10 março, 2008

"Alegro-me por não ter estado lá"

Ao saber que Lázaro estava doente, Jesus, em vez de correr ao seu encontro para o curar, permanece por mais dois dias no local onde se encontrava. Parece não se incomodar muito nem dar muita importância ao facto. Depois, ao saber que Lazaro morreu, Jesus manifesta o seu contentamento: “alegro-me por não ter estado lá”. Parece que até ficou satisfeito por Lazaro ter morrido.

Jesus surpreende-nos e desconcerta-nos, frequentemente, com as suas reacções! Neste caso concreto, como acreditar que Jesus era realmente amigo de Lazaro, de Marta e de Maria! Não estará Jesus a pôr em causa a amizade que o unia aquela família?!
Ao referir-se à doença de Lazaro, Jesus diz: “Essa doença é para que por ela seja glorificado o Filho do homem”. Por sua vez, ao referir a vantagem de não ter estado lá, Jesus, dirigindo-se aos discípulos, aponta um motivo importante: “por vossa causa … para que acrediteis”.
Como entender as vantagens da doença e morte de Lazaro?
O desenrolar da história dar-nos-á uma resposta óbvia e convincente.

Jesus alegra-se por não ter estado lá para o curar, porque assim pode manifestar o seu poder divino, chamando-o da morte à vida. É mais importante e mais revelador ressuscitar Lázaro do que ter restabelecido a sua saúde! Manifestando o seu poder sobre a morte (poder que nenhum homem tem, poder que é próprio de Deus) Jesus leva os seus discípulos e muitos dos judeus presentes a acreditarem nele. Ainda bem que Jesus não estava lá. Precisamente porque não estava lá, muitos puderam testemunhar a ressurreição de Lázaro e acreditar em Jesus.

“Alegro-me por não ter estado lá”.
  • Se tivesse estado lá, não teria acontecido o diálogo, tão franco e tão revelador, entre Jesus e Marta. Através dele, Jesus apresenta-se como “a ressurreição e a vida”, o Senhor da vida e da morte, e garante que quem nele acredita nunca morrerá. Por Ele, os homens têm acesso à vida eterna de Deus.
  • Por sua vez, Marta tem a oportunidade de professar a sua fé em Jesus: “Acredito, Senhor, que Tu és o Messias, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo”. A dor que sente pela morte do irmão não rouba a Marta a capacidade de ouvir nem a priva da sua lucidez. Pelo contrário, ela escuta e com-preende as palavras e as razões de Jesus. Por isso, daquele diálogo sai mais esclarecida a sua fé e mais forte o seu amor por Jesus!
  • Ainda bem que Jesus não estava lá. Todos nós lucramos com esse facto! Lucramos com a revelação de Jesus e com o testemunho de Marta!
“Alegro-me por não ter estado lá”.
Não tendo estado lá antes, quando parecia mais lógico e necessário que estivesse, Jesus tem a oportunidade de mostrar (de um modo ainda mais evidente e convincente) como era amigo daquela família e como era profundamente humano.
Jesus, ao ver “Maria chorar e vendo chorar também os judeus que vinham com ela, comoveu-se profundamente e perturbou-se”. E, depois, ao aproximar-se do local onde tinham colocado o corpo de Lázaro, “Jesus chorou”.
Jesus comove-se e chora, porque é sensível à dor e às lágrimas dos familiares e amigos de Lázaro. Mas Jesus chora também porque era efectivamente muito amigo de Lázaro. As lágrimas, quando são autênticas, são sinal de uma verdadeira amizade. Os próprios judeus o intuem e, por conseguinte, comentam com admiração: “vede como era seu amigo!”
Ainda bem que Jesus não estava lá! Assim, Ele pôde dar este extraordinário testemunho de amizade. Jesus, o Filho de Deus, que tem poder para ressuscitar Lázaro, mostra-se profunda e admiravelmente humano, chorando por Lázaro morto!

“Senhor, se tivesses estado aqui, meu irmão não teria morrido”.
Estas são as palavras com que Marta e Maria, em separado, se dirigem a Jesus, quando se encontram com Ele, após a morte do irmão. Segundo elas, foi uma pena que Ele não tivesse chegado antes, a tempo de o curar, pois estão convictas de que Ele poderia ter evitado a sua morte. Como vimos, Jesus pensa de maneira diferente. Ele considera melhor não ter estado lá. E a história, o que Ele realizou e o que aconteceu depois, confirmam que Jesus tinha razão.
Não tendo estado lá, na altura em que as duas irmãs julgavam que deveria estar, Jesus pôde revelar melhor a sua verdadeira identidade: revelou a sua divindade, ressuscitando Lazaro, e mostrou a sua humanidade, chorando por ele e comovendo-se com todos os que choravam. Além disso, e esse é o principal objectivo de Jesus, muitos, testemunhando o que Ele fez por Lázaro, acreditaram nele.

Muitas vezes censuramos Deus
  • Porque Ele, pensamos nós, não se encontra no lugar certo nem actua na hora certa, ou seja, Deus não está onde e quando é preciso nem actua segundo as nossas necessidades.

  • Por vezes, ficamos com a impressão de que Deus não está do nosso lado nem age em nosso favor como seria de esperar do verdadeiro Deus. Quase parece que Deus está no contra!

A história do Evangelho mostra que Deus, muito melhor do que nós, conhece o que nos faz falta e convém, para a nossa vida e para a nossa salvação. Ele, melhor do que nós, sabe qual é o momento certo para agir na vida do homem e em seu favor.

Não nos compete julgar Deus, muito menos julgá-lo desde as nossas perspectivas, segundo as nossas conveniências e as nossas pressas. Felizmente, a lógica e os ritmos de Deus não coincidem com a lógica e os ritmos dos homens! Se Deus andasse ao mando dos homens, o mundo estaria, seguramente, muito pior!

Por isso, só temos a ganhar, se dermos a Deus plena liberdade para actuar na nossa vida, se colaborarmos com Ele para que em nós se cumpra a sua vontade, para que em nós se realizem os seus desígnios de amor!

08 março, 2008

As brasas solitárias...

Em 2001 foi feito, em Portugal, o levantamento da participação semanal na Missa.


Pouco mais de 20 % estava presente nos locais de culto nesse dia do recenseamento. Mas um inquérito por amostragem, na mesma data, revelava que 66 % dos portugueses se consideravam praticantes.
É certo que há muita gente impedida de participar e as crianças menores de 7 anos foram excluídas na contagem. Há velhinhos, doentes e seus acompanhantes, pessoas que trabalham no Sábado e Domingo, etc., que não podem estar presentes. Mas a diferença entre 20 e 66 por cento é muito grande.

Recordo a propósito uma conhecida história.
Um rapaz, a determinada altura, deixou de frequentar a sua igreja. A preguiça e um certo cansaço das cerimónias repetidas serviram-lhe de argumento justificativo.
Um dia precisou de ir a casa do pastor da sua congregação. Era inverno e o clérigo estava numa sala com a lareira acesa. Quando o rapaz chegou, o pastor decidiu separar as achas ou cavacas que estavam a fazer uma boa fogueira. Daí a pouco, o lume apagou-se.

- Estás a ver, rapaz! As cavacas são como as pessoas. Se não se juntam, deixam de dar calor. Apagam-se! É como a religião! Sem participação no culto, extingue-se. Assim como a fé e o amor.
O rapaz manteve-se calado. Mas na despedida, saiu-se com esta:
– Domingo, lá estarei no culto. Não quero ser uma brasa solitária, sem fé nem religião!

Dia Internacional da Mulher

04 março, 2008

Jesus - LUZ DO MUNDO

Jesus apresenta-se como a Luz do mundo.
Ele é a luz dos homens porque, com a sua Palavra e a sua vida, venceu a cegueira da ignorância e do pecado. O ditado diz: "quem não sabe é como quem não vê". Cego é aquela que vive privado da luz da verdade e da graça de Deus.

O episódio da cura do cego de nascença recorda-nos que as doenças não são um castigo de Deus pelos pecados dos homens. O milagre é apenas o pretexto para Jesus nos oferecer uma visão diferente e mais positiva de Deus e do homem, e, ao mesmo tempo, para revelar e provar a sua verdadeira identidade.
Jesus também é luz para os homens, ao realizar a cura do cego num dia de sábado. Os fariseus ficam irritados e pensam mal de Jesusm porque Ele transgride a lei do descanso sabático. As leis, mesmo as leis religiosas, não têm legitimidade quando não salvaguardam o bem da pessoa humana.
Curando em dia de sábado, Jesus mostra que todos os dias são bons para fazer o bem. Para Deus, a única lei que vale sempre e que nunca deve ser transgredida é a lei do amor, porque esta é a única lei que está ao serviço da pessoa humana.
Cegos são aqueles que não querem ver, porque lhes dá jeito não ver a verdade!
Nada é evidente para quem não quer ver!

