03 dezembro, 2007

Caminhada de Advento: CRISTÃO DE ADVENTO, PREPARA A PAZ!

Hoje somos particularmente sensíveis a palavras como paz, tolerância, concórdia.
Por volta do ano 740 antes de Cristo houve um profeta chamado Isaías que sonhou com um mundo de paz e quis que o seu povo se preparasse para vivê-lo. A liturgia deste primeiro Domingo do Advento convida-nos a estar alerta, preparandos esse novo horizonte que nos chega com o nascimento de Jesus, Rei da Paz.
Escutamos a Palavra de Deus (Is 2,1-5)
“Visão profética de Isaías, filho de Amós, sobre Judá e Jerusalém: No fim dos tempos o monte do templo do Senhor estará firme, será o mais alto de todos, e dominará sobre as colinas. Acorrerão a ele todas as gentes, virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos à montanha do Senhor, à casa do Deus de Jacob. Ele nos ensinará os seus caminhos, e nós andaremos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor. Ele julgará as nações, e dará as suas leis a muitos povos os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados, e as suas lanças em foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e não se adestrarão mais para a guerra. Vinde, casa de Jacob, caminhemos à luz do Senhor” .


Os estudiosos incluem a passagem sobre a qual reflectimos hoje (Is 2,1-5) no contexto dos capítulos 2, 1-4, 6. Estes capítulos contêm uma série de palavras proféticas de denúncia e de salvação dirigidas a Israel e a Judá. A passagem que hoje lemos é uma palavra de salvação.


PRIMEIRO DOMINGO DO ADVENTO

A passagem fala de uma situação futura na qual se produzirá uma grande transformação.
Que ocorrerá com a colina donde se ergue o monte do Senhor?
Qual será a reacção de todos os povos?
No monte, os povos encontrarão a presença do Senhor, presença manifestada na sua Lei e Palavra. Uma Lei e uma Palavra que vêm de Deus; estão baseados num pacto de aliança e têm o poder de transformar a vida, de modificar a situação humana. Assim, quando Deus se constituir em juiz e árbitro das nações, então passar-se-á da dispersão e do caos à justiça e à paz.
Com que imagens se expressa esta conversão na passagem?
Desejando que chegue este futuro a todos os povos, Isaías termina o seu sonho com um convite a Israel: “Vinde caminhemos à luz do Senhor”!
Um convite que está em consonância com o apelo que nos é dirigido a partir do evangelho (Mt 24, 37-44): “Vigiai, porque podeis desviar-vos do caminho, estai preparados porque em qualquer momento pode aparecer o rei da paz”.
Revisão de vida
● A Palavra de Deus que escutámos como nos ilumina sobre os problemas concretos de divisão que há na nossa vida, na nossa família e no nosso mundo?
● Que podes tu fazer concretamente para preparar essa paz de que nos fala o texto?
Rezamos juntos
A Palavra escutada e a reflexão de grupo deram azo a que nos dirijamos a Deus pedindo-lhe pela paz no mundo, nos nossos ambientes, nos nossos corações. Podemos também dar-lhe graças pelos que trabalham para consegui-la e pelos êxitos que alcançámos no nosso caminho.

30 novembro, 2007

A NOVA ENCICLICA "Spe salvi" (Salvos pela Esperança)

Spe salvi (Salvos pela esperança) é o título da segunda encíclica de Bento XVI, dedicada ao tema da esperança cristã, num mundo dominado pela descrença e a desconfiança perante as questões relacionadas com o transcendente.
"O homem tem necessidade de Deus, de contrário fica privado de esperança". O Deus em que os cristãos acreditam apresenta-se como verdadeira esperança para o mundo contemporâneo porque lhe abre uma perspectiva de salvação.

Bento XVI considera que só é possível viver e aceitar o presente se houver "uma esperança fidedigna" e destaca a importância da eternidade, não no mundo actual - "a eliminação da morte ou o seu adiamento quase ilimitado deixaria a terra e a humanidade numa condição impossível", mas como "um instante repleto de satisfação, onde a totalidade nos abraça e nós abraçamos a totalidade".

"Deus é o fundamento da esperança, não um deus qualquer, mas aquele Deus que possui um rosto humano e que nos amou até ao fim: cada indivíduo e a humanidade no seu conjunto".

A carta do Papa, hoje divulgada pelo Vaticano, defende que só Deus é a "verdadeira esperança" e aborda por diversas vezes a questão da "vida eterna", frisando que "ninguém se salva sozinho".

O documento começa por apresentar um enquadramento teológico da esperança cristã, a partir dos textos bíblicos e dos testemunhos das primeiras comunidades eclesiais. O Papa apresenta ainda os ensinamentos de vários Santos da Igreja a respeito do tema da encíclica e escreve que "conhecer Deus" significa "receber esperança".

Depois de negar que Jesus tenha trazido uma mensagem "sócio-revolucionária", Bento XVI aborda a questão da evolução para afirmar que "a vida não é um simples produto das leis e da casualidade da matéria, mas em tudo e, contemporaneamente, acima de tudo há uma vontade pessoal, há um Espírito que em Jesus se revelou como amor".

