25 março, 2008
Vontade de Caminhar
Coragem!
A Páscoa diz-nos que a nossa história
tem um sentido,
e não é um monte de inúteis sobressaltos;
que não estamos a percorrer
sendas interrompidas;
que a nossa existência pessoal não está suspensa no vazio
nem consiste num espectáculo sem rede.
Precipitemo-nos em Deus.
Nele vivemos, nos movemos e existimos.
Coragem!
Que a Páscoa enxugue
os tanques do desespero
sedimentados nos nossos corações.
E, juntamente com a coragem de existir,
volte a dar-nos a vontade de caminhar.
22 março, 2008
17 março, 2008
Dia Mundial da Juventude
Já depois da bênção dos Ramos, na Igreja de Santa Maria, jovens e adultos foram desafiados a viver como testemunhas de Jesus a partir da mensagem de Bento XVI, para este dia.
Os jovens, além da dinamização dos cânticos, ofereceram à comunidade a sua vitalidade com uma bela apresentação dos dons e uma coreografia alusiva ao tema deste dia.
Depois do banquete espiritual foi hora do convívio e almoço partilhado.
A meio da tarde, quatro grupos foram desafiados a pecorrer a vila através de um pady-paper onde descobriram mais coisas sobre Celorico e Jesus Cristo. Na parte final do dia houve lugar para muita música, dança e lanche. Cá estaremos com a a mesma alegria para o ano, esperando mais adesão da nossa juventude!
14 março, 2008
Amanhã é Dia do Pai
Só que, já depois de preparado e impresso o texto daquelas publicações, o SNL teve conhecimento de que a Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, estabelecera, através de uma Notificação publicada na revista Notitiae, que em 2008 a solenidade de São José deverá ser celebrada no dia 15 de Março, ou seja no sábado que precede o Domingo de Ramos.
Por isso, neste ano de 2008, a Solenidade de São José deve ser celebrada no dia 15 de Março, e não no dia 1 de Abril.
10 março, 2008
"Alegro-me por não ter estado lá"
vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”. Parece que até ficou satisfeito por Lazaro ter morrido.Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia aquela família?!
Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”.
O desenrolar da história dar-nos-á uma resposta óbvia e convincente.

Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. É mais importante e mais revelador ressuscitar Lázaro do que ter restabelecido a sua saúde! Manifestando o seu poder sobre a morte (poder que nenhum homem tem, poder que é próprio de Deus) Jesus leva os seus discípulos e muitos dos judeus presentes a acreditarem nele. Ainda bem que Jesus não estava lá. Precisamente porque não estava lá, muitos puderam testemunhar a ressurreição de Lázaro e acreditar em Jesus.
“Alegro-me por não ter estado lá”.
- Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
- Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e com-preende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus!
- Ainda bem que Jesus não estava lá. Todos nós lucramos com esse facto! Lucramos com a revelação de Jesus e com o testemunho de Marta!
Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar (de um modo ainda mais evidente e convincente) como era amigo daquela família e como era profundamente humano.Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”.
Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. As lágrimas, quando são autênticas, são sinal de uma verdadeira amizade. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!
“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”.

Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.
Muitas vezes censuramos Deus
- Porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades.
- Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. Quase parece que Deus está no contra!
A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.
Não nos compete julgar Deus, muito menos julgá-lo desde as nossas perspectivas, segundo as nossas conveniências e as nossas pressas. Felizmente, a lógica e os ritmos de Deus não coincidem com a lógica e os ritmos dos homens! Se Deus andasse ao mando dos homens, o mundo estaria, seguramente, muito pior!
08 março, 2008
As brasas solitárias...
Recordo a propósito uma conhecida história.
- Estás a ver, rapaz! As cavacas são como as pessoas. Se não se juntam, deixam de dar calor. Apagam-se! É como a religião! Sem participação no culto, extingue-se. Assim como a fé e o amor.