25 fevereiro, 2008

“Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”

Jesus e uma mulher samaritana encontram-se junto ao poço de Jacob e estabelecem entre si um prolongado e curioso diálogo.
O próprio diálogo em si - o facto de ele acontecer - já constitui algo de surpreendente. Na verdade, trata-se de uma conversa entre um homem e uma mulher, em lugar público e à luz do dia, o que era considerado reprovável. Até “os discípulos ficaram admirados por Ele estar a falar com aquela mulher”. Além disso, trata-se de uma mulher samaritana. Ora, como informa o evangelista, “os judeus não se dão com os samaritanos”.
Depois, o diálogo é, de parte a parte, franco e provocador. Cada um pergunta e responde, sem rodeios nem reservas, o que pensa e o que sente.
A samaritana considera um atrevimento que Jesus tenha metido conversa com ela, pedindo-lhe de beber, e, por conseguinte, interpela-o, em tom de censura: “como é que tu sendo judeu, me pedes de beber, sendo eu samaritana? Mais adiante, põe em dúvida que Jesus lhe possa dar uma “água viva”, uma água superior à daquele poço: “serás tu maior do que o nosso pai Jacob?”
Por sua vez, Jesus também a provoca, quando a manda ir chamar o marido, sabendo Ele muito bem, como confirmará depois, que ela se encontra numa situação irregular. “Não tens marido, pois já tiveste cinco e aquele que tens agora não é teu”. No entanto, com esta sua intervenção, Jesus, de modo algum, pretende humilhar a mulher. Pelo contrário, deseja ajudá-la a tomar consciência da realidade em que vive e a levá-la à conversão.
Jesus também questiona e corrige a concepção que ela tem quanto ao lugar em que se deve prestar culto a Deus. Para Deus, o importante não é o lugar de culto, seja Jerusalém ou Garizim, mas que as pessoas prestem culto em “espírito e em verdade, um culto que brote do coração, que seja autêntico e sincero.
O Diálogo vence todas as barreiras e preconceitos, a nível étnico, cultural e religioso. E, acima de tudo, permitiu à samaritana chegar ao verdadeiro conhecimento de Jesus. Foi precisamente esse objectivo que motivou Jesus a provocar aquela conversa! Jesus fala com as pessoas, não para se entreter ou passar o tempo, mas para se lhes dar a conhecer.
A mulher, no início do diálogo, pensa que Jesus é apenas um judeu, um judeu atrevido! Depois, quando Jesus mostra conhecer a sua vida pessoal, suspeita que seja um profeta. De seguida, o próprio Jesus se apresenta como o Messias esperado. Finalmente, com todos os outros seus conterrâneos, descobre e confessa que Jesus é o Salvador do mundo.
Tudo começou por um encontro, aparentemente, fortuito, e, a partir deste, chega ao encontro pessoal com o Salvador dos homens! Foi ao poço como todos os outros dias, buscar água, mas, nesse dia, tendo encontrado lá a Fonte da água viva, voltou repleta dessa água que “jorra para a vida eterna”!
E essa “água viva” - a vida de Deus a circular já na sua vida - impele-a a deixar a bilha junto ao poço e a correr à cidade, para partilhar com os seus concidadãos aquela extraordinária experiência. E, reconhecendo que eles só têm a ganhar fazendo a mesma experiência, convida-os a ir ter com Jesus.
Os samaritanos foram pressurosos ao encontro de Jesus e entusiasmaram-se tanto que lhe pediram que ficasse mais algum tempo com eles. Depois de dois dias com Jesus, muitos acreditaram nele e disseram à mulher: “já não é por causa das tuas palavras que acreditamos. Nós próprios ouvimos e sabemos que Ele é realmente o Salvador do mundo”.
O ter Jesus no meio deles e sentir a sua proximidade, o viver com Jesus e testemunhar a sua vida, o verificar como Jesus se interessa por eles e o experimentar como Ele os ama, motiva a fé daqueles homens e mulheres.
  • Não basta conhecer Deus só de ouvido, ou seja, pelo que os outros dizem, ainda que sejam excelentes pregadores;
  • não basta conhecer as verdades sobre Deus, ainda que sejam expostas pelos mais qualificados teólogos;
  • não basta participar nas acções litúrgicas, ainda que sejam as mais esplendorosas;
  • não bastam os exemplos dos santos, ainda que sejam os mais famosos.

Tudo isso ajuda mas não basta. É indispensável que cada um faça a experiência pessoal de Deus. Só então a fé acontece - uma fé que entusiasma o homem e transforma a sua vida!
A mulher devia ter ido com pressa buscar a água. De resto, “era por volta do meio-dia” e fazia muito calor! No entanto, bem depressa esqueceu a pressa e se abstraiu do calor, entregando-se inteiramente à conversa com Jesus! E, depois, ainda teve tempo para conduzir muitos outros até Jesus!
A pressa faz-nos perder graças de Deus e impede-nos de fazer bem ao nosso semelhante. Mas a pressa que nós temos não se deve tanto à falta de tempo mas muito mais à falta de amor.

24 fevereiro, 2008

TESTE A SUA VIVÊNCIA QUARESMAL

A atitude ante a oração ou os actos de piedade, a convivência com os outros ou simplesmente a capacidade para estar em silêncio podem dar pistas sobre a temperatura da vida espiritual de cada um. Ainda que a fé não se possa medir, estas perguntas podem ajudá-lo a saber como está a sua vida espiritual:

1. Custa muito a manter-se em silêncio e, quando está sozinho, costuma ligar todos os electrodomésticos que há em sua casa?

2. Costuma dedicar tempo a orar nalgum momento do dia?

3. Aos domingos, participa na Santa Missa?

4. Os actos de piedade aborrecem-no e foge de todo o religioso porque o enfada?

5. Sofre de ansiedade continuamente e o mau génio apodera-se de si com facilidade?

6. Vive bem, mas sente que a sua vida está vazia e que algo lhe faz falta?

7. Desfruta com plenitude do tempo e consegue arranjar tempo para tudo?

8. É tolerante e encontra o lado positivo nas situações difíceis?

9. Vive criticando os outros e costuma impor os seus pontos de vista?

10. Sente que Deus não o escuta, não o quer ou Se esqueceu de si?

11. É capaz de reconhecer os seus erros e de pedir perdão?

12. Agradece a Deus e aos outros pelos favores recebidos?

Respostas:

—1 Sim. 2 Não. 3 Não. 4 Sim. 5 Sim. 6. Sim. 7. Não. 8 Não. 9 Sim. 10 Sim. 11 Não. 12 Não.
Você tem totalmente descuidada a sua vida espiritual; isto pode provocar um grande desequilíbrio. É hora de voltar para Deus.

—1 Não. 2 Sim. 3 Sim. 4 Não. 5 Não. 6 Não. 7 Sim. 8 Sim. 9 Não. 10 Não. 11 Sim. 12 Sim.
Aparentemente, você esforça-se por cultivar a sua vida espiritual, mas tenha cuidado, pois ninguém é tão perfeito.

— Se as suas respostas não são Sim ou Não, mas Às vezes seguramente deve ser mais ordenado e paciente, mas está no bom caminho. Ânimo!

— As outras múltiplas opções de resposta indicam que você está em processo de conversão. Aproveite a Quaresma para acolher o Espírito.

11 fevereiro, 2008

“Nós não somos proprietários mas somente administradores dos bens que possuímos”.

Mensagem do santo Padre sobre a esmola.


A esmola representa um modo concreto de ir ao encontro de quem está em necessidade e, ao mesmo tempo, ajuda o homem a libertar-se do apego aos bens terrenos.

“Nós não somos proprietários mas somente administradores dos bens que possuímos”. Na verdade foi Deus que criou a terra e criou-a para todos os homens, dotando-a dos bens necessários aos homens de todos os tempos. Por isso mesmo, ninguém se pode apropriar desses bens e usá-los exclusivamente ao seu serviço, muito menos ao serviço do seu egoísmo.
Quem acredita em Deus, no Deus que é Pai de todos os homens, não pode deixar de partilhar o que tem com os irmãos (os filhos de Deus) necessitados. O amor traduzido em gestos concretos de caridade, é única prova credível da autenticidade da fé em Deus.


