe. Artur Mendes - em 1631
Pe. Leão Vaz - em 1639
Pe. António Ferrao - em 1642
Pe. Jose de Aragão e Manuel Osório - em 1644
Pe. Feliciano Marques - em 1646
Pe. Simão Gomes de Andrade - em 1656
Pe. Manuel de Abrunhosa - em 1659
Pe. João Pereira de Sousa - em 1660
Pe. João Saraiva - em 1663
Pe. Manuel Ribeiro - em 1664
Pe. João Coelho - em 1673
Pe.António Gomes da Fonseca - em 1693
Pe. José de Pina Sousa - em 1694
Pe. José Cabral - em 1698
Pe. José Coelho - em 1701
Pe.Manuel Andrade - em 1720
Pe. Francisco Antunes Dias - em 1729
Pe. Joaão Nunes Rebelo - em 1770
Pe. José Jerónimo Cardoso - em 1789
Pe. António Marques - em 1792
Pe. José Marques de Figueiredo
Pe. António Almeida Carvalho
Pe. Francisco da Nave Valente - em 1862
Pe. Hipólito Joaquim Cardoso - em 1868
Pe. Bemardino António da Costa - em 1875
Pe. Fernando Alves Cabral - em 1901

A partir de 1910
Pe. Antero Augusto da Silva Pereira - em 1910
Pe. Olimpio Rodrigues de Almeida - em 1915
Pe. Jose Marques Figueiredo Páscoa - em 1937
Pe. António Branco Marques - em 1950
Pe. José Atanásio Mendes - em 1952
Pe. Eduardo das Neves Ferreira - em 1954
Pe. Carlos Alberto Saraiva - em 1966
Pe. Carlos Rodrigues Pinto - em 1967
Pe. José Manuel Trigo Mota Romana - em 1969
Pe. António da Silva Salvador - em 1972
Pe. António dos Santos Freire - em 1999
Pe. Carlos Manuel Gomes Helena - em 2000

24 abril, 2010

I Concurso de Canteiros e floreiras

O I Concurso de Canteiros e Floreiras, a realizar na aldeia de Açores, concelho de Celorico da Beira, nos dias 21, 22 e 23 de Maio, engloba um conjunto de iniciativas no âmbito da comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade: Seminário, oficinas praticas de jardinagem e agricultura biológica, percursos pedestres, jogos tradicionais, feira de agricultura e artesanato…
Poderá obter mais informação no blog
http://concursocanteirosefloreiras.blogspot.com/

18 abril, 2010

O testemunho suscita vocações

Começa hoje em todo o mundo mais uma Semana de Oração pelas Vocações! Subordinada ao tema: "O testemunho suscita Vocações" somos convidados a sintonizar a nossa vida com a canção da voz de Deus e a escutar e ajudar a escutar, o apelos que Deus nos faz.

Um abraço a todos e boa oração ao longo desta semana.

09 abril, 2010

Páscoa é ...

Páscoa é vida nova
Esperança... luz...
A presença de Jesus
Que em todos se renova


Páscoa é sobretudo um momento para amar
Que nesta Páscoa, na Sua infinita bondade,
o Senhor
Renove em todos nós a paz... a vida... o amor...

28 março, 2010

Pe. Ivan Hudz: colega na UCP dá o seu testemunho

Na nona reportagem da série Vidas Consagradas falamos com o representante de um ramo do catolicismo que poucos conhecem por cá. Ivan Hudz é sacerdote da Igreja Greco-Católica da Ucrânia, e trabalha em Portugal desde 2002.

“Às vezes perguntam se sou ortodoxo, e eu respondo a brincar que sim, sou ortodoxo, porque ortodoxo significa verdadeiro, e católico significa universal.”

O humor é a forma escolhida pelo Pe. Ivan Hudz para lidar com a confusão que surge diariamente entre os católicos portugueses com quem se cruza, e que não sabem que a Igreja Católica é composta pela Igreja Romana, que abrange mais de 90% dos católicos de todo o mundo, e cerca de duas dezenas de Igrejas Orientais que, tendo as suas próprias tradições, liturgias e hierarquia, se encontram em plena comunhão com Roma e com o Papa.

