No final do mês mariano: reconhecer, como Maria, que a grandeza de Deus liberta o homem do medo.
“O Magnificat de Maria, à distância de séculos e milénios, permanece a interpretação mais verdadeira e profunda da História, enquanto que as leituras de tantos sábios deste mundo são desmentidas no decorrer dos séculos”.
Neste cântico “existe uma autentica e profunda leitura ‘teológica’ da História, a fé de Maria “fê-la ver que os tronos dos poderosos deste mundo são todos provisórios, enquanto que o trono de Deus é a única rocha que não muda nem cai.”
Maria reconhece a grandeza de Deus. Este é o primeiro sentimento indispensável dá fé; o sentimento que dá segurança a criatura humana e que a liberta do medo, mesmo no meio das tempestades da história.
02 junho, 2008
Bento XVI: O Magnificat é a interpertação mais verdadeira e profunda da História
30 maio, 2008
Sacerdotes, segundo o coração de Deus e seguindo o modelo de Cristo, Bom Pastor
A Congregação do Clero – o organismo da Santa Sé que tem a seu cuidado os sacerdotes e os diáconos de todo o mundo – alerta para a necessidade e urgência de que em toda a Igreja se reze pela santificação dos sacerdotes. Na verdade, da santidade dos sacerdotes e da sua fidelidade a Cristo dependem a renovação da própria Igreja e o crescimento do Reino de Deus no mundo dos homens.O sacerdote não é (e os cristãos devem estar conscientes disso) um mero funcionário ou empregado da religião.
A sua missão não se limita ao ensino de um conjunto de verdades ou doutrinas religiosas e à realização de alguns actos de culto ou celebrações litúrgicas.
O sacerdote é, não pode deixar de o ser, um homem de Deus.
Um homem chamado por Deus para fazer chegar aos homens a sua verdade e o seu amor. Ele é o administrador dos mistérios de Deus.Por isso mesmo, o sacerdote é – seria um absurdo que o não fosse, um homem de fé e de oração.
- Ele é - deve ser - um homem que acredita no que ensina e vive o que ensina.
- Ele é – é seu dever ser - um homem que se distingue pelo modo como vive no mundo:
- o modo como encara o poder e a riqueza,
- o modo como se relaciona com as pessoas e aborda as questões sociais;
- distingue-se pelas suas convicções e pelos seus ideais, pela sua coerência de vida e pela sua esperança.
Para ser tudo isto – e isto faz parte da sua missão – o sacerdote precisa de rezar muito e que muitos rezem por ele.
Na carta dirigida aos sacerdotes, a Congregação do Clero lembra-lhes “a prioridade da oração em relação à acção, porque dela depende a eficácia da acção”. Se o sacerdote não reza, se não fala com Deus, se não medita e não interioriza a sua palavra, como pode falar de Deus aos homens? Como poderá ser credível e eficaz a sua acção pastoral?
Apesar das inúmeras solicitações, o sacerdote, na hora de gerir o seu tempo e elaborar o seu programa, deve ter a lucidez e o discernimento para reservar e dedicar o tempo necessário à oração, evitando a tentação de cair num activismo cansativo e estéril.
O sacerdote prejudica mais os seus paroquianos deixando de rezar do que se omitir algumas acções pastorais. Só com uma vida espiritual intensa, o sacerdote pode ser missionário convicto e convincente do amor de Deus junto dos homens.
Depois, a mesma carta da Congregação do Clero fala da necessidade e da importância da oração, sobretudo a Adoração Eucarística, por parte dos fiéis, em favor dos sacerdotes, para que eles sirvam cada vez melhor Jesus e os irmãos.
De um modo geral, as pessoas são muito exigentes em relação aos sacerdotes: 
- querem que estejam sempre disponíveis para as atender e que lhes façam o que eles querem e como lhes agrada ou convém.
- Além disso, são pouco compreensíveis no que se refere às suas limitações humanas. Por vezes, até às suas limitações no campo da saúde.
- Mais ainda, são particularmente impiedosas nos juízos de valor que fazem sobre eles, sobre os seus comportamentos e acção pastoral.