– Domingo, lá estarei no culto. Não quero ser uma brasa solitária, sem fé nem religião!
04 março, 2008
Jesus - LUZ DO MUNDO
Ele é a luz dos homens porque, com a sua Palavra e a sua vida, venceu a cegueira da ignorância e do pecado. O ditado diz: "quem não sabe é como quem não vê". Cego é aquela que vive privado da luz da verdade e da graça de Deus.O episódio da cura do cego de nascença recorda-nos que as doenças não são um castigo de Deus pelos pecados dos homens. O milagre é apenas o pretexto para Jesus nos oferecer uma visão diferente e mais positiva d
e Deus e do homem, e, ao mesmo tempo, para revelar e provar a sua verdadeira identidade.25 fevereiro, 2008
“Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”
encontram-se junto ao poço de Jacob e estabelecem entre si um prolongado e curioso diálogo.O próprio diálogo em si - o facto de ele acontecer - já constitui algo de surpreendente. Na verdade, trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher, em lugar público e à luz do dia, o que era considerado reprovável. Até “os discípulos ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher”. Além disso, trata-se de uma mulher samaritana. Ora, como informa o evangelista, “os judeus não se dão com os samaritanos”.
Depois, o diálogo é, de parte a parte, franco e provocador. Cada um pergunta e responde, sem rodeios nem reservas, o que pensa e o que sente.
A samaritana considera um atrevimento que Jesus tenha metido conversa com ela, pedindo-lhe de beber, e, por conseguinte, interpela-o, em tom de censura: “como é que tu sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana? Mais adiante, põe em dúvida que Jesus lhe possa dar uma “água viva”, uma água superior à daquele poço: “serás tu maior do que o nosso pai Jacob?”
Jesus também questiona e corrige a concepção que ela tem quanto ao lugar em que se deve prestar culto a Deus. Para Deus, o importante não é o lugar de culto, seja Jerusalém ou Garizim, mas que as pessoas prestem culto em “espírito e em verdade, um culto que brote do coração, que seja autêntico e sincero.

A mulher, no início do diálogo, pensa que Jesus é apenas um judeu, um judeu atrevido! Depois, quando Jesus mostra conhecer a sua vida pessoal, suspeita que seja um profeta. De seguida, o próprio Jesus se apresenta como o Messias esperado. Finalmente, com todos os outros seus conterrâneos, descobre e confessa que Jesus é o Salvador do mundo.
E essa “água viva” - a vida de Deus a circular já na sua vida - impele-a a deixar a bilha junto ao poço e a correr à cidade, para partilhar com os seus concidadãos aquela extraordinária experiência. E, reconhecendo que eles só têm a ganhar fazendo a mesma experiência, convida-os a ir ter com Jesus.Os samaritanos foram pressurosos ao encontro de Jesus e entusiasmaram-se tanto que lhe pediram que ficasse mais algum tempo com eles. Depois de dois dias com Jesus, muitos acreditaram nele e disseram à mulher: “já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”.
O ter Jesus no meio deles e sentir a sua proximidade, o viver com Jesus e testemunhar a sua vida, o verificar como Jesus se interessa por eles e o experimentar como Ele os ama, motiva a fé daqueles homens e mulheres.
- Não basta conhecer Deus só de ouvido, ou seja, pelo que os outros dizem, ainda que sejam excelentes pregadores;
- não basta conhecer as verdades sobre Deus, ainda que sejam expostas pelos mais qualificados teólogos;
- não basta participar nas acções litúrgicas, ainda que sejam as mais esplendorosas;
- não bastam os exemplos dos santos, ainda que sejam os mais famosos.
Tudo isso ajuda mas não basta. É indispensável que cada um faça a experiência pessoal de Deus. Só então a fé acontece - uma fé que entusiasma o homem e transforma a sua vida!