Mas os cristãos que se reúnem na capela do antigo hospital de Arroios, cedida pelo Patriarcado de Lisboa, não são ortodoxos. A liturgia que lá celebram todos as tardes é incompreensível para a maioria dos portugueses, não só pela língua mas pelo próprio rito, totalmente diferente do romano, mas é perfeitamente católico.

O Pe. Ivan Hudz, que nasceu em 1973, durante a União Soviética, sabe bem o que custou aos seus correligionários a fidelidade obstinada a Roma: “O meu avô foi para a Sibéria por ser cristão, católico, de rito oriental. Na minha adolescência já era mais leve, mas quando andei na escola, se a criança fosse apanhada na Igreja era perseguida pelos professores”.

Celibatário por escolha, não imposição

Com o fim do comunismo, deu-se um ressurgimento. É neste contexto que o Pe. Ivan sente o seu chamamento: “Depois de onde tirar o curso de professor de música, li num jornal que havia a possibilidade de estudar no seminário greco-católico, que tinha reaberto, e fui lá. Agora, porque é que aconteceu isso, não sei. Acho que na minha família rezaram muito por mim, para ser padre.”

Poderia ter casado antes de ser ordenado, em 1997, se assim entendesse, como é próprio da tradição oriental, partilhada tanto por ortodoxos como por católicos, mas optou pelo celibato. “Quem quer investigar, estudar mais, fazer missões… isso pode ser difícil com família. Não sei porque escolhi este caminho, Deus é que chama e nós devemos obedecer e seguir.”

Em 2002 o Pe. Ivan viu-se a caminho de Portugal: “Quando cheguei, no primeiro ano estive no seminário para aprender a língua, e depois o bispo mandou-me para a paróquia de Torrão, Alcácer do Sal. Estou a dar apoio nesta zona, e no fim-de-semana trabalho com imigrantes na zona de Évora e na diocese de Beja, também.”
Fonte: rr

18 março, 2010

BAPTIZADOS - CASAMENTOS - ÓBITOS (2009)

BAPTIZADOS
Dia 25/07 - Lucas Hutnikevych, filho de Lyubomyr Hutnikevych e Ivanna Hutnikevych;
Dia 15/08 - Mariana da Silva Rodrigues, filha de António Joaquim Rodrigues e Olga Maria Rodrigues da Silva;
Dia 15/08 - Mateo Paulino, filho de João José da Silva Paulino e Elisabeth Rodrigues Tomas Paulino;
Dia 22/08 - Lara Salvador Silva e Cintia Salvador da Silva, filhas de Valter Nuno Patrocinio da Silva e Carla Sofia Henrique Salvador

CASAMENTOS
Dia 12/09 casaram na Igreja de Aldeia Rica - Helder Augusto de Andrade Cunha e Ana Patricia dos Santos Rodrigues.

ÓBITOS
Dia 20/02 - Helena da Silva (95 anos);
Dia 08/04 - Rogério Lopes Bernardo (42 anos);
Dia 18/06 - Arménio Coelho (78 anos);
Dia 24/06 - José Augusto de Sousa (73 anos);
Dia 09/07 - Augusto Dias (84 anos);
Dia 12/08 - Maria de Lurdes Prata da Cruz (86 anos)
Dia 10/10 - José Rodrigues Coutinho (77 anos)

Durante os últimos 10 anos, na paróquia de Açores, houve:
Baptizados - 41
Casamentos - 19
Óbitos - 58