A esmola, para ser uma verdadeira prática cristã, não é compatível com a publicidade. Aqueles que dão para dar nas vistas – e são muitos os que gostam e pretendem pôr-se em evidência a si próprios, não dão por amor de quem precisa nem para maior glória de Deus. Essa partilha não é caridade nem será objecto da recompensa de Deus. Tudo isto é o que Jesus ensina, quando afirma: “não saiba a tua mão esquerda o faz a tua direita”. Devemos ter presente e acreditar que Deus “vê no segredo” e que retribui largamente a quem dá com amor. São Pedro ensina que entre os frutos espirituais da esmola está o perdão dos pecados (1Pe 4,8).

A esmola, para ser uma obra de misericórdia, dever ser acompanhada pela oferta de nós mesmos. Os irmãos necessitados não precisam apenas do que nós temos, mas precisam também do que nós somos, precisam do nosso amor e do nosso afecto, do nosso respeito e da nossa atenção, das nossas palavras e do nosso silêncio. Só assim a esmola, para além de obviar às suas carências de ordem material, ajudará o homem a reencontrar a sua dignidade e o sentido da vida.

Além disso, a nossa partilha constituirá um testemunho da nossa fé, o anúncio de Cristo. Através da esmola, damos a Deus a oportunidade de manifestar o seu amor providente, damos a Cristo a oportunidade de se mostrar próximo daquela pessoa com a qual se identifica. E nós, naquele gesto de amor, amamos o próprio Senhor.

09 fevereiro, 2008

Quaresma, tempo para redescobrir a nossa identidade cristã - Mensagem de D. Manuel da Rocha Felício, para a Quaresma de 2008

Damos graças a Deus por mais uma Quaresma que Ele nos oferece para aprofundarmos a experiência do Seu Amor e da Sua Misericórdia e para, diante da Pessoa de Cristo, Morto e Ressuscitado, assumirmos mais e melhor a nossa identidade e as nossas responsa-bilidades de cristãos.
O Santo Padre, na sua mensagem para este tempo, começa por nos lembrar o seguinte: “A Quaresma oferece-nos uma providencial ocasião para aprofundarmos o sentido e o valor do nosso ser de cristãos”. E, no discurso que dirigiu aos bispos portugueses em visita ad limina, convida-nos a rever “a eficácia dos actuais processos de iniciação cristã”, com o objectivo determinante de conduzir ao estatuto de cristão adulto, pelo qual cada um de nós dá à sua vida uma orientação autenticamente eucarística e fica capaz de dar razão da própria esperança, de modo adequado aos novos tempos. Voltando à mensagem do Santo Padre para a Quaresma, aí ele convida-nos, de forma incisiva, à conversão pela prática da esmola.

Também nós, cristãos e comunidades cristãs da Diocese da Guarda, queremos aproveitar a Quaresma para responder com coragem a estes apelos do Papa. Assim:

1 - Queremos fazer do Tempo da Quaresma um tempo de conversão a Jesus Cristo e n´Ele à nossa profunda identidade de Seus discípulos e membros do Seu corpo que é a Igreja. Principalmente pela leitura mais assídua da Palavra de Deus, pela aceitação das propostas de catequese e formação cristã que são feitas nas nossas Paróquias para todas as idades, pela participação cuidada nas celebrações litúrgicas, a começar pela Eucaristia Dominical, queremos preparar-nos para fazer com verdade a renovação dos nossos compromissos baptismais na próxima Vigília Pascal.

2 - Queremos que esta Quaresma e o Tempo Pascal que se lhe segue sejam oportunidade bem aproveitada para conhecermos e aplicarmos com mais coragem e determinação as Orientações pastorais para a Iniciação Cristã publicadas em Outubro passado para serem levadas à prática em toda a nossa Diocese. Esperamos que as jornadas pastorais por Arciprestado que estão a ser agendadas para o Tempo Pascal possam constituir resposta pronta ao apelo do Santo Padre para revermos a Iniciação Cristã que está a ser feita nas nossas comunidades.

3 - O Santo Padre propõe a prática da esmola como sendo a grande forma de todos nós cristãos e comunidades cristãs cumprirmos a verdadeira conversão a Cristo e aos irmãos, nesta Quaresma. A esmola é expressão concreta da caridade cristã, mas também é oportu-nidade para exprimirmos a verdade mais profunda da nossa identidade de homens e mulheres. De facto, como lembra o Papa, citando a II Cor. 5,15, “Fomos criados para vivermos não para nós, mas para Deus e para os irmãos”.

A prática da conversão cristã, através da esmola, costumamos vivê-la na renúncia quresmal.

Este ano queremos dar duas finalidades à nossa renúncia quaresmal:


1ª) Combater o sofrimento de milhares de moçambi-canos que foram afectados pelas cheias, através da Caritas Diocesana da Guarda e respondendo ao apelo do Bispo da Diocese da Beira, em Moçambique, D. Jaime Gonçalves. Segundo os últimos balanços feitos, as cheias, em Moçambique, afectaram 56 mil pessoas e destas 13 mil continuam desalojadas.


2ª) Fazer obras de adaptação no nosso Seminário Menor do Fundão, que tornem os seus espaços capazes de responder a duas necessidades da Diocese, a saber:
a) Instalações condignas para residência e formação de algumas dezenas de seminaristas que frequentem o nosso Seminário Menor;
b) Instalações funcionais para apoio pastoral à zona sul da Diocese, onde, como sabemos, se concentra quase metade de toda a população residente da mesma nossa Diocese.

Que Deus nos dê a graça de experimentarmos, nesta Quaresma, a autêntica conversão a Cristo e n´Ele à profissão da verdadeira Fé”.

06 fevereiro, 2008

Quaresma um apelo à conversão

"Que coisa é a conversão de uma alma senão entrar um homem dentro de si mesmo?
Para esta vista são necessários olhos,
é necessária luz
e é necessário espelho.
O pregador concorre com o espelho, que é a doutrina;
Deus concorre com a luz, que é a graça;
o homem concorre com os olhos, que é o conhecimento".

"Melhor será arrepender-se agora,
do que quando o mal passado não tenha remédio".

No dia em que celebramos 400 anos da morte do Pe. António Vieira, que magnificos pensamentos para começarmos esta Quaresma. Que pena que este português não seja mais conhecido e estudado...

04 fevereiro, 2008

Bem Aventurados...

ALEGRAI-VOS E EXULTAI
porque Deus criou este mundo a pensar no homem
e criou o homem a pensar no Céu!!!

02 fevereiro, 2008

Seduz-te a ideia da vida eterna?

“É grande nos Céus a vossa recompensa”.
No Domingo passado, Jesus dirigiu-nos este convite: “arrependei-vos, porque o reino de Deus está próximo”. Foi com estas palavras que Jesus deu início à sua pregação. E elas constituem a síntese do Evangelho de Jesus.
Hoje, através das bem-aventuranças, Jesus indica as atitudes e os sentimentos que o homem deve ter, o que o homem deve fazer e o modo como deve viver:
  • para acolher e pertencer ao reino de Deus;
  • para o ajudar a construir no mundo dos homens;
  • e para o receber como herança na vida eterna.

    “É grande nos Céus a vossa recompensa”.
És sincero, quando dizes, ao professares a tua fé: “espero a ressurreição dos mortos e a vida do mundo que há-de vir”? Estas palavras correspondem ao que realmente sentes e acreditas?

Acreditas o suficiente em Deus como para acreditares também que Ele te criou para a eternidade? Acreditas que Jesus é “a ressurreição e a vida” e que pode garantir a ressurreição e a vida eterna a todos os que nele acreditam?
Seduz-te a ideia de uma vida eterna?
Deslumbra-te a possibilidades de a receberes como herança? Sentes-te estimulado a percorrer o caminho para a alcançares?

Ao contemplar o mundo, a sua grandeza e a sua beleza, o tempo e a trajectória da sua evolução; ao seguir o desenrolar e o fio condutor da história humana; ao olhar para a intimidade do meu ser e ao perscrutar as minhas inquietações e aspirações existenciais; descubro, antes de mais, que Deus existe. Deus é para mim uma evidência e uma necessidade inquestionáveis.
Depois, descubro que o mundo existe para o homem e que é o homem que dá sentido ao mundo. Sim, que sentido teria o mundo, se o homem não estivesse no mundo para o contemplar e o usufruir?

Descubro ainda que o homem, todo o homem, deseja vencer as fronteiras do espaço e do tempo; no mais fundo de si mesmo, todo o homem aspira a encontrar-se com Deus e a ser como Ele. E nisto não há pecado. Pecado existe, e gravíssimo, quando o homem pretende eliminar Deus da sua vida e ocupar o seu lugar.