Mas quem tem consciência da verdadeira missão do sacerdote? Quem sente a comunidade cristã paroquial como sua família e o sacerdote como membro/pai desta família? Quem chama com verdade padre (pai) ao seu pároco? Quem se preocupa em dar-lhe apoio humano e espiritual? Quem pensa e considera como seu dever rezar regularmente pelos sacerdotes, de modo especial pelo seu Pastor?
Se não fazemos a nossa parte, não podemos esperar, muito menos exigir, melhores padres.
A renovação da Igreja, a renovação que é urgente empreender há-de começar pela renovação dos sacerdotes. E a renovação dos sacerdotes passa precisamente pela sua santificação!
Há que rezar, com confiança e com perseverança, pelos sacerdotes para que o sejam segundo o coração de Deus, seguindo o modelo de Cristo, Bom Pastor.
28 maio, 2008
22 maio, 2008
"Quem comer deste Pão viverá eternamente"
Trindade – centrámos a nossa reflexão (meditação) no amor de Deus: no Deus que é amor e no grande amor que Deus tem por nós: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito, para que todo o homem que acredita n’Ele não pereça mas tenha a vida eterna”.Na verdade, é através do Seu Filho que Deus manifesta o amor ilimitado que tem e sente pelos homens. Por sua vez, Jesus dá a maior prova de amor oferecendo a sua vida por nós, morrendo na Cruz para salvar a humanidade inteira. Esta oferta de si mesmo é a expressão máxima do amor de Deus, o amor levado até ao extremo; mais, revela a loucura do amor de Deus, como Deus está irresistivelmente apaixonado pelos homens, como Deus quer que os homens participem da Sua vida divina e alcancem a suprema felicidade eterna!
Deus não consegue imaginar a sua eternidade sem nós!
O Amor de Jesus por nós impele-o a permanecer connosco, de vários modos (na Biblia, na comunidade reunida, na pessoa necessitada, na oração…) e para sempre, até ao fim dos tempos.
- Na Eucaristia, todas as vezes que ela é celebrada, Jesus renova a sua oferta por nós e a nós, tornando-se para todos “o pão vivo descido do Céu”, o pão que garante a vida eterna: “quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e Eu o ressuscitarei no último dia”.
- O objectivo último do amor de Deus é o de nos garantir a vida eterna, a vitória sobre a morte, o acesso ao coração de Deus! A Eucaristia está ao serviço desta meta última da existência humana.
- Na Eucaristia, Jesus sendo o nosso alimento, Jesus fortalece a nossa comunhão (comum-união) com Deus, Deus torna-se mais presente em nós e nós podemos saborear e ver como Ele é bom! Ao mesmo tempo, Jesus Eucaristia fortalece a nossa comunhão com os irmãos, torna-nos mais conscientes da nossa pertença à Igreja, à família de Deus.
Hoje, muitos baptizados (a maior parte dos baptizados) dispensam a EUCARISTIA por qualquer motivo ou simplesmente porque a Eucaristia já não lhes diz nada.Não sentem a Eucaristia como o encontro privilegiado com Cristo. Pior ainda, Jesus Cristo conta pouco para as suas vidas, não têm tempo para Ele ou consideram mesmo perda de tempo rezar e participar nas celebrações litúrgicas.
Muitos cristãos ainda não conhecem bem Jesus, ainda não entraram na intimidade da sua vida, ainda não experimentaram a força transformadora da sua Verdade e do seu Amor. Esses ainda não se deixaram seduzir por Ele, ainda não lhe deram a oportunidade de se manifestar nas suas vidas.
Olhemos para Jesus,
Escutemos as suas palavras;
Contemplemos a sua vida;
Consideremos a proposta que Ele nos faz,
Abramos o nosso coração e a nossa mente
Deixemos que Ele nos desperte para a nossa dimensão espiritual e para a nossa vocação à eternidade.

Então sentiremos vontade e falta de nos encontrarmos com Ele na Eucaristia.