14 março, 2010

18 fevereiro, 2010

Jornal A Guarda: O Pe. Martins conta a sua experiência

A minha primeira experiência pastoral foi no Seminário Maior da Guarda. Concluído o curso de teologia (1981), ainda como diácono, fui nomeado membro da equipa formadora do Seminário. Mais um grande e não fácil desafio para mim. Por um lado, eu tinha sido colega dos alunos e, por outro, passei a ser colega dos meus superiores! Além disso, naqueles tempos, ainda havia uma grande relutância em deixar entrar no Seminário os ventos novos do Concílio. Vivi aqueles três anos com muita intensidade e entusiasmo, com muito sofrimento e esperança.
Quando regressei de Roma (1987), foram-me confiadas as paróquias do Alvendre, Avelãs de Ambom e Rocamondo. Foram as minhas primeiras paróquias e, por conseguinte, os meus primeiros amores! Conservo boas recordações das pessoas: a sua amizade, generosidade e apreço que tinham por mim. Ao deixá-las (1993), prometi-lhes que rezaria por elas, sempre que passasse na estrada (IP5/A25), promessa que tenho cumprido fielmente. E muitas têm sido as vezes que passo por lá, pela estrada, porque às terras poucas vezes lá voltei! Durante estes seis anos de vida paroquial integrei a comunidade sacerdotal sediada em São Miguel da Guarda, da qual fazia parte o Senhor Padre Moiteiro e pela qual passaram alguns estagiários.
Desde 1993, encontro-me em Celorico da Beira, tendo já paroquiado muitas das paróquias deste Arciprestado. Nesta vinda para Celorico da Beira vejo também um sinal de Deus. O Senhor D. João de Oliveira Matos foi pároco de Santa Maria (1912-14) e a minha vida sacerdotal está muito ligada a ele. Não foi certamente obra do acaso que, no dia do centenário do seu nascimento (1 de Março de 1979), eu tenha recebido o ministério de Leitor! Menos obra do acaso se afigura se tivermos presente que, depois de um longo e penoso interregno, as instituições desse dia anunciavam as primeiras ordenações sacerdotais.
Agradeço, pois, a Deus este dom de ser pároco de Celorico e as graças que me tem concedido por intercessão do Senhor D. João.
Aqui tenho vivido sempre numa comunidade sacerdotal que, no presente, conta com o Padre António Freire e o Padre Carlos Helena. Também este é um dom pelo qual me sinto agradecido ao Senhor e àqueles que têm a coragem e a persistência de aceitarem viver comigo!
Deixo aos meus paroquianos que façam o balanço e a avaliação, uma vez que ninguém é bom juiz em causa própria. No entanto, deixo algumas considerações.
Ser pároco é a situação normal e ideal de ser padre diocesano, podemos mesmo dizer que é a sua razão de ser padre. É como pároco que o padre melhor pode realizar a tríplice missão de profeta, sacerdote e pastor. Mas ser pároco não é uma tarefa fácil, sobretudo nos nossos dias. Cada sacerdote, sobretudo no mundo rural, tem cada vez mais comunidades cristãs ao seu encargo. Por sua vez, as paróquias têm cada vez menos habitantes e cristãos praticantes. Esta situação - muitas paróquias e poucos cristãos - pode gerar dispersão, cansaço e desânimo.
Isto exige, antes de mais, que o sacerdote assuma e se limite ao que é específico da sua missão. Concomitantemente, é necessário atribuir aos leigos e que estes assumam o que, por sua vez, é específico da sua missão laical. O sacerdote deve dedicar o seu tempo, os seus dons, as suas energias e o seu coração ao que é realmente mais importante e que outros não podem fazer.
Depois, há que vencer a tentação de ter ainda um cristianismo de multidões. A Igreja será cada vez mais constituída por pequenas comunidades. Só pequenas comunidades poderão ser verdadeiro fermento no mundo dos homens, segundo a previsão e a vontade de Jesus (Mt 13,33). O anúncio do Evangelho e os valores do reino de Deus são para todos os homens e, por isso mesmo, devem ser proclamados e propostos a todos. Porém, aquilo a que chamamos a prática religiosa (que inclui a participação regular na liturgia) é apenas para alguns. Estes, que se sentem chamados a uma vida de maior intimidade com Deus e a seguir mais de perto a Cristo, devem ser o motor da construção do reino de Deus no mundo dos homens.
Desde a minha perspectiva e a partir da minha experiência de quase vinte e três anos, a vida e a missão do pároco, e de qualquer padre em geral, são facilitadas com a vida comunitária. As comunidades sacerdotais, se funcionam minimamente, constituem um apoio precioso a nível humano, espiritual, pastoral e até económico. Partilhando dificuldades, preocupações e problemas é mais fácil enfrentá-los e resolvê-los. Além disso, com menos trabalho consegue-se fazer mais, e com menos bens consegue-se viver melhor.