De resto, o próprio Deus quis e quer que o homem seja semelhante a Ele. Na verdade, Criou-o à sua imagem. Como consequência lógica, Deus exorta todos os homens: “sede santos, porque Eu, o vosso Deus, sou santo”. Por sua vez, Jesus, situando-se na mesma linha e seguindo a mesma lógica, diz-nos: “sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai celeste”. E o apóstolo São João confirma que um dia “seremos semelhantes a Ele (Deus), porque O veremos tal como Ele é”.
O facto de Deus ter criado o mundo a pensar no homem e ter constituído o homem como o administrador do mundo; o facto de o mundo existir há tanto tempo e o facto de o homem existir tão pouco tempo neste mundo; o facto de Deus ter criado o homem à sua imagem e de o homem desejar ser como Deus; levam-me a concluir e a acreditar que Deus criou o homem a pensar no mundo do Céu - o mundo de Deus, o mundo da eternidade. Deus criou este mundo a pensar no homem e criou o homem a pensar no Céu!!!



Mas temos mais razões para esperar “a vida do mundo que há-de vir”.
  • Jesus Cristo, com as suas palavras e com as suas obras, e mais ainda com a sua ressurreição, mostrou e provou que era o Filho de Deus. Mas que interesse teria para nós a vinda do Filho de Deus ao nosso mundo, se Ele não vencesse a nossa morte com a sua morte e com a sua ressurreição não garantisse a nossa? Teria sido em vão a sua vinda, seria inútil acreditar nele, seria uma ilusão seguir a trás dele. “Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram”(1Cor 15, 20).

  • Muitos procuram justificar as suas dúvidas ou mesmo a sua descrença, argumentando que aqueles que partem (os mortos) não dão sinais de vida. Mas esses, que assim pensam e falam, enganam-se.
Os milagres que Deus realiza por intercessão dos santos são sinais, mais do que evidentes e credíveis, de que eles continuam vivos. Caso contrário, Deus só realizaria milagres, quando estes lhe fossem pedidos sem a mediação de ninguém.
Os milagres, exigidos para a beatificação ou canonização de alguém, são cientificamente provados, ou seja, as curas só são declarados como milagres depois de os cientistas verificarem que elas não podem explicar-se de outro modo (não podem explicar-se cientificamente).
Afinal, os que partem dão sinais de que estão vivos e, além disso, de que podem intervir em favor daqueles que ainda vivem na terra!
Mas também na nossa vida pessoal, se estamos atentos às manifestações de Deus e receptivos aos seus dons, encontramos sinais que nos apontam na mesma direcção, que clarificam a nossa fé e corroboram a nossa esperança.
  • Acredito em Deus e “espero a vida do mundo que há-de vir”;
  • Acredito em Cristo e “espero a ressurreição dos mortos”.
  • Acredito, porque Deus me dá muitas razões, mais que suficientes e consistentes, para acreditar. E esta fé é o fundamento inabalável da minha esperança.
É esta esperança que nos impede de desistir ou de cair no desânimo:
  • quando temos de suportar o insucesso da nossa missão junto dos homens;
  • quando verificamos que esmorece sempre mais o entusiasmo da fé dos cristãos;
  • quando vemos que são cada vez mais aqueles (crianças, jovens e adultos, pais e filhos) que se afastam da prática da vida cristã;
  • quando não vislumbramos o que devemos fazer para inverter esta situação.

Penso, mais, estou persuadido de que nesta situação o que temos a fazer e Deus nos pede é precisamente isto: dar testemunho da nossa esperança.

26 janeiro, 2008

Metanóia - Mudai de vida, porque o reino de Deus está próximo

O evangelho de hoje deixa-nos uma palavra chave: METANÓIA. É uma palavra grega que significa "mudar, converter".Não mudamos, apenas porque fizemos mal, porque cometemos um erro. Esta mudança, de que fala o Evangelho, vai mais além.

É um apelo a mudar para melhor. Um incentivo a procurarmos a prefeição ao longo de toda a nossa vida.

Às vezes até é fácil mudarmos a maneira de pensar, mas é muito mais difícil mudarmos a maneira de actuar, de viver. Às vezes, não fazemos isto ou aquilo, não porque mudámos, mas porque a lei o proíbe ou porque não temos coragem para fazer aquilo que nos apetece fazer.

Não é, concerteza, desta mudança que fala o Evangelho. Uma simples mudança exterior.


Aquilo que Jesus Cristo quer é uma verdadeira mudança, uma mudança interior.

"Mudai de vida", mudai por amor. E esta mudança manifesta a nossa fé e o nosso amor para com Deus e para com os irmãos. A caridade é um dos sinais visiveis da nossa mudança.

Não esqueçamos a palavra central deste Domingo: "METANÓIA".

25 janeiro, 2008

A Igreja não precisa nem pode contentar-se apenas com remendos novos.

“A Palavra de Deus na vida e missão da igreja”. É o tema do próximo Sinodo dos Bispos que o Clero da Guarda quis preparar participando nestas jornadas de formação.

A Palavra de Deus atraiu uma centena de padres. Há quanto tempo isto não acontecia... O contentamento era generalizado, pela elevada participação e pelo interesse demonstrado. Afinal, a Palavra de Deus é um tema importante e que desperta interesse.

O Pe. José Manuel Martins de Almeida, formado em Sagrada Escritura pelo Instituto Biblico de Roma, falou sobre as razões e objectivos, abrangências e expectativas do Sínodo sobre a Palavra de Deus.


“A Igreja no seu todo, na vida dos seus membros, na sua organização e nas suas estruturas, nas suas actividades pastorais e acções litúrgicas, deve repensar-se sempre e renovar-se continuamente à luz da Palavra de Deus”.
Acrescentou também que “não basta que os cristãos conheçam melhor a Sagrada Escritura e que tenham um mais amplo acesso à palavra de Deus. É necessário dar plena liberdade à Palavra de Deus, para que não haja parte nenhuma da vida dos cristãos nem da vida da Igreja que não seja animada e modelada por ela”. E explicou: “é necessário superar, de uma vez por todas, a tentação de nos contentarmos com o remendo novo em vestido velho, ou seja, a tentação de promover ou aceitar apenas mudanças secundárias e parciais”.

“De uma Igreja que reflecte e vai reflectir sobre a Palavra de Deus ‘em toda a sua vastidão’ espera-se que aceite e abrace o desafio de Jesus: ‘vinho novo em odres novos’. A Igreja não precisa nem pode contentar-se apenas com remendos novos. Ela precisa de ser um odre completamente novo, segundo a palavra de Deus, ou seja, em consonância com o vinho novo que é Jesus Cristo”.
Francisco Barbeira - «Jornal A Guarda»

22 janeiro, 2008

19 janeiro, 2008

Cristãos vivem "semana ecuménica"

O percurso rumo à unidade dos Cristãos é longo e e vai conhecendo altos e baixos. Em cada ano, o Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos esquece surge como uma oportunidade para colocar diante de debates, reflexões e orações as razões para a união entre os que professam a fé no mesmo Cristo.
Este ano, novas iniciativas e projectos marcam o dinamismo ecuménico nas diferentes regiões do país, com destaque para o trabalho realizado entre a juventude, apresentado neste dossier por João Luís Fontes, participante nas Assembleias Ecuménicas e dinamizador do Fórum Ecuménico Jovem.

2008

"Rezai sem cessar", o apelo deixado por São Paulo, é também o pedido dos representantes das Igrejas cristãs para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que em 2008 completa um século.

O tema, a partir da 1ª Carta do Apóstolo aos Tessalonicenses, vai reunir anglicanos, católicos, ortodoxos e protestantes, em encontros de oração pela unidade plena.

O material foi preparado por um grupo ecuménico dos Estados Unidos da América, para recordar a primeira semana com estas características celebrada em Graymoor (Garrison, Nova Iorque) de 18 a 25 de Janeiro de 1908, e está disponível no sítio na Internet do Vaticano - www.vatican.va -, na secção do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Tradicionalmente, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos é celebrada de 18 a 25 de janeiro. Estas datas foram propostas em 1908 por Paul Wattson abrangendo o período entre a festa de São Pedro e a de São Paulo. Esta escolha tem, portanto, um significado simbólico.

No Hemisfério Sul, onde o mês de janeiro é um período de férias de Verão, prefere-se adoptar uma outra data, por exemplo, nas proximidades da festa de Pentecostes.

07 janeiro, 2008

Formação de Adultos

Durante este mês Janeiro estão abertas as inscrições para Formação de Adultos. É um momento propício para aqueles que ainda não estão crismados (com 25 anos ou mais) se preparem para receberem o Sacramento do Crisma.

Inscreve-te.

31 dezembro, 2007

A familia é “a principal “agência” de paz”. Bento XVI

O homem não começa nem aprende a viver em família nesta família global, mas sim na sua família natural.