Então não nos faltará o tempo (nem precisaremos de arranjar grandes desculpas). Pelo contrário acorreremos até à Eucaristia para nos alimentarmos do Senhor da Vida, do Pão que dá a Vida Eterna.
14 maio, 2008
12 maio, 2008
Os frutos que o Espírito Santo espera que produzamos
1. CARIDADE SIMBOLIZADA NOS MORANGOS:A caridade ou o amor é o fruto primeiro do Espírito Santo. É o vinculo da perfeição e a plenitude da Lei. Os morangos são como os corações, sinais da cor do amor... do amor de Deus derramado nos nossos corações, pelo Espírito Santo.
2. ALEGRIA SIMBOLIZADA NAS UVAS:

A alegria é um fruto semeado e plantado na vinha do nosso coração. As uvas são o fruto precioso do qual se faz o bom vinho, que alegra o coração do homem. O espírito dá-nos uma tal alegria que resiste ao tempo, é completa e ninguém mais no-la poderá tirar...

A paciência é o fruto mais procurado no mercado da vida diária. As nozes, fruto que dura todo o ano, dura por fora, doce por dentro, não tem pressa, não tem voz. Ser paciente é uma virtude a cultivar...

Coração grande, alma cheia. Aí está o ananás. Veio das terras de longe e traz uma mensagem quente de amor e a mistura viva do sangue da dor... no largo espaço do perdão.

vício da posse e do uso. A castanha friorenta, agasalhada com roupas espinhosas e flanelas macias, vem no tempo das primeiras chuvas e traz o cheiro da terra molhada e fecunda. quer ser dádiva, segredo, certeza de que não estamos sós. Por isso se mantém pura e resguardada para as núpcias da terra com o Céu.11 maio, 2008
09 maio, 2008
Renovai a face da Terra
Que Ele ilumine os nossos passos, o nosso agir e as nossas escolhas.
Que Ele nos dê coragem e alegria para sermos
verdadeiros DISCÍPULOS e MISSIONÁRIOS de Cristo.
Invoquemos:
"Vinde Espírito Santo,
enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor.
Enviai o vosso Espírito e tudo será criado
e renovareis a face da terra".
Deus manifesta toda a sua bondade e todo o seu amor na mãe e no pai que nos dá.
Esta é a pergunta que Jesus dirige a Marta, que acaba de perder o seu irmão Lázaro.Antes, Marta tinha censurado Jesus por não ter chegado antes e evitado a morte do irmão: “Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido”. Apesar disso, e embora sentido profundamente a morte do irmão, Marta faz a sua profissão de fé em Jesus: “eu creio que Tu és o Messias, o filho de Deus que havia de vir ao mundo”.
A morte levanta muitas interrogações a que a simples lógica humana não consegue responder. Desde uma perspectiva meramente humana (terrena), ninguém devia morrer, muito menos aqueles que mais amamos. No entanto, à luz da fé em Deus é possível entender o mistério da vida e da morte. A Palavra de Deus revela-nos o sentido último da vida e em Jesus encontramos o sentido último da morte.
Jesus morreu, precisamente para que a morte não signifique o termo da vida do homem, não seja um voltar ao nada. Pelo contrário, seja a passagem para a outra margem da vida, onde o homem pode ver a Deus face a face e gozar da plenitude da sua vida e do seu amor. Cristo morreu a fim de garantir ao homem a vida para além da morte, uma vida que se prolonga na eternidade de Deus.Com S. Paulo, “nós acreditamos que Aquele que ressuscitou o Senhor Jesus também nos há-de ressuscitar com Jesus e nos levará para junto dele”. E também sabemos, embora nem sempre o tenhamos presente e o levemos a sério, que se “esta tenda, que é a nossa morada terrestre, for desfeita recebemos nos céus uma habitação eterna”. São estas certezas, que, embora não evitando a tristeza, suavizam a nossa dor e nos impelem a continuar a viver com esperança.
- A fé em Cristo ajuda o homem a descobrir e a aceitar a morte como uma etapa necessária para chegar à pátria que está nos céus, “à habitação eterna construída por Deus e não pelos homens”. Porque acreditamos na pátria que está no céu, diante do pensamento da morte daqueles que partem antes de nós, não perdemos a esperança nem deixamos de sonhar com a pátria do futuro.