A vida comunitária do clero, vivamente recomendada pelos documentos da Igreja, se bem que pouco promovida por ela e pouco apreciada pela maioria dos padres diocesanos, constitui um bom testemunho para os fiéis. Podemos dizer que é uma pregação viva que não fere os ouvidos mas toca o coração. Ela é, em si mesma, uma verdadeira acção pastoral, mais evangélica e mais eficaz, embora não dê tanto nas vistas, do que muitas outras.
Fonte: Jornal A Guarda

13 fevereiro, 2010

Quaresma: tempo para ajudar os que precisam

Renúncia Quaresmal a favor da Fazenda da Esperança

Veja a noticia que a televisão não quis dar...


A verdadeira justiça, completada pela caridade, leva-nos, de acordo com o espírito da Quaresma, a percorrer os caminhos da solidariedade e de partilha fraterna, mesmo que isso signifique renúncia a bens materiais; supérfluos ou mesmo não supérfluos.

Este ano vamos orientar o resultado da nossa renúncia quaresmal para ajuda material solidária a um projecto chamado “Fazenda da Esperança” que está a ser desenvolvido na nossa Diocese, na Paróquia de Maçal do Chão, arciprestado de Celorico da Beira. É um serviço já muito experimentado no Brasil, onde mereceu uma Visita do actual Papa Bento XVI e que se destina ao acolhimento e recuperação de pessoas atingidas por várias espécies de falta de esperança, incluindo situações de marginalidade.

Está em causa ajudar os mais pobres dos pobres também neste ano europeu de luta contra a pobreza e exclusão social.

+Manuel da Rocha Felício, Bispo da Guarda

05 fevereiro, 2010

Jornadas de Formação juntam os padres da Dioecese

Estão a decorrer, no Seminário da Guarda, as Jornadas de Formação do Clero da Diocese da Guarda. “A dimensão evangelizadora e missionária do Ministério Ordenado” é o tema da iniciativa que arrancou ontem e termina esta tarde.
Sobre as Jornadas, D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, refere em carta enviada, aos padres e diáconos da Diocese: “As jornadas de Formação do Clero, acontecendo em Ano Sacerdotal, desejamos que elas sejam um contributo valioso para juntos redescobrirmos a importância do dom que recebemos na nossa ordenação”. E acrescenta: “Queremos que sejam dois dias essencialmente de encontro entre nós, na reflexão e na oração, para mutuamente nos ajudarmos a redescobrir os caminhos novos que este dom recebido nos manda percorrer”.
O primeiro dia foi dedicado à dimensão evangelizadora e missionária do Ministério Ordenado. Os trabalhos foram orientados pelo Padre António Gomes Dias, Provincial dos Redentoristas.
O segundo dia tem como ponto de partida o Simpósio Nacional do Clero, nomeadamente as propostas feitas pelo Beneditino alemão, Padre Anselm Grün. Este tema é apresentado pelo Padre José Brito, da diocese da Guarda.
Para esta tarde está anunciada a primeira apresentação de dados já existentes sobre a Assembleia Geral do Clero, que deverá ter lugar durante o Ano Sacerdotal.
Fonte: Jornal A Guarda

25 janeiro, 2010

Pe. Christian Hiem irá apresentar a Fazenda da Esperança aos sacerdotes da Diocese da Guarda

Aos Reverendos Padres e Diáconos

Estimados amigos:

Os meus cumprimentos.

Para nos ajudar na recolecção do início da Quaresma – dias 22 (Seminário do Fundão) e 23 (Seminário da Guarda) virá o sacerdote alemão de cultura brasileira, Padre Christian Heim, responsável pela Comunidade “Fazenda da Esperança”, que , em colaboração com o Pároco de Maçal do Chão (Celorico da Beira), está a promover a criação de uma “Fazenda da Esperança” naquela Paróquia da nossa Diocese.
Muito agradeço, desde já, que estes dias fiquem cativos para estas duas finalidades.