A família é “a primeira e insubstituível educadora para a paz”
A familia é a principal “agência” de paz”.

“Numa vida familiar sã experimentam-se algumas componentes fundamentais da paz: a justiça e o amor entre irmãos e irmãs, a função da autoridade manifestada pelos pais, o serviço carinhoso aos membros mais débeis porque pequenos, doentes ou idosos, a mútua ajuda nas necessidades da vida, a disponibilidade para acolher o outro e, se necessário, perdoar-lhe”.

É no seio da família que despertamos para a vida e para o valor da vida, que fazemos a primeira experiência do amor e o descobrimos e aprendemos a viver nas suas diferentes vertentes.
Este amor, que circula entre todos, anima e gere o mundo das relações, levando-nos à descoberta e vivência dos outros valores:
• a verdade e a sinceridade,
• a partilha e a doação,
• a gratuidade e a gratidão,
• a comunhão e a tolerância,
• a justiça e a solidariedade,
• o diálogo e a liberdade,
• a obediência e a disciplina…

São estas vivências e estes valores, experimentados e adquiridos naturalmente na nossa família, que, depois, transpomos, também naturalmente, para a nossa vida em sociedade, contribuindo para fazer dela uma verdadeira família, um autêntico mundo de paz.

A família humana, cada família é, deveria ser, essa é a sua principal razão de ser, uma comunidade de amor e de paz.

De verdadeiras famílias é o que os indivíduos e a sociedade mais precisam

Já o sabemos e acreditamos: a Família de Nazaré – a família de Jesus, Maria e José - é a mais sagrada de todas as famílias. Mas também sabemos e acreditamos que todas as famílias são sagradas.
Na verdade, Deus sonhou e criou o homem e a mulher à sua imagem e semelhança, ou seja, como uma família, já que Deus é uma família: Pai, Filho e Espírito Santo. É a família no seu todo, e não o homem e a mulher considerados individualmente, que é a imagem de Deus, o reflexo do seu ser e da sua vida. À imagem de Deus, a família é uma comunidade de amor geradora de vida!
Deus quis e quer que a vida dos homens na terra seja e se desenrole segundo modelo da vida do Céu, o seja, segundo o modelo da família divina, até porque é a essa meta última que Deus deseja conduzir a humanidade inteira.

Ao enviar o seu Filho ao mundo dos homens, Deus quis que Ele nascesse e vivesse numa família humana. E Deus providenciou-lhe essa família, escolhendo e preparando Maria e José. Até o Filho de Deus, na sua condição humana, teve necessidade de uma família!
Deus quis, como vimos no domingo passado, que José recebesse Maria como sua esposa e assumisse a missão de pai em relação a Jesus. Deste modo, ele passa a fazer parte integrante e insubstituível da sagrada família. Agindo assim, Deus reconhece que Maria, como qualquer mãe, tem necessidade de um marido e que Jesus, como qualquer filho deste mundo, tem necessidade de um pai. Mais, Deus mostra que só com José, o esposo e pai, a família fica completa e perfeita.
É nesta família e como membro desta família que Jesus vive, cresce e se desenvolve “em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”, isto é, de um modo equilibrado, harmonioso e feliz.

Toda a verdadeira família é sagrada, tem a sua origem em Deus, tem a aprovação e a bênção de Deus. Com efeito, a família, “enquanto comunhão íntima de vida e de amor fundada sobre o matrimónio entre um homem e uma mulher, é uma instituição divina colocada como fundamento da vida das pessoas” (Bento XVI).
  • Fundamento da vida das pessoas. As pessoas só podem viver e realizar-se como pessoas na comunhão de uma família. A família é necessária para todos e ao longo de toda a vida, e não só até ao momento em que cada um atinge a sua maturidade e autonomia. Trata-se de uma necessidade que abarca todo o existir do homem, desde o nascimento até à morte.
    Tanto assim é que o homem e a mulher, quando deixam o pai e a mãe, segundo a primeira página da Bíblia, só o fazem para se unirem um ao outro, ou seja, para formarem uma nova família.
  • Eles vão dar origem a uma nova família, para assim garantirem uma família até ao fim dos seus dias, uma vez que, segundo a normal lógica da vida, os pais partem antes dos filhos. Só dando origem a uma nova família – uma nova comunidade de amor geradora de vida – se perpétua a anterior, se assegura a sua sobrevivência, se garante o seu futuro.
    Por conseguinte, o deixar os pais, o formar uma nova família não significa, não pode significar, não seria justo que significasse renegar a família dos pais ou privar os pais da família, a família a que eles continua a ter direito e da qual continuam a ter necessidade até ao fim da sua vida.
  • Os filhos que partem não podem esquecer ou descurar os seus deveres em relação aos pais, sobretudo quando eles, por motivos de idade ou de doença, mais precisam do seu apoio e do seu amor.
O autor do livro de Ben-Sirá recorda oportunamente esses deveres dos filhos: “Filho, ampara a velhice do teu pai e não o desgostes durante a sua vida. Se a sua mente enfraquece, sê indulgente para com ele e não o desprezes, tu que estás no vigor da vida”.

A ingratidão para com os pais parece ser um mal antigo. A exortação do autor sagrado, a necessidade de dirigir este apelo aos filhos revela que muitos estavam em falta.
  • Hoje, também são muitos. São, infelizmente, cada vez mais aqueles que não cumprem o quarto mandamento das Lei de Deus. Por isso, são muitos os pais que, nas suas próprias casas ou nos lares onde os colocaram, sentem o esquecimento e abandono dos filhos. A solidão a que são votados torna dramática e angustiante a sua vida, constitui o seu maior sofrimento, o mais difícil de suportar! Uma dor intensa e amarga que, normalmente, eles aceitam e vivem no silêncio. O silêncio próprio de quem continua a amar, apesar do seu amor não ser correspondido por aqueles que mais amam!

  • O amor e o apoio aos pais não deve ser entendido nem vivido como um simples dever, muito menos como um peso ou um fardo. Pelo contrário, como uma providencial oportunidade que temos de lhes retribuir um pouco pelo muito que fizeram e continuam a fazer por nós. Digo, continuam a fazer, porque, apesar de limitados fisicamente ou mesmo mentalmente diminuídos, eles continuam a amar-nos, oferecendo os sacrifícios da sua vida e rezando a Deus por nós.
  • Quem ama verdadeiramente os pais, quem vê neles a imagem mais fiel de Deus (os pais são, na realidade, a imagem mais próxima Deus, são o que temos de mais sagrado na terra!), quem tem consciência de que existe e de que deve o que é ao amor continuado e sofrido dos pais, esse considera uma sorte e sente-se feliz por poder fazer e sofrer alguma coisa por eles.
  • Além disso, deve ter presente a generosa recompensa de Deus: “a tua caridade para com o teu pai nunca será esquecida e converter-se-á em desconto dos teus pecados”. Vede quanto vale aos olhos de Deus a caridade para com os pais! Ela obtém-nos o perdão dos pecados!


Aqueles que não amam e não cuidam dos pais, também não serão, por sua vez, bons pais em relação aos seus filhos. Esses não cumprirão responsavelmente a sua missão de pais, não construirão verdadeiras famílias.

De verdadeiras famílias é o que os indivíduos e a sociedade mais precisam.

Voltaremos a falar da família no dia de Ano Novo, já que o tema escolhido pelo Santo Padre para o próximo Dia Mundial da Paz é precisamente este: “Família humana, comunidade de paz”.
Entretanto, olhemos para a Sagrada Família de Nazaré, aprendamos com ela a ser família e imploremos a sua protecção para a nossa e para todas as famílias do mundo.

24 dezembro, 2007

A Todos um Feliz Natal


Aproveito para desejar a todos a presença viva de Jesus no coração, que Ele nasça todos os dias em cada um.
BOM NATAL

22 dezembro, 2007

O “drama da desertificação”

Mensagem de Natal do Bispo da Diocese da Guarda

Na sua Mensagem de Natal, o Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel da Rocha Felício mostra-se preocupado com o “drama da desertificação humana” da região e considera que a situação poderá ser alterada “se houver coragem política”.

Para o Prelado Diocesano “se o Governo tiver coragem política de discriminar positivamente as nossas regiões e soubermos canalizar investimentos vindos do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) para esta finalidade, certamente que nós vamos somar pontos e vamos encontrar caminhos”.

“O Senhor Presidente da República dizia que lhe parecia que já era tarde para atrair empresas para o nosso meio. Eu admito que não, se fizermos desta oportunidade, que dura seis anos, uma alavanca para, sobretudo, promovermos a iniciativa empresarial e de emprego dos nossos jovens”, afirmou D. Manuel da Rocha Felício aos jornalistas, após ter procedido à leitura da tradicional Mensagem Natalícia.