A mulher devia ter ido com pressa buscar a água. De resto, “era por volta do meio-dia” e fazia muito calor! No entanto, bem depressa esqueceu a pressa e se abstraiu do calor, entregando-se inteiramente à conversa com Jesus! E, depois, ainda teve tempo para conduzir muitos outros até Jesus!
A pressa faz-nos perder graças de Deus e impede-nos de fazer bem ao nosso semelhante. Mas a pressa que nós temos não se deve tanto à falta de tempo mas muito mais à falta de amor.
24 fevereiro, 2008
TESTE A SUA VIVÊNCIA QUARESMAL
1. Custa muito a manter-se em silêncio e, quando está sozinho, costuma ligar todos os electrodomésticos que há em sua casa?
2. Costuma dedicar tempo a orar nalgum momento do dia?
3. Aos domingos, participa na Santa Missa?
4. Os actos de piedade aborrecem-no e foge de todo o religioso porque o enfada?
5. Sofre de ansiedade continuamente e o mau génio apodera-se de si com facilidade?
6. Vive bem, mas sente que a sua vida está vazia e que algo lhe faz falta?
7. Desfruta com plenitude do tempo e consegue arranjar tempo para tudo?
8. É tolerante e encontra o lado positivo nas situações difíceis?
9. Vive criticando os outros e costuma impor os seus pontos de vista?
10. Sente que Deus não o escuta, não o quer ou Se esqueceu de si?
11. É capaz de reconhecer os seus erros e de pedir perdão?
12. Agradece a Deus e aos outros pelos favores recebidos?
Respostas:
1 Sim. 2 Não. 3 Não. 4 Sim. 5 Sim. 6. Sim. 7. Não. 8 Não. 9 Sim. 10 Sim. 11 Não. 12 Não.
Você tem totalmente descuidada a sua vida espiritual; isto pode provocar um grande desequilíbrio. É hora de voltar para Deus.
1 Não. 2 Sim. 3 Sim. 4 Não. 5 Não. 6 Não. 7 Sim. 8 Sim. 9 Não. 10 Não. 11 Sim. 12 Sim.
Aparentemente, você esforça-se por cultivar a sua vida espiritual, mas tenha cuidado, pois ninguém é tão perfeito.
Se as suas respostas não são Sim ou Não, mas Às vezes seguramente deve ser mais ordenado e paciente, mas está no bom caminho. Ânimo!
As outras múltiplas opções de resposta indicam que você está em processo de conversão. Aproveite a Quaresma para acolher o Espírito.
11 fevereiro, 2008
“Nós não somos proprietários mas somente administradores dos bens que possuímos”.
A esmola representa um modo concreto de ir ao
encontro de quem está em necessidade e, ao mesmo tempo, ajuda o homem a libertar-se do apego aos bens terrenos.Quem acredita em Deus, no Deus que é Pai de todos os homens, não pode deixar de partilhar o que tem com os irmãos (os filhos de Deus) necessitados. O amor traduzido em gestos concretos de caridade, é única prova credível da autenticidade da fé em Deus.
pôr-se em evidência a si próprios, não dão por amor de quem precisa nem para maior glória de Deus. Essa partilha não é caridade nem será objecto da recompensa de Deus. Tudo isto é o que Jesus ensina, quando afirma: “não saiba a tua mão esquerda o faz a tua direita”. Devemos ter presente e acreditar que Deus “vê no segredo” e que retribui largamente a quem dá com amor. São Pedro ensina que entre os frutos espirituais da esmola está o perdão dos pecados (1Pe 4,8).A esmola, para ser uma obra de misericórdia, dever ser acompanhada pela oferta de nós mesmos. Os irmãos necessitados não precisam apenas do que nós temos, mas precisam também do que nós somos, precisam do nosso amor e do nosso afecto, do nosso respeito e da nossa atenção, das nossas palavras e do nosso silêncio. Só assim a esmola, para além de obviar às suas carências de ordem material, ajudará o homem a reencontrar a sua dignidade e o sentido da vida.