Guarda, 19 de Janeiro de 2010
+Manuel R. Felício, B. da Guarda

23 janeiro, 2010

Papa quer os padres no ciberespaço

Bento XVI quer que os padres aproveitem as potencialidades das novas tecnologias, na área da comunicação, marcando uma presença diferente no mundo “digital”.

Os sacerdotes, indica o Papa, devem “anunciar o Evangelho recorrendo não só aos media tradicionais, mas também ao contributo da nova geração de audiovisuais (fotografia, vídeo, animações, blogues, páginas internet) que representam ocasiões inéditas de diálogo e meios úteis, inclusive para a evangelização e a catequese”.

“Os novos media oferecem aos presbíteros perspectivas sempre novas e pastoralmente ilimitadas”.

Fonte: ecclesia

22 janeiro, 2010

Quais os desafios que se colocam aos sacerdotes hoje?

O presidente da Junta de S. Pedro, em Celorico da Beira abdica do seu salário mensal

O presidente da Junta de S. Pedro, em Celorico da Beira, vai abdicar do seu salário mensal até final do mandato, distribuindo-o por instituições e aplicando-o em obras a realizar na freguesia.
José Rocha Gonçalves, 51 anos, comerciante, eleito pelo PS nas últimas autárquicas, disse à Lusa que os dois primeiros salários, no valor de 270 euros cada, foram entregues «às igrejas da Freguesia de S. Pedro e de Santa Maria».
«O próximo cheque, no mesmo valor, será para os bombeiros voluntários de Celorico da Beira, uma casa que está no meu coração», anunciou, referindo que já foi bombeiro «durante 18 anos» e que faz parte da fanfarra da corporação «há quase 20 anos».
Jornal O Interior

17 janeiro, 2010

"Ele os criou homem e mulher (macho e fêmea)"...

Jesus também foi convidado para o casamento. E, neste casamento, Jesus realiza o seu primeiro milagre, ou seja, manifesta pela primeira vez a sua glória, o seu poder divino. Este facto exprime bem a importância e a primazia do casamento aos olhos de Deus.
O casamento entre um homem e uma mulher e a família que com ele nasce correspondem a um projecto de Deus – o projecto que melhor garante a realização e a felicidade da pessoa humana bem como o futuro do mundo e da história.
Na primeira página da Bíblia, lemos: “Deus criou o ser humano à sua imagem; Ele os criou homem e mulher (macho e fêmea)”. Esta diferença que os atrai e complementa torna-os capazes de crescerem e se multiplicarem, encherem e dominarem a terra.
Num outro relato, também do livro do Génesis, é-nos dito que, pouco após ter criado o homem, Deus intuiu e desabafou: “Não é conveniente que o homem esteja só”. Sozinho, o homem sente-se inacabado, insatisfeito e infeliz. Para vencer a solidão do homem, para o homem se tornar completo, Deus cria e apresenta-lhe a mulher. E é tal o fascínio que a mulher exerce no homem que este se dispõe a deixar tudo, até o pai e mãe, para se unir a ela e com ela constituir uma comunidade de amor e de vida!