- Graças à fé, quando experimentamos a realidade da morte na morte daqueles que nos são queridos, em especial dos nossos familiares e mesmo da nossa mãe, não perdemos a vontade de viver nem o sentido da vida. Mesmo nessas circunstâncias, não cedemos à tentação de olhar para trás ou de nos prendermos ao passado e às suas recordações. Pelo contrário, continuamos a olhar para o alto, a caminhar em frente, a sonhar o futuro.
Em relação àqueles que partem antes de nós, sentimos necessidade de lhes continuar a exprimir o nosso afecto e a nossa amizade, através da oração, do diálogo interior…, pois eles estão vivos em nós e nós continuamos em comunhão com eles. E aqueles que partem o que mais desejam aos que ficam é que continuem a viver com esperança e com alegria. Eles estão à nossa espera enquanto nós, à luz da fé, sabemos que caminhamos ao seu encontro!
“Acreditas nisto?”

Hoje, sinto que é a mim que Jesus interpela com esta pergunta. Nesta hora da morte da minha mãe, Jesus quer saber se eu acredito, bem no fundo do meu coração, que Ele é “a Ressurreição e a Vida” dos homens, “a Ressurreição e a Vida” da minha mãe.
- A mãe, a nossa mãe, é o bem mais sagrado e precioso que recebemos de Deus.
- Deus manifesta toda a sua bondade e todo o seu amor para connosco na mãe (e no pai) que nos dá.
- E, depois de nos dar tantos bens por meio dela, é o próprio Deus, e não nós, que a recompensa generosamente.

04 maio, 2008
"Como é bom poder olhar para a nossa mãe e poder senti-la como o bem mais sagrado e mais precioso que se têm"
Haverá alguém que precise deste dia para se lembrar da sua mãe, para a rodear de afecto, para lhe manifestar o seu amor, para lhe testemunhar a sua gratidão?!
Ela é como um espelho perfeito:
- da bondade e do amor misericordioso de Deus Pai;
- do amor oblativo, da entrega radical do seu Filho;
- da comunhão, do amor confiante de Deus Espirito Santo.
30 abril, 2008
28 abril, 2008
IX Jornada Eucaristica Arciprestal
Reunimo-nos neste lugar (o lugar nem importa muito) e estamos a celebrar a Eucaristia (isso é que é verdadeiramente importante) porque acreditamos em Cristo, na sua Verdade e no seu Amor. Acreditamos e sentimos que só ele tem palavras de vida eterna e que ninguém nos ama tão intensamente e tão desinteressadamente como Ele.
Estamos aqui, a celebrar a Eucaristia, para nos encontrarmos com Ele, para escutarmos a sua Palavra, para O acolhermos no nosso coração, para depois O levarmos para a nossa vida. Na Eucaristia, Jesus torna-se nosso contemporâneo!
Estamos aqui, a celebarar a Eucaristia, conscientes de que todos nós, independetemente da terra a que pertencemos (23 paróquias), fazemos parte da família de Deus, o novo povo de Deus, a Igreja de Jesus Cristo.
UM PROJECTO AMBICIOSO E DIFICIL! Deus investiu imenso neste projecto.
- Jesus ofereceu a sua vida por nós, para vencer o nosso egoísmo, responsável por todos os preconceitos e barreiras que dividem os homens, as terras e os povos;
- Deus deu-nos um coração capaz de amar;
- Jesus deixou-nos a Eucaristia - o sacramento da unidade - "aqueles que recebem o mesmo Corpo do Senhor devem formar um só corpo, devem viver como uma grande família;
- Jesus enviou-nos o Espírito Santo. Espírito de unidade, enquando nos conduz para a verdade de Cristo e nos anima com o mesmo amor do Pai e do Filho.
Como entender e construir a UNIDADE?