Além disso, a nossa partilha constituirá um testemunho da nossa fé, o anúncio de Cristo. Através da esmola, damos a Deus a oportunidade de manifestar o seu amor providente, damos a Cristo a oportunidade de se mostrar próximo daquela pessoa com a qual se identifica. E nós, naquele gesto de amor, amamos o próprio Senhor. 09 fevereiro, 2008
Quaresma, tempo para redescobrir a nossa identidade cristã - Mensagem de D. Manuel da Rocha Felício, para a Quaresma de 2008
experiência do Seu Amor e da Sua Misericórdia e para, diante da Pessoa de Cristo, Morto e Ressuscitado, assumirmos mais e melhor a nossa identidade e as nossas responsa-bilidades de cristãos.O Santo Padre, na sua mensagem para este tempo, começa por nos lembrar o seguinte: “A Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundarmos o sentido e o valor do nosso ser de cristãos”. E, no discurso que dirigiu aos bispos portugueses em visita ad limina, convida-nos a rever “a eficácia dos actuais processos de iniciação cristã”, com o objectivo determinante de conduzir ao estatuto de cristão adulto, pelo qual cada um de nós dá à sua vida uma orientação autenticamente eucarística e fica capaz de dar razão da própria esperança, de modo adequado aos novos tempos. Voltando à mensagem do Santo Padre para a Quaresma, aí ele convida-nos, de forma incisiva, à conversão pela prática da esmola.
Também nós, cristãos e comunidades cristãs da Diocese da Guarda, queremos aproveitar a Quaresma para responder com coragem a estes apelos do Papa. Assim:
1 - Queremos fazer do Tempo da Quaresma um tempo de conversão a Jesus Cristo e n´Ele à nossa profunda identidade de Seus discípulos e membros do Seu corpo que é a Igreja. Principalmente pela leitura mais assídua da Palavra de Deus, pela aceitação das propostas de catequese e formação cristã que são feitas nas nossas Paróquias para todas as idades, pela participação cuidada nas celebrações litúrgicas, a começar pela Eucaristia Dominical, queremos preparar-nos para fazer com verdade a renovação dos nossos compromissos baptismais na próxima Vigília Pascal.
2 - Queremos que esta Quaresma e o Tempo Pascal que se lhe segue sejam oportunidade bem aproveitada para conhecermos e aplicarmos com mais coragem e determinação as Orientações pastorais para a Iniciação Cristã publicadas em Outubro passado para serem levadas à prática em toda a nossa Diocese. Esperamos que as jornadas pastorais por Arciprestado que estão a ser agendadas para o Tempo Pascal possam constituir resposta pronta ao apelo do Santo Padre para revermos a Iniciação Cristã que está a ser feita nas nossas comunidades.
3 - O Santo Padre propõe a prática da esmola como sendo a grande forma de todos nós cristãos e comunidades cristãs cumprirmos a verdadeira conversão a Cristo e aos irmãos, nesta Quaresma. A esmola é expressão concreta da caridade cristã, mas também é oportu-nidade para exprimirmos a verdade mais profunda da nossa identidade de homens e mulheres. De facto, como lembra o Papa, citando a II Cor. 5,15, “Fomos criados para vivermos não para nós, mas para Deus e para os irmãos”.

A prática da conversão cristã, através da esmola, costumamos vivê-la na renúncia quresmal.
Este ano queremos dar duas finalidades à nossa renúncia quaresmal:
Que Deus nos dê a graça de experimentarmos, nesta Quaresma, a autêntica conversão a Cristo e n´Ele à profissão da verdadeira Fé”.
06 fevereiro, 2008
Quaresma um apelo à conversão
"Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si mesmo?04 fevereiro, 2008
02 fevereiro, 2008
Seduz-te a ideia da vida eterna?
No Domingo passado, Jesus dirigiu-nos este convite: “arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo”. Foi com estas palavras que Jesus deu início à sua pregação. E elas constituem a síntese do Evangelho de Jesus.