“Mais do que atrair grandes empresas” – considerou – “nós precisamos de ver os jovens da nossa terra empenhados em criar os seus próprios empregos”. “E há instrumentos à disposição de todos. Eu espero que as escolas, sobretudo as escolas terminais, voltem para aí a sua atenção de tal maneira que coloquem nas mãos dos jovens não só Diplomas que os enviam para o desemprego, mas, sobretudo, competências que os habilitem a entrar na produção de emprego e, isso é possível, nos condicionalismos que estão agora, objectivamente, criados”, considerou.

No tocante ao papel da Igreja neste processo, observou que a Cáritas Diocesana da Guarda, neste momento, “está a investir em frentes de luta contra a pobreza”, aludindo a um estudo já elaborado sobre a realidade da Diocese.

A diminuição da natalidade é outro assunto que preocupa o Bispo da Diocese da Guarda. D. Manuel da Rocha Felício considera que “ter um filho não pode ser oportunidade para a pessoa ser menos classificada em termos do seu emprego e da sua função social”. Para incrementar a natalidade no nosso país defende que seja posta em prática uma “discriminação positiva por via dos impostos”. “Sabemos hoje, que na Lei Portuguesa, um casal para pagar menos impostos, divorcia-se”, denunciou, considerando que “isto é um contra-senso”. “Então, um casal constituído paga xis de impostos, divorcia-se e paga menos impostos? Isto não passa pela cabeça de ninguém que quer construir um futuro de qualidade”. “Nós, se queremos construir um futuro de qualidade, temos que apostar nos valores e naquilo que dignifica as pessoas”, considerou.

Disse que esta situação “não tem jeito nenhum”. “Não passa pela cabeça de ninguém, mas são as contradições que hoje encontramos na praça pública. Temos que verificar, denunciar e, quando possível, anunciar caminhos alternativos”, sublinhou.

O Bispo da Diocese da Guarda mostrou-se esperançado que “as nossas leis passem a ser sensatas e não sejam um contra-senso como, em muitos aspectos, têm sido”.

Fonte: Jornal "A Guarda"

05 dezembro, 2007

D. Manuel Felício dá novas orientações pastorais para a Iniciação Cristã

A cúria Diocesana da Guarda acaba de publicar um texto com o título “Orientações pastorais para a Iniciação Cristã”.

Depois de um longo tempo de reflexão e consultas variadas, que demorou mais de um ano, o documento apresenta normas que foram elaboradas para ajudar os párocos e outros agentes pastorais e actuar com unidade de critérios na pastoral da Iniciação Cristã e da formação na Fé.

Depois de dizer o que é a Iniciação e o Catecumenado, o texto dá orientações para a prática pastoral em toda a nossa Diocese, nas seguintes situações:
  • Baptismo das crianças nos primeiros dias de vida;
  • Baptismo de crianças em idade de catequese;
  • Primeira Comunhão e Sacramento da Confirmação;
  • Adultos que pedem o Baptismo;
  • Iniciação Cristã e formação permanente de adultos baptizados em criança.

Recomenda-se vivamente a leitura e aplicação destas normas por todos os agentes pastorais, a começar pelos sacerdotes, para termos unidade de critérios, ao decidir sobre as várias situações aí contempladas”, refere D. Manuel Felício, Bispo da Guarda, em relação ao documento.

03 dezembro, 2007

Caminhada de Advento: CRISTÃO DE ADVENTO, PREPARA A PAZ!

Hoje somos particularmente sensíveis a palavras como paz, tolerância, concórdia.
Por volta do ano 740 antes de Cristo houve um profeta chamado Isaías que sonhou com um mundo de paz e quis que o seu povo se preparasse para vivê-lo. A liturgia deste primeiro Domingo do Advento convida-nos a estar alerta, preparandos esse novo horizonte que nos chega com o nascimento de Jesus, Rei da Paz.
Escutamos a Palavra de Deus (Is 2,1-5)
“Visão profética de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém: No fim dos tempos o monte do templo do Senhor estará firme, será o mais alto de todos, e dominará sobre as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos à montanha do Senhor, à casa do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor. Ele julgará as nações, e dará as suas leis a muitos povos os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados, e as suas lanças em foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e não se adestrarão mais para a guerra. Vinde, casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor” .


Os estudiosos incluem a passagem sobre a qual reflectimos hoje (Is 2,1-5) no contexto dos capítulos 2, 1-4, 6. Estes capítulos contêm uma série de palavras proféticas de denúncia e de salvação dirigidas a Israel e a Judá. A passagem que hoje lemos é uma palavra de salvação.


PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

A passagem fala de uma situação futura na qual se produzirá uma grande transformação.
Que ocorrerá com a colina donde se ergue o monte do Senhor?
Qual será a reacção de todos os povos?
No monte, os povos encontrarão a presença do Senhor, presença manifestada na sua Lei e Palavra. Uma Lei e uma Palavra que vêm de Deus; estão baseados num pacto de aliança e têm o poder de transformar a vida, de modificar a situação humana. Assim, quando Deus se constituir em juiz e árbitro das nações, então passar-se-á da dispersão e do caos à justiça e à paz.
Com que imagens se expressa esta conversão na passagem?
Desejando que chegue este futuro a todos os povos, Isaías termina o seu sonho com um convite a Israel: “Vinde caminhemos à luz do Senhor”!
Um convite que está em consonância com o apelo que nos é dirigido a partir do evangelho (Mt 24, 37-44): “Vigiai, porque podeis desviar-vos do caminho, estai preparados porque em qualquer momento pode aparecer o rei da paz”.
Revisão de vida
● A Palavra de Deus que escutámos como nos ilumina sobre os problemas concretos de divisão que há na nossa vida, na nossa família e no nosso mundo?
● Que podes tu fazer concretamente para preparar essa paz de que nos fala o texto?
Rezamos juntos
A Palavra escutada e a reflexão de grupo deram azo a que nos dirijamos a Deus pedindo-lhe pela paz no mundo, nos nossos ambientes, nos nossos corações. Podemos também dar-lhe graças pelos que trabalham para consegui-la e pelos êxitos que alcançámos no nosso caminho.

30 novembro, 2007

A NOVA ENCICLICA "Spe salvi" (Salvos pela Esperança)

Spe salvi (Salvos pela esperança) é o título da segunda encíclica de Bento XVI, dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente.
"O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança". O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.

Bento XVI considera que só é possível viver e aceitar o presente se houver "uma esperança fidedigna" e destaca a importância da eternidade, não no mundo actual - "a eliminação da morte ou o seu adiamento quase ilimitado deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível", mas como "um instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade".

"Deus é o fundamento da esperança, não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto".

A carta do Papa, hoje divulgada pelo Vaticano, defende que só Deus é a "verdadeira esperança" e aborda por diversas vezes a questão da "vida eterna", frisando que "ninguém se salva sozinho".

O documento começa por apresentar um enquadramento teológico da esperança cristã, a partir dos textos bíblicos e dos testemunhos das primeiras comunidades eclesiais. O Papa apresenta ainda os ensinamentos de vários Santos da Igreja a respeito do tema da encíclica e escreve que "conhecer Deus" significa "receber esperança".

Depois de negar que Jesus tenha trazido uma mensagem "sócio-revolucionária", Bento XVI aborda a questão da evolução para afirmar que "a vida não é um simples produto das leis e da casualidade da matéria, mas em tudo e, contemporaneamente, acima de tudo há uma vontade pessoal, há um Espírito que em Jesus se revelou como amor".

O Papa cita, entre outros, Platão, Lutero, Kant, Bacon, Dostoievski, Engels e Marx para falar de esperança e de esperanças, de razão e liberdade, da construção de um mundo sem Deus que pretende responder aos anseios do ser humano.

"Nenhuma estruturação positiva do mundo é possível nos lugares onde as almas se brutalizam".

Construções ideológicas

Para além das reflexões teológicas e filosóficas, o texto aborda sistemas e ideologias. "O homem não é só o produto de condições económicas nem se pode curar apenas desde o exterior, criando condições económicas favoráveis", indica o texto papal, ao criticar o "materialismo" marxista.

Bento XVI diz mesmo que "não existirá jamais neste mundo o reino do bem definitivamente consolidado" e que mesmo as melhores estruturas "só funcionam se numa comunidade subsistem convicções que sejam capazes de motivar os homens para uma livre adesão ao ordenamento comunitário".