- Respeitado as diferenças;
- Reconhecer que precisamos uns dos outros para viver e ser felizes;
- colocar os dons que Deus nos deu ao serviço da comunidade;
- querer para os outros o que ueremos para nós;
- vencer preconceitos e bairrismos nas relações entre as pessoas e as terras.
É uma tarefa ambiciosa e dificil!
- Não podemos mudar os outros, mas podemos mudar-nos a nós mesmos;
- Não podemos mudar a Igreja, mas podemos ir renovando as nossas comunidades cristãs;
- Não podemos mudar o mundo, mas podemos ser um pequeno fermento no meio do mundo;
- Não podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com AMOR.
Encontremos no Beato Manuel Fernandes - um santo de Celorico da Beira - a força, a coragem, o valor para aceitarmos a proposta e a exigência de Deus: "sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste".
27 abril, 2008
Os processos de nulidade matrimonial acumulam-se nos Tribunais Eclesiásticos
Em 2008 comemoram-se os 25 anos da aprovação do actual Código de Direito Canónico, pelo que as jornadas deste ano são dedicados a questões relacionadas com a importância deste documento. Este código sucedeu ao de 1917 e já incluiu as novidades do Concílio Vaticano II, que mudou o relacionamento da Igreja com o mundo.
Questões como as relações com o laicado ou a aplicação do código na vida dos crentes são alguns dos temas em debate no encontro, que termina hoje em Fátima.
Em Portugal, a divulgação do código junto dos leigos aumentou a abertura de pedidos de nulidade dos casamentos católicos, já que a legislação canónica permite que esses matrimónios sejam considerados nulos em muitos casos.
Questões como embriaguez no dia do casamento, pressões familiares ou sociais, doenças e mesmo casos extra-conjugais
No entanto, «esta maior facilidade de declarar nulos os casamentos nem sempre acontece» porque os «tribunais eclesiásticos estão entupidos de processos e não há juízes nem especialistas».
Opinião semelhante tem Saturino Gomes, director do Instituto Superior de Direito Canónico da Universidade Católica Portuguesa (UCP). «Faltam pessoas mais disponíveis para se especializarem nesta área», afirmou o sacerdote, que organiza o encontro em Fátima. Nesse sentido, nos últimos 16 anos têm sido realizadas jornadas de sensibilização para angariar especialistas e juristas em Direito Canónico junto dos leigos, mas o número de interessados é insuficiente para as necessidades das dioceses.
«Há tribunais que demoram mais de cinco anos a julgar casos deste tipo», explicou um sacerdote, salientando que os leigos ainda «não estão suficientemente despertos» para esta questão.
Na maioria das dioceses, os tribunais são compostos quase exclusivamente por sacerdotes e religiosos quando, em muitas fases processuais, deveriam ser os leigos a realizar parte do trabalho. «A actividade pastoral é tão intensa que os sacerdotes deixam sempre para o fundo das prioridades os tribunais».
«Uma das novidades do Código é a sistematização dos deveres e direitos dos fiéis», explicou este responsável, que compara a responsabilidade religiosa com a cidadania civil. «Na Igreja, a pessoa é titular de deveres e direitos a partir do Baptismo, porta dos sacramentos e de participação na vida da Igreja» pelo que «os deveres e direitos devem ser compreendidos numa óptica de comunhão, de unidade e de solidariedade eclesiais, não de luta e de poder».
«Leigos, padres e religiosos têm de se identificar com a sua própria vocação e estatuto, do qual derivam consequências para a inserção na Igreja», acrescentou.
Fonte: Agência Ecclesia
26 abril, 2008
Beato Manuel Fernandes - um Santo de Celorico da Beira
Estes encontros, que retomámos no ano do Jubileu (2000), têm o mérito de nos ajudarem a compreender melhor e a viver mais intensamente o mistério da Eucaristia, tornado-se para nós mais claro e mais convincente que ela é realmente o centro e a fonte de toda a vida cristã.
Depois, ajudam-nos a olhar para além das paredes das nossas igrejas e das fronteiras das nossas paróquias, levando-nos a tomar consciência de que fazemos parte de uma família mais alargada – a Igreja de Cristo.