O casamento e a família são anteriores aos estados e às religiões. Em todas as sociedades e desde sempre, o casamento foi entendido como um projecto de vida comum assumido por um homem e uma mulher. De resto, a própria anatomia ou morfologia corporal apontam, de um modo inequívoco, nesse sentido.
Nos nossos tempos, alguns pretensos iluminados defendem o casamento homossexual em nome da liberdade e da igualdade. Esses iluminados parecem não saber ou gostariam que nós não soubéssemos que, antes de mais, há limites à verdadeira liberdade.
Quando me encontro numa encruzilhada de caminhos, eu sou livre de escolher aquele pelo qual quero seguir. Esta escolha, que constitui um exercício da minha liberdade, implica que eu aceite as características e os condicionalismos próprios desse caminho. Além disso, escolhendo aquele caminho, renuncio a seguir pelos outros, pois não posso pretender, em nome de uma mal entendida liberdade, seguir por todos ao mesmo tempo.
O mesmo vale em relação às opções de vida que fazemos ou decisões que tomamos. A liberdade que nos permite optar ou decidir neste ou naquele sentido leva-nos a renunciar às outras alternativas. Não se pode invocar a liberdade para reclamar uma coisa e, ao mesmo tempo, o seu contrário.
Por sua vez, a verdadeira igualdade só existe quando se respeitam e salvaguardam as diferenças. Não se pode falar de igualdade, quando se pretende tratar como igual aquilo que é realmente diferente. Caso contrário, nem se respeita a igualdade do que é igual nem a igualdade do que é diferente.
Assim, quem escolhe, no uso da sua liberdade, viver com uma pessoa do mesmo sexo, não pode pretender que a sua opção de vida seja considerada igual à daquele que escolhe viver com uma pessoa de sexo diferente. Ele pode reivindicar o direito a viver desse modo. E pode ter o direito a que seja respeitada a sua opção. O que ele não pode exigir é que a isso se chame casamento. Ao seguir por aquele caminho, que ele considera o melhor e o mais adequado para si, excluiu o outro caminho, o do casamento.
Insistir no casamento para os homossexuais, argumentando que se trata de um direito e de uma questão de igualdade, seria como alguém que inventa um novo pastel e querer registá-lo com o nome de um que já existe antes (por exemplo, pastel de Belém), argumentando que alguns dos seus ingredientes são os mesmos, mas esquecendo que outros elementos são manifestamente diferentes! O novo pastel pode até ser muito bom e ter muitos apreciadores. No entanto, deve ser registado com outro nome, em nome da liberdade, da igualdade e dos direitos dos outros! Algo de semelhante deve acontecer com as uniões homossexuais. Só assim se respeitará verdadeiramente, a liberdade, a igualdade e os direitos de todos – dos homossexuais e dos heterossexuais.

Quando se pretende contradizer a lógica do criador, quando se “atenta contra o fundamento biológico da diferença entre os sexos” (Bento XVI), todas as barbaridades são possíveis e, para aqueles a quem convêm, todas se afiguram como um direito e um sinal de modernidade. Trata-se, porém, de uma modernidade que afectará e comprometerá gravemente o futuro da sociedade.
Aqueles que mandam legislam contra o casamento e a família porque, muitos deles, não foram capazes de manter um casamento e uma família estáveis. Aprovando e facilitando o divórcio dão cobertura legal aos seus fracassos, para que passem a ser considerados como coisas normais e boas! Ou então legislam contra o casamento e a família para agradarem a certos grupos de pressão dos quais recebem, como contrapartida, votos e apoio político.
Nestes homens iluminados - mais arrogantes do que iluminados - a modernidade está bem casada com a falta de coerência e de honestidade!
Quem manda, se investisse mais no apoio à família e defendesse os valores que lhe são inerentes, não precisaria de investir tanto para tentar resolver os problemas sociais gerados pela crise da família (insucesso escolar, distúrbios psicológicos, toxicodependência, violência e criminalidade). Os senhores iluminados, se fosse tão iluminados como querem fazer crer, já teriam dado conta disso. Mas eles não querem dar-se conta, até porque lhes faltaria a humildade para o reconhecerem!

Jesus também foi convidado para o casamento.

  • Hoje, quem é que realmente convida e quer Jesus no seu casamento?
  • Mesmo aqueles que vão à Igreja no dia do seu casamento, quantos vão para se encontrarem efectivamente com Jesus e para o levarem de volta para as suas casas e para as suas vidas?
  • Mesmo entre os cristãos ditos praticantes, quantos estão dispostos a viver o seu casamento e a construir a sua família, seguindo o conselho de Maria: “Fazei tudo o que Ele vos disser?”
  • Quantos dão a Jesus a oportunidade de realizar milagres em suas casas, ou seja, de os iluminar com a sua palavra e os enriquecer com graças divinas?
  • Quem alimenta e fortalece o amor conjugal com o Vinho bom da Eucaristia?

Não esqueçamos: o nosso melhor bem é a família e esta é o melhor dom que temos para oferecer à sociedade! Ámen.