“Se não podemos esperar mais do que é realmente alcançável de cada vez e de quanto nos seja possível oferecerem as autoridades políticas e económicas, a nossa vida arrisca-se bem depressa a ficar sem esperança”.

Quanto ao progresso científico, a encíclica alerta para as "possibilidades abissais de mal" que se têm aberto e pede uma "formação ética do homem" para que este progresso não se transforme numa "ameaça para o homem e para o mundo".

"Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor", assinala, numa crítica às pretensões do pensamento moderno.

Numa linha de continuidade com a sua primeira encíclica, Bento XVI sublinha a dimensão comunitária da esperança e refuta as críticas de que a salvação proposta pela fé cristã seja "fuga da responsabilidade geral". "O amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro".

A segunda parte deste documento teológico apresenta uma série de lições, considerações mais práticas sobre a vivência da esperança.

O Papa indica que rezar “não é retirar-se para o canto da própria felicidade e que “o nosso agir não é indiferente diante de Deus” nem para “o desenrolar da história”. “A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.

Neste ponto, Bento XVI adverte quem optou pela indiferença perante o amor, a verdade ou o bem, assinalando que “não é a fuga diante da dor” que cura o homem.

“A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.

A nova encíclica acaba por fazer referência ao ateísmo e a quantos querem “um mundo que deve criar a justiça por sua conta”, esquecendo que “Deus sabe criar a justiça”.

O chamado “juízo final” surge, assim, como um “apelo à responsabilidade e como um resposta “à impossibilidade de a injustiça da história ter a última palavra”. Por isso afasta a ideia de uma restauração universal e fala de inferno e purgatório, porque “com a morte a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva”.

“Como cristãos, não basta perguntarmo-nos como posso salvar-me, devemos antes perguntar: o que posso fazer para que os outros sejam salvos e nasça, também para eles a estrela da esperança? Então, terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”.
Leia a Nova Enciclica aqui

24 novembro, 2007

Magusto: uma boa ocasião para "cimentar" amizades

Depois do Crisma a caminhada de Fé não terminou. Agora é a ocasião de testemunhar a todos a alegria que inunda o coração de cada um. Por isso mesmo, amanhã todos os jovens são convidados a participar na Eucaristia e no magusto-convivio.
A professora Marilia em nome do Grupo "Trovadores de Deus" fez um apelo sentido a todos os crismandos para que deixassem actuar o Espirito Santo nos seus corações. A inserção num grupo de jovens é certamente uma boa proposta para aqueles que querem continuar a aprofundar a sua fé.
Vem e participa.
Eucaristia - Maçal do Chão - 14.00 h
Magusto - Convivio

20 novembro, 2007

O crisma não é o fim...

Para a Marta, a Sylvie e a Tânia que, no passado Sábado, receberam o sacramento do Crisma terminou a caminhada catequética, mas não terminou a caminhada de fé. Elas perceberam que o Crisma não é a porta de saída, mas o momento para testemunhar com grande coragem e enorme entusiasmo a alegria de ser cristão.
Como dizia João Paulo II: "Não tenhais medo" de ser cristãos, mesmo quando o ambiente é desfavorável porque agora não estais sós, mas o Espírito Santo que derramou sobre vós o dom da fortaleza, não vos abandonará. Dar-vos-á a força, a coragem para serdes testemunhas.

16 novembro, 2007

ELE está de olhos em ti...


ELE:

  • Conhece (-te)
  • Ama (-te)
  • Procura (-te)
  • Chama (- te)

VEM CONHECER JESUS... QUE CATIVA!

15 novembro, 2007

Sê generoso para com os Seminários

Dia 17 - Celebração do Crisma (a nível Arciprestal) - Igreja de Santa Maria - 15.00 h

Dia 18 - Eucaristia - 10.30 h

SEMINÁRIO:
  • Escola de formação Sacerdotal (uma história que começou em 1601... e continua a escrever-se hoje. Nos últimos 75 anos, o Seminário Maior da Guarda deu à Diocese 327 sacerdotes!!! Actualmente temos 20 seminaristas);

  • Um espaço aberto a outros serviços (residência para sacerdotesaposentados, Escola de Música Sacra, Serviços diocesanos - pré-Seminário - Vocações - Tribunal Eclesiástico - Catequese - Liturgia - Missões - Arte Sacra - EMRC);

  • A vida desta instituição faz-se com 200.000 euros anuais. Grande parte é fruto da generosidade de muitos cristãos.


10 novembro, 2007

SEMANA DOS SEMINÁRIOS

Este é o local onde cresce o futuro.

O Seminário é o “espaço e o tempo” em que se “acolhe e trabalha a sementeira, feita no campo imenso e plural da juventude”, um trabalho “criativo” nas famílias, nas comunidades, nos movimentos apostólicos, na pastoral juvenil e universitária, no voluntariado missionário, no serviço aos pobres e em tantos gestos de verdade, de heroicidade e de doação, mas que pede uma “aposta na esperança” e um “acreditar que o tempo não é perdido”.
A tão propalada "crise de vocações" na Igreja Católica não pode ser dissociada da vivência da fé nas famílias cristãs.
O progressivo decréscimo das vocações no Ocidente liga-se "à diminuição do número de famílias que vivem com uma referência explícita à fé". Falta a "compreensão da identidade vocacional enquanto família e referência ao Evangelho, mas também enquanto vivência dessa identidade que se traduz numa missão concreta na Igreja".

05 novembro, 2007

"Hoje a salvação entrou nesta casa".

Hoje a salvação acontece na vida de Zaqueu, “porque Zaqueu também é filho de Abraão”. Zaqueu também está abrangido pela promessa da salvação de Deus, do Deus que ama todos os homens, mesmo os maiores pecadores.

  • A salvação acontece, porque Jesus “veio procurar e salvar o que estava perdido”. Jesus também veio procurar Zaqueu, tal como o pastor procura a ovelha perdida, manifestando-lhe o amor misericordioso de Deus.

  • A salvação acontece, porque Zaqueu foi ao encontro de Jesus, recebeu-O em sua casa, acolheu-O na sua vida, deixou-se tocar por Ele, aceitou o desafio de uma vida nova.
  • A salvação acontece, porque Jesus não receia aproximar-se dos publicanos e de conviver com Eles. Jesus não teme nem o inibem as murmurações e a desaprovação dos fariseus. Pelo contrário, resiste-lhes com frontalidade, pondo de manifesto as suas contradições.
  • A salvação acontece, porque Zaqueu também não se deixa vencer pelos preconceitos. O desejo de ver Jesus sobrepõe-se a tudo o que as pessoas possam dizer ou comentar a seu respeito. Nesse sentido, ele corre à frente da multidão e sobe a uma árvore.
Depois, vem o encontro pessoal e íntimo com Jesus. Para conhecer e acreditar, para que a salvação possa acontecer, é necessário escutar, privar de perto, partilhar a vida, abrir a mente e o coração à graça de Deus.

“Hoje entrou a salvação nesta casa…” .
Nesta casa onde, segundo os critérios dos fariseus, Jesus não deveria entrar; aconteceu na vida de um homem que, segundo os critérios dos mesmos fariseus, Jesus deveria evitar. A salvação aconteceu na vida de Zaqueu, porque Deus não se deixa condicionar nem aprisionar pelos critérios dos homens. Os homens não podem impor limites ao amor de Deus! Não podem ser eles a dizer quem é que Deus deve ou não salvar!
Por isso mesmo, Jesus salva aquele homem que os fariseus já tinham condenado, que eles consideravam como excluído e rejeitado por Deus. Se Deus fosse como os fariseus queriam e imaginavam que fosse, seria um Deus que não conviria aos homens!
A salvação acontece na vida de Zaqueu e são vários os sinais a testemunhar isso mesmo: a alegria com que recebe Jesus, a confissão das suas culpas e o arrependimento que manifesta, a reparação dos danos causados e a partilha dos seus bens.
A salvação gera vida nova, uma nova atitude do homem em relação a Deus e em relação ao seu semelhante. Zaqueu, convertido a Deus, torna-se particularmente solidário e generoso em relação aos pobres, aos quais dá metade dos seus bens.

31 outubro, 2007

No céu, seremos felizes e plenamente felizes!