Estes encontros têm motivado uma bem significativa generosidade de todos em relação aos seminários diocesanos. E, ao mesmo tempo, têm despertado um interesse e um compromisso maiores em relação às vocações sacerdotais.
Todas estas razões levam-nos a preparar e a celebrar, com empenho e esperança, com entusiasmo e alegria, a Jornada Eucarística deste ano.
Os processos de nulidade matrimonial acumulam-se nos Tribunais Eclesiásticos
O Arcebispo Francesco Coccopalmerio, Presidente do Pontifício Conselho para os Textos Legislativos (Santa Sé), está presentes nas Jornadas.
Esta iniciativa termina hoje em Fátima e abordou as seguintes temáticas:
- “A eclesiologia do Vaticano II e sua influência no CDC”;
- “A autoridade na Igreja: do CDC 1917 ao CDC 1983”;
- “Influência do Vaticano II na concepção de Paróquia e seus agentes pastorais”;
- “Vaticano II e Munus sanctificandi na Igreja”;
- “Aspectos do Direito Matrimonial”;
- “Rosto eclesiológico e canónico do laicado e da vida consagrada na Igreja”;
- “As sanções na Igreja”;
- “Novidades importantes de direito processual canónico no CDC e na «Dignitas Connubii»”
- “Aplicação do CDC em Portugal”.
Passado 25 anos ainda há muito para reflectir e muitas pistas para explorar. É um caminho que os canonistas terão de percorrer na busca da verdade e da justiça.
Os tribunais eclesiásticos estão saturados de processos de nulidade matrimonial e para que haja justiça é preciso que esta não se faça passado 5 anos. Como dizia o Director do Instituto de Direiro Canónico da Universidade Católica Portuguesa: "faltam especialista em Direito Canónico em Portugal".
22 abril, 2008
"Vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da Palavra"
cada dia aumentava o número daqueles que abraçavam a fé, levantavam-se novos problemas e surgiam novas necessidades. Desta vez, os cristãos de origem grega reclamam que se preste mais atenção às suas viúvas.Os apóstolos, sempre iluminados e movidos pelo Espírito Santo, procuram uma resposta adequada para as diferentes situações que vão aparecendo.
Deste modo, os apóstolos podem dedicar o seu tempo e consagrar a sua vida, total e radicalmente, ao que é o essencial da sua missão: a oração e o serviço da palavra. As múltiplas solicitações da comunidade cristã não desviam a atenção dos apóstolos do que é específico da sua missão!
Os apóstolos sabem que, para poderem proclamar, com fidelidade e com convicção, a palavra de Deus – o Evangelho de Jesus Cristo – precisam de passar muito tempo em oração. Eles precisam de escutar a palavra, de a meditarem no seu coração, de a tornarem realidade na sua vida.
“Vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra”.
- O sacerdote não é, não pode ser reduzido (ele não pode consentir que o reduzam) a um mero profissional do religioso. Ele é, por vocação e missão, um homem de Deus, que proclama a sua Palavra, testemunha a sua vida e a comunica aos homens.
- Por conseguinte, também ele, no seguimento e na imitação de Jesus, deve ser um homem de oração. Sem uma vida espiritual consistente, toda a acção pastoral do sacerdote, por mais variada e moderna que seja, é ineficaz e vã. Poderá ter muitas iniciativas e fazer muitas coisas, poderá trabalhar desde manhã cedo até noite dentro, mas se não age iluminado pela fé e movido pelo amor de Deus, cansar-se-á inutilmente, não ajudará a crescer o Reino de Deus.
O sacerdote:
- precisa de entrar na intimidade de Deus, dialogando com Ele;
- precisa de experimentar a intensidade da sua vida e do seu amor, deixando-se maravilhar por Ele;
- precisa de escutar a sua palavra, perscrutar os seus desígnios, aceitar a sua verdade, acolhê-lo no seu coração. Só assim, o sacerdote poderá dedicar-se, de alma e coração, com credibilidade e eficácia, ao ministério da Palavra.