Hoje, através das bem-aventuranças, Jesus indica as atitudes e os
sentimentos que o homem deve ter, o que o homem deve fazer e o modo como deve viver: - para acolher e pertencer ao reino de Deus;
- para o ajudar a construir no mundo dos homens;
- e para o receber como herança na vida eterna.
“É grande nos Céus a vossa recompensa”.
Acreditas o suficiente em Deus como para acreditares também que Ele te criou para a eternidade? Acreditas que Jesus é “a ressurreição e a vida” e que pode garantir a ressurreição e a vida eterna a todos os que nele acreditam?
Deslumbra-te a possibilidades de a receberes como herança? Sentes-te estimulado a percorrer o caminho para a alcançares?
Descubro ainda que o homem, todo o homem, deseja vencer as fronteiras do espaço e do tempo; no mais fundo de si mesmo, todo o homem aspira a encontrar-se com Deus e a ser como Ele. E nisto não há pecado. Pecado existe, e gravíssimo, quando o homem pretende eliminar Deus da sua vida e ocupar o seu lugar.
O facto de Deus ter criado o mundo a pensar no homem e ter constituído o homem como o administrador do mundo; o facto de o mundo existir há tanto tempo e o facto de o homem existir tão pouco tempo neste mundo; o facto de Deus ter criado o homem à sua imagem e de o homem desejar ser como Deus; levam-me a concluir e a acreditar que Deus criou o homem a pensar no mundo do Céu - o mundo de Deus, o mundo da eternidade. Deus criou este mundo a pensar no homem e criou o homem a pensar no Céu!!!
- Jesus Cristo, com as suas palavras e com as suas obras, e mais ainda com a sua ressurreição, mostrou e provou que era o Filho de Deus. Mas que interesse teria para nós a vinda do Filho de Deus ao nosso mundo, se Ele não vencesse a nossa morte com a sua morte e com a sua ressurreição não garantisse a nossa? Teria sido em vão a sua vinda, seria inútil acreditar nele, seria uma ilusão seguir a trás dele. “Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram”(1Cor 15, 20).
- Muitos procuram justificar as suas dúvidas ou mesmo a sua descrença, argumentando que aqueles que partem (os mortos) não dão sinais de vida. Mas esses, que assim pensam e falam, enganam-se.
que evidentes e credíveis, de que eles continuam vivos. Caso contrário, Deus só realizaria milagres, quando estes lhe fossem pedidos sem a mediação de ninguém.Os milagres, exigidos para a beatificação ou canonização de alguém, são cientificamente provados, ou seja, as curas só são declarados como milagres depois de os cientistas verificarem que elas não podem explicar-se de outro modo (não podem explicar-se cientificamente).
Afinal, os que partem dão sinais de que estão vivos e, além disso, de que podem intervir em favor daqueles que ainda vivem na terra!
Mas também na nossa vida pessoal, se estamos atentos às manifestações de Deus e receptivos aos seus dons, encontramos sinais que nos apontam na mesma direcção, que clarificam a nossa fé e corroboram a nossa esperança.
- Acredito em Deus e “espero a vida do mundo que há-de vir”;
- Acredito em Cristo e “espero a ressurreição dos mortos”.
- Acredito, porque Deus me dá muitas razões, mais que suficientes e consistentes, para acreditar. E esta fé é o fundamento inabalável da minha esperança.
- quando temos de suportar o insucesso da nossa missão junto dos homens;
- quando verificamos que esmorece sempre mais o entusiasmo da fé dos cristãos;
- quando vemos que são cada vez mais aqueles (crianças, jovens e adultos, pais e filhos) que se afastam da prática da vida cristã;
- quando não vislumbramos o que devemos fazer para inverter esta situação.
Penso, mais, estou persuadido de que nesta situação o que temos a fazer e Deus nos pede é precisamente isto: dar testemunho da nossa esperança.