No Céu, seremos felizes e plenamente felizes! Caso contrário, não seria Céu! Seremos felizes, antes de mais, porque estaremos junto de quem mais nos ama – Deus - e nos envolve e enriquece eternamente com o seu amor.
• No Céu seremos felizes, não porque teremos lá todos os bens e riqueza que desejámos possuir na terra, mas porque possuiremos o mais excelente de todos os bens – a vida de Deus! Lá, já não desejaremos os bens da terra nem sentiremos pena dos bens que cá tivermos deixado!
• Seremos felizes, não porque teremos uma bela vivenda para viver à nossa vontade, sem termos que nos encontrar com quem não gostámos de viver nesta vida, mas porque conseguiremos gostar de todos e viver em perfeita comu-nhão com todos os que lá vivem!
• Seremos felizes, porque no Céu não há stress e isso é mesmo muito bom! Na terra, temos pouco tempo e muitas coisas para fazer; temos muitas coisas para fazer e temos pouco tempo para amar. No Céu, teremos toda a eterni-dade só para amar!
• No Céu, teremos sossego assegurado, porque ninguém engana ninguém. Lá, não é possível o fingimento. Todos sere-mos transparentes e puros de coração. Lá, ninguém rouba o lugar de ninguém, ninguém tenta passar pelo que não é nem sobrepor-se aos outros para chegar mais longe. Lá compreenderemos que a felicidade de cada um depende da felicidade de todos. Lá não é possível sacrificar a felicidade de ninguém.
• No Céu, apesar de aí vivermos para sempre, não haverá cansaço nem tédio. O Deus que criou um mundo tão imen-so e tão variado, para nele passarmos tão breve tempo, como não terá colocado todo o seu brio e engenho (o brio e o engenho do seu amor infinito) ao criar o Céu, onde viveremos eternamente com Ele!
A vida do Céu é luz e verdade, amor e comunhão, paz e alegria! A vida do Céu é Deus, é ver a Deus face a face, tal como Ele é. No Céu seremos felizes e não nos cansaremos de o ser, porque atingiremos a plenitude do que desejamos e somos chamados a ser! E nós desejamos e somos chamados por Deus a ser felizes e a sê-lo eternamente.

29 outubro, 2007

PRECISAMOS DE SANTOS...

... sem véu ou batina;
... de calça jeans e tênis;
... que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos;
... que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade;
... que tenham tempo todo dia para rezar e saibam namorar na pureza e castidade;
... modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo;
... comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais;
... que se santifiquem no mundo;
... que não tenham medo de viver no mundo;
... que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas;
... que amem a Eucaristia e que tomem um refrigerante ou comam pizza no fim-de-semana com os amigos;
... que gostem de teatro, de música, de dança, de desporto;
... sociáveis, abertos, normais, alegres, companheiros;
... que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.

João Paulo II

27 outubro, 2007

Festival e roteiro... do Borrego

A Câmara de Celorico da Beira promove, de hoje até dia 3 de Novembro, um festival do borrego, com o objectivo de divulgar aquela iguaria gastronómica local. O evento, que é realizado pela primeira vez, inclui uma feira do borrego, a ter lugar na freguesia de Carrapichana, e um roteiro gastronómico que envolverá 21 restaurantes do concelho.

Borrego guisado, recheado, grelhado, assado no forno, caldeirada e feijoada de borrego, são algumas das ementas que os visitantes poderão apreciar durante o evento.

As raças do Queijo da Serra
Os pastos do concelho de Celorico da Beira apascentam, anualmente, cerca de 30 mil ovelhas das raças "bordaleira" e "churra mondegueira".
São duas variedades particularmente apreciadas pelos gastrónomos mais exigentes, sendo a Bordaleira da Serra da Estrela, desde sempre, seleccionada para a produção de leite, o qual se utiliza na produção do famoso Queijo da Serra da Estrela. Aliás, a ligação da raça ao queijo já era cantada pelo dramaturgo português do século XVI, Gil Vicente, no "Auto dos Pastores".


Fonte: Diário das Beiras

23 outubro, 2007

Horários

Dia 27 - Eucaristia - Açores - 19.00 h
Dia 28 - Eucaristia - Aldeia Rica - 13.30 h
Dia 1 - Eucaristia e Romagem ao Cemitério - 11.00 h

16 outubro, 2007

Horários

Dia 21
Açores - Eucaristia -9.15 h
Aldeia Rica - Celebração - 13.30 h

Peditório para as Missões

13 outubro, 2007

Fotos da Festa do Emigrante


Fotos enviadas pelo Carlos Manuel Rodrigues. Ao qual quero agradecer aqui toda a colaboração prestada. OBRIGADO.

08 outubro, 2007

O 5º, 6º e 7º anos de Catequese iniciam Quarta Feira um novo ano

O princípio do ano escolar é um tempo propício, favorável e imprescindível no percurso pedagógico, no processo educativo das Escolas e no itinerário catequético das Comuni-dades cristãs. As famílias vivem este tempo com encanto, com interesse e com esperança, porque aqui se situa o horizonte de uma necessária e saudável complementaridade entre as famílias e tantos outros agentes educativos que se completam nesta missão única e comum - a missão de educar.
O educador cristão deve aprender a pedagogia vivida na escola dos discípulos de Jesus, o Mestre, deixando-se moldar pelos critérios do Evangelho e pelos paradigmas das Bem-aventuranças e encontrando em cada novo dia de Catequese a alegria, a coragem e o gosto de educar. O educador cristão deve procurar na oração, na escuta da Palavra e na celebração da fé e dos sacramentos ouvir Deus e viver de Deus para depois falar de Deus, da sua vida e do seu amor, àqueles a que é enviado a ensinar e a educar.
Educar é para o cristão falar de Deus e da mensagem do Evangelho de Jesus, o Filho de Deus. Educar é falar com Deus na oração dos educadores, das famílias e das comunidades.
Educar é, finalmente, revelar uma coerência de vida no testemunho de pais e de educadores na certeza de que se aprende sempre mais nos exemplos do que nas palavras.
A educação não pode silenciar Deus, não deve esquecer Deus, porque sempre que isso acontece é a vida humana que perde sentido e a sociedade que se desencontra do seu rumo histórico.
Na próxima Quarta-Feira, pelas 15.30 h,
iniciamos a Catequese do 5º, 6º e 7º Anos.
É um grande esforço a nível Arciprestal.
Concentrar todos aqueles que querem aprofundar os seus conhecimentos e avançar na sua vida de cristãos num único espaço (Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos) não é fácil, mas é o futuro. As condições fisicas e pedagógicas são incomparavelmente melhores. Certamente, os pais que estão convictos da importância da formação religiosa dos filhos, irão empenhar-se e a colaborar connosco.
Participa e colabora na educação cristã do teu filho.

07 outubro, 2007

"“Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor”.

Entre as obras da fé sobressai a de dar testemunho de Jesus Cristo. “Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor”.
Ser verdadeiro discípulo de Jesus implica :
• sê-lo com lucidez e convicção, com coragem e ousadia, e dá-lo a conhecer com a própria vida;
• estar preparado e disposto a sofrer por Cristo, pelo seu Evangelho, pelo Reino de Deus;
• sê-lo todos os dias, em todos os lugares e em todas as circunstâncias, colocando-se sempre do lado da verdade e do bem;
• remar contra a corrente da sociedade, defendendo a vida, o casamento e a família (os bispos europeus falaram do assunto recentemente), bem como os princípios e os valores morais que devem pautar os comportamentos e as relações entre as pessoas.

Não ter vergonha (dar testemunho) de celebrar a fé:
1. participando na Eucaristia dominical (mesmo que muitos outros o não façam),
2. confessando-se (mesmo que já sejam poucos a fazê-lo),
3. rezando sozinhos ou com a comunidade, privada-mente ou em público (mesmo que sejam objecto de crítica ou olhados com desprezo).
4. Não ter vergonha de entrar na Igreja (nos funerais ou nos casamentos), mesmo se muitos ficam do lado de fora;
5. e de abrir a boca para rezar, mesmo se muitos só a abrem para falar;
6. não ter vergonha de se afirmar como cristão mesmo nos ambientes mais adversos.

Quando se tem vergonha ou medo,
Quando se age condicionado pelas pessoas que nos rodeiam,
Quando evitamos as situações que exigem de nós uma tomada de posição,
Quando deixamos de dizer verdades inconvenientes para não ferir susceptibilidades,
Quando o nosso comodismo é mais forte do que a nossa fé…
significa que não somos verdadeiros discípulos de Jesus
e não merecemos levar o nome de cristãos
.

Não te envergonhes e dá testemunho de Nosso Senhor. Através de ti, Jesus deseja tornar-se visível e próximo das pessoas, dialogar com elas e falar-lhes ao coração, mostrar-lhes como Deus as ama e as quer salvar.
Que através de ti, da tua vida e das obras da tua fé, os homens possam descobrir e entender as vantagens de acreditar em Deus e de seguir Jesus Cristo. Que olhando para ti, captando a alegria e a coerência da tua vida, os homens possam sentir-se impelidos a louvar e glorificar a Deus, o Pai que está no Céu!