Caso contrário, o sacerdote torna-se num “pregador vão e superficial da palavra de Deus”. Quando falta a vida interior, o sacerdote, ainda que programe e se empenhe em muitas actividades pastorais, sentir-se-á insatisfeito e infeliz.
“ … totalmente ao ministério da palavra”.
O serviço da palavra, sempre precedido e acompanhado pela oração, constitui a prioridade do ministério sacerdotal. O sacerdote realiza esta sua missão:
- quando proclama e explica, actualizando-a para o hoje da comunidade cristã que a escuta, a palavra de Deus, durante as celebrações litúrgicas;
- quando implementa, organiza e apoia a catequese paroquial;
- quando acolhe e escuta as pessoas, iluminando as suas dúvidas, os seus problemas e as suas inquietações existenciais com a luz da palavra de Deus;
- quando, á luz desta mesma palavra de Deus, interpreta e ilumina, para as ajudar a transformar positivamente, todas as realidades humanas, familiares e sociais.
- O sacerdote está ao serviço da palavra, quando celebra a Eucaristia. Esta é o momento privilegiado da proclamação e escuta da palavra de Deus. Porém, isto não implica, muito pelo contrário, que o sacerdote a deva celebrar a toda a hora e em todos os lugares. De outro modo, não lhe restaria tempo para rezar! E muitos cristãos bem pouco se importariam com isso!
- Também está ao serviço da palavra, quando celebra o Baptismo, preside aos casamentos ou às exéquias fúnebres. No entanto, não tem que ser ele a fazer tudo isso. Todas estas celebrações podem ser garantidas pelos diáconos ou mesmo por leigos devidamente mandatados para tal. E o mesmo se pode dizer das procissões e outras devoções religiosas, para já não falar no que se refere ao Cartório Paroquial.
Se o sacerdote tem de fazer tudo, como
muitas pessoas querem e exigem, onde vai encontrar tempo para rezar e para se preparar devidamente para o que é específico do seu ministério?
Por vezes, fico com a impressão de que as pessoas não se preocupam muito com isso, ou seja, não se preocupam se o padre tem ou não tem tempo para rezar e para se preparar, ou se efectivamente reza e se prepara. O que parece ser importante para elas é que, no momento em que precisam de um qualquer serviço religioso, o padre esteja disponível e seja ele a realizá-lo. E se o padre as atende como desejam, consideram, pelo menos naquele momento, que é um bom padre, um padre como deveriam ser todos os outros.
Mas se o padre faz tudo e faz tudo como as pessoas querem, mas faz tudo de qualquer modo, sem espírito nem verdade, como pode ser bom padre? Mas será que as pessoas querem bons padres, padres apostólicos, padres como Jesus?
Que nenhum padre se iluda, pois não faltarão aqueles que darão conta da contradição da sua vida e o começarão a censurar, dizendo:
- até pelo modo como fala, dá a entender que não acredita no que ensina (“vê-se mesmo que está a fazer um frete);
- diz uma coisa, mas faz outra (quem o pode tomar a sério!);
- a sua vida carece de consistência e de coerência (não é exemplo para ninguém);
- foi para padre só para governar a vida (não tinha jeito para mais nada)!
E ainda dizem outras coisas piores …!
Para evitar estes escolhos, “Vamos (também nós) dedicar-nos
totalmente à oração e ao ministério da Palavra”. Apesar de serem muitas as propostas pastorais feitas pelas estruturas diocesanas, apesar de serem muitas as solicitações e as exigências dos paroquianos, apesar de vivermos no tempo da agitação e da pressa, não podemos prescindir do tempo necessário à oração. Caso contrário – estamos conscientes disso - deitaremos tudo a perder, trabalharemos e cansar-nos-emos em vão.
E os cristãos ser-nos-ão de grande ajuda se eles levarem a sério a recomendação que lhes faz, hoje, São Pedro. “Como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual …” Se os cristãos viverem como pedras vivas, ou seja, como cristãos conscientes e empenhados, se puserem a render os dons recebidos de Deus, se realizarem a missão que lhes compete no seio da Igreja, então os sacerdotes terão mais tempo para o que é mais importante, poderão realizar melhor a sua missão. E todos nós (sacerdotes e leigos) e a Igreja no seu todo só teremos a lucrar com isso.