26 janeiro, 2008
Metanóia - Mudai de vida, porque o reino de Deus está próximo
O evangelho de hoje deixa-nos uma palavra chave: METANÓIA. É uma palavra grega que significa "mudar, converter".Não mudamos, apenas porque fizemos mal, porque cometemos um erro. Esta mudança, de que fala o Evangelho, vai mais além.É um apelo a mudar para melhor. Um incentivo a procurarmos a prefeição ao longo de toda a nossa vida.
Às vezes até é fácil mudarmos a maneira de pensar, mas é muito mais difícil mudarmos a maneira de actuar, de viver. Às vezes, não fazemos isto ou aquilo, não porque mudámos, mas porque a lei o proíbe ou porque não temos coragem para fazer aquilo que nos apetece fazer.
Não é, concerteza, desta mudança que fala o Evangelho. Uma simples mudança exterior.
"Mudai de vida", mudai por amor. E esta mudança manifesta a nossa fé e o nosso amor para com Deus e para com os irmãos. A caridade é um dos sinais visiveis da nossa mudança.
Não esqueçamos a palavra central deste Domingo: "METANÓIA".
25 janeiro, 2008
A Igreja não precisa nem pode contentar-se apenas com remendos novos.
que o Clero da Guarda quis preparar participando nestas jornadas de formação.O Pe. José Manuel Martins de Almeida, formado em Sagrada Escritura pelo Instituto Biblico de Roma, falou sobre as razões e objectivos, abrangências e expectativas do Sínodo sobre a Palavra de Deus.
Acrescentou também que “não basta que os cristãos conheçam melhor a Sagrada Escritura e que tenham um mais amplo acesso à palavra de Deus. É necessário dar plena liberdade à Palavra de Deus, para que não haja parte nenhuma da vida dos cristãos nem da vida da Igreja que não seja animada e modelada por ela”. E explicou: “é necessário superar, de uma vez por todas, a tentação de nos contentarmos com o remendo novo em vestido velho, ou seja, a tentação de promover ou aceitar apenas mudanças secundárias e parciais”.“De uma Igreja que reflecte e vai reflectir sobre a Palavra de Deus ‘em toda a sua vastidão’ espera-se que aceite e abrace o desafio de Jesus: ‘vinho novo em odres novos’. A Igreja não precisa nem pode contentar-se apenas com remendos novos. Ela precisa de ser um odre completamente novo, segundo a palavra de Deus, ou seja, em consonância com o vinho novo que é Jesus Cristo”.
22 janeiro, 2008
19 janeiro, 2008
Cristãos vivem "semana ecuménica"
Este ano, novas iniciativas e projectos marcam o dinamismo ecuménico nas diferentes regiões do país, com destaque para o trabalho realizado entre a juventude, apresentado neste dossier por João Luís Fontes, participante nas Assembleias Ecuménicas e dinamizador do Fórum Ecuménico Jovem.
2008
"Rezai sem cessar", o apelo deixado por São Paulo, é também o pedido dos representantes das Igrejas cristãs para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que em 2008 completa um século.
O tema, a partir da 1ª Carta do Apóstolo aos Tessalonicenses, vai reunir anglicanos, católicos, ortodoxos e protestantes, em encontros de oração pela unidade plena.
O material foi preparado por um grupo ecuménico dos Estados Unidos da América, para recordar a primeira semana com estas características celebrada em Graymoor (Garrison, Nova Iorque) de 18 a 25 de Janeiro de 1908, e está disponível no sítio na Internet do Vaticano - www.vatican.va -, na secção do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
Tradicionalmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada de 18 a 25 de janeiro. Estas datas foram propostas em 1908 por Paul Wattson abrangendo o período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Esta escolha tem, portanto, um significado simbólico.
No Hemisfério Sul, onde o mês de janeiro é um período de férias de Verão, prefere-se adoptar uma outra data, por exemplo, nas proximidades da festa de Pentecostes.