29 dezembro, 2009

Educar os filhos sem Deus é condená-los a uma vida sem sentido e sem esperança!

Os pais no dia do seu casamento (aqueles que se casaram pela Igreja ou seja, aqueles que celebraram o sacramento do matrimónio) e no dia do Baptismo dos filhos comprometeram-se a educá-los na fé, segundo a lei de Deus e da Igreja. Serão os pais fiéis ao compromisso assumido? E terão consciência de que na fidelidade a esse compromisso manifestam o seu grande amor (ou a falta dele) aos seus filhos?

Os pais conhecem com verdade Jesus de modo a podê-lo dar a conhecer com persuasão aos seus filhos?

  • Acreditam efectivamente nele de modo que lhes possam transmitir a fé com convicção
  • Vivem com coerência a sua fé de modo a serem autênticas testemunhas para eles
  • Rezam regularmente em família de modo a que os filhos possam aprender a rezar com eles?
  • Mandam os filhos à catequese e manifestam interesse necessário pelo seu aproveitamento?
  • Acompanham-nos na celebração da Eucaristia dominical de modo a que os filhos se insiram na vida da comunidade cristã?
Educar os filhos sem Deus
é condená-los a uma vida sem sentido e sem esperança.
Quando falta o sentido da vida e a esperança, os jovens, com facilidade e muita frequência, enveredam por caminhos perigosos, em que arruínam a sua vida, comprometem o seu futuro e roubam a paz aos seus próprios pais.
Quando chegam a estas situações, os pais, normalmente, culpam a sociedade. E, de facto, a sociedade, com os contra valores que propõe e defende, empurra e facilita nesse sentido. No entanto, devemos reconhecer que, quase sempre, os pais são os principais responsáveis. E são também os que pagam mais caro por isso.
Deus está definitivamente excluído da vida de muitas famílias e, consequentemente, a fé não é uma componente que interesse no processo educativo familiar. Por sua vez, o êxito da educação é avaliado segundo critérios pouco abrangentes.
  • Alguns pais consideram que estão a educar ou educaram bem, porque os seus filhos têm sucesso nos estudos ou nas actividades e iniciativas em que se envolvem.
  • Outros argumentam que nunca ninguém se chegou ao pé deles a fazer queixa dos filhos. Pudera, quais são os educadores ou os vizinhos que estão para arranjar problemas e conflitos com os pais?
  • Outros ainda que os filhos são muito amorosos e conseguem fazer tudo o que querem deles. Pudera, a maior parte dos pais fazem tudo e mais alguma coisa aos filhos para não os contrariarem nem terem chatices com eles!

Desde a minha perspectiva – e penso que é correcta e legítima - os pais só começam a saber se estão a educar bem os filhos, quando estes começam a fazer algumas renúncias ou algum sacrifício por eles. E só o sabem com certeza, quando os filhos, já adultos, os tomam a seu cuidado, na doença e na velhice. Sim, só no ocaso da vida, os pais ficam a saber se investiram bem na educação dos seus filhos.

Sem Deus, sem a luz da fé e a força do amor cristão, é difícil que os filhos se sintam disponíveis para retribuir aos pais o bem que estes lhes fizeram. Mas se os pais nada ou pouco fizeram para lhes transmitirem estes dons (da fé e da vida cristã), então também pouco ou nada podem esperar dos filhos quando deles precisarem! É o que está a acontecer a muitos pais. E é o que vai a acontecer à maioria.

Família, não tenhas vergonha nem consideres perda de tempo rezar em casa ou celebrar a fé com toda a comunidade cristã, na Eucaristia dominical!

Família, deixa que Deus te ajude a concretizar os teus sonhos e a realizar a tua missão!
Família, toma consciência de que, se és verdadeira família, tu és imagem de Deus e revelação do seu amor! Descobre e vive a grandeza do que és e a beleza da tua missão no mundo!
Família, nunca esqueças que os filhos são o maior dom de Deus e são a tua maior riqueza e, por sua vez, são o melhor dom que tens para dar à sociedade.
Família, tu precisas de ser família e não esqueças que em ti está o futuro da humanidade!
Ámen.