14 abril, 2008
12 abril, 2008
"Para que tenham a vida em abundância"
No Domingo em que Jesus se apresenta como o Bom Pastor, a Igreja convida-nos a reflectir e a rezar pelas vocações de consagração.Jesus, como Pastor responsável, escolheu e preparou alguns dos seus seguidores a quem incumbiu de continuarem a sua missão de anunciar o Evangelho, de fazer crescer o Reino de Deus e de salvar os homens. Jesus quis e quer que homens e mulheres consagrem totalmente as suas vidas ao serviço do Reino de Deus.
A fonte de toda a vocação e missão é Deus, pois é Deus que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. O próprio Jesus foi enviado por Deus e de Deus recebeu a missão de salvar a humanidade.
- Deus interpela por meio de acontecimentos e situações da vida ou por meio das necessidades dos homens e do mundo.
Deus chama, mas não é fácil para o homem captar o chamamento de Deus.
- É difícil captar a voz de Deus no meio de tanto ruído do mundo e de tanta agitação da vida;
- é difícil escutar o apelo de Deus, quando a sociedade bombardeia e aliena os jovens com tantas propostas ilusórias de felicidade.
É difícil escutar, mas mais difícil é dizer sim ao convite de Deus. É difícil dizer sim, porque exige uma opção radical, uma entrega total e um compromisso para toda a vida; desprendimento e espírito de pobreza; humildade e espírito de serviço; renúncia e espírito de sacrifício; abertura ao mistério de Deus e ao transcendente.
Dizer sim a Deus é difícil, mas é possível e vale a pena.
- Na medida em que conhecemos Jesus, quem é, o que ensinou e o que fez por nós;
- na medida em que conhecemos o projecto de Deus, que visa a felicidade e a realização plena do homem;
- Na medida em que reflectimos sobre a nossa vida, procurando entendê-la à luz de Deus e das relações com os outros; e descobrimos que ela não pode ser gasta de qualquer modo mas que deve ser consagrada a uma causa nobre;
- Na medida em que tomamos consciência de que é Deus que nos chama, que quer precisar de nós e que nos dá todos os meios para realizarmos e sermos fiéis à missão que nos quer confiar;
- Na medida em que compreendemos o alcance, a importância e a necessidade de colaborar com Cristo na construção do mundo novo que Deus sonhou para a humanidade;
então, o apelo de Deus não nos deixa indiferentes. Pelo contrário, a sua proposta seduz-nos e damos o nosso sim com generosidade e com alegria! 
Esta caminhada de descoberta e de aceitação do projecto de Deus a nosso respeito faz-se através da escuta da palavra de Deus e da oração. Só abrindo o nosso coração a Deus, dando-lhe a oportunidade de se manifestar a nós, poderemos descobrir e compreender o que Ele realmente pretende, qual a proposta que nos faz, qual a missão que nos quer confiar.
“Para que tenham a vida e a tenham em abundância”.
Aqueles cristãos que sentem realmente necessidade de Cristo, da sua palavra, do seu amor e do seu perdão; aqueles que não podem viver sem a Eucaristia e sem o Domingo; esses, seguramente, não só rezam como interpelam, estimulam e acarinham os que são chamados por Deus.
Se aumentar o número destes cristãos e destas comunidades, aumentará certamente o número dos consagrados e, consequentemente, a vida de Deus será mais abundante na vida dos homens.
05 abril, 2008
A CRUZ de S. Damião em Celorico da Beira
A Cruz de S. Damião entrará na Guarda no Domingo 30 de Março. No final de Abril será transmitida a Lamego.
04 abril, 2008
Sabia que temos um santo em Celorico da Beira
Cada um destes mártires merece a memória, a devoção, a imitação e a homenagem dos seus conterrâneos, que, por sua vez, se devem sentir orgulhosos deste seu glorioso antepassado, reconhecido pela Igreja, a nível mundial.