O Papa cita, entre outros, Platão, Lutero, Kant, Bacon, Dostoievski, Engels e Marx para falar de esperança e de esperanças, de razão e liberdade, da construção de um mundo sem Deus que pretende responder aos anseios do ser humano.

"Nenhuma estruturação positiva do mundo é possível nos lugares onde as almas se brutalizam".

Construções ideológicas

Para além das reflexões teológicas e filosóficas, o texto aborda sistemas e ideologias. "O homem não é só o produto de condições económicas nem se pode curar apenas desde o exterior, criando condições económicas favoráveis", indica o texto papal, ao criticar o "materialismo" marxista.

Bento XVI diz mesmo que "não existirá jamais neste mundo o reino do bem definitivamente consolidado" e que mesmo as melhores estruturas "só funcionam se numa comunidade subsistem convicções que sejam capazes de motivar os homens para uma livre adesão ao ordenamento comunitário".

“Se não podemos esperar mais do que é realmente alcançável de cada vez e de quanto nos seja possível oferecerem as autoridades políticas e económicas, a nossa vida arrisca-se bem depressa a ficar sem esperança”.

Quanto ao progresso científico, a encíclica alerta para as "possibilidades abissais de mal" que se têm aberto e pede uma "formação ética do homem" para que este progresso não se transforme numa "ameaça para o homem e para o mundo".

"Não é a ciência que redime o homem. O homem é redimido pelo amor", assinala, numa crítica às pretensões do pensamento moderno.

Numa linha de continuidade com a sua primeira encíclica, Bento XVI sublinha a dimensão comunitária da esperança e refuta as críticas de que a salvação proposta pela fé cristã seja "fuga da responsabilidade geral". "O amor de Deus revela-se na responsabilidade pelo outro".

A segunda parte deste documento teológico apresenta uma série de lições, considerações mais práticas sobre a vivência da esperança.

O Papa indica que rezar “não é retirar-se para o canto da própria felicidade e que “o nosso agir não é indiferente diante de Deus” nem para “o desenrolar da história”. “A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.

Neste ponto, Bento XVI adverte quem optou pela indiferença perante o amor, a verdade ou o bem, assinalando que “não é a fuga diante da dor” que cura o homem.

“A capacidade de sofrer por amor da verdade é medida de humanidade”.

A nova encíclica acaba por fazer referência ao ateísmo e a quantos querem “um mundo que deve criar a justiça por sua conta”, esquecendo que “Deus sabe criar a justiça”.

O chamado “juízo final” surge, assim, como um “apelo à responsabilidade e como um resposta “à impossibilidade de a injustiça da história ter a última palavra”. Por isso afasta a ideia de uma restauração universal e fala de inferno e purgatório, porque “com a morte a opção de vida feita pelo homem torna-se definitiva”.

“Como cristãos, não basta perguntarmo-nos como posso salvar-me, devemos antes perguntar: o que posso fazer para que os outros sejam salvos e nasça, também para eles a estrela da esperança? Então, terei feito também o máximo pela minha salvação pessoal”.
Leia a Nova Enciclica aqui

24 novembro, 2007

Magusto: uma boa ocasião para "cimentar" amizades

Depois do Crisma a caminhada de Fé não terminou. Agora é a ocasião de testemunhar a todos a alegria que inunda o coração de cada um. Por isso mesmo, amanhã todos os jovens são convidados a participar na Eucaristia e no magusto-convivio.
A professora Marilia em nome do Grupo "Trovadores de Deus" fez um apelo sentido a todos os crismandos para que deixassem actuar o Espirito Santo nos seus corações. A inserção num grupo de jovens é certamente uma boa proposta para aqueles que querem continuar a aprofundar a sua fé.
Vem e participa.
Eucaristia - Maçal do Chão - 14.00 h
Magusto - Convivio

20 novembro, 2007

O crisma não é o fim...

Para a Marta, a Sylvie e a Tânia que, no passado Sábado, receberam o sacramento do Crisma terminou a caminhada catequética, mas não terminou a caminhada de fé. Elas perceberam que o Crisma não é a porta de saída, mas o momento para testemunhar com grande coragem e enorme entusiasmo a alegria de ser cristão.
Como dizia João Paulo II: "Não tenhais medo" de ser cristãos, mesmo quando o ambiente é desfavorável porque agora não estais sós, mas o Espírito Santo que derramou sobre vós o dom da fortaleza, não vos abandonará. Dar-vos-á a força, a coragem para serdes testemunhas.

16 novembro, 2007

ELE está de olhos em ti...


ELE:

  • Conhece (-te)
  • Ama (-te)
  • Procura (-te)
  • Chama (- te)

VEM CONHECER JESUS... QUE CATIVA!

15 novembro, 2007

Sê generoso para com os Seminários

Dia 17 - Celebração do Crisma (a nível Arciprestal) - Igreja de Santa Maria - 15.00 h

Dia 18 - Eucaristia - 10.30 h

SEMINÁRIO:
  • Escola de formação Sacerdotal (uma história que começou em 1601... e continua a escrever-se hoje. Nos últimos 75 anos, o Seminário Maior da Guarda deu à Diocese 327 sacerdotes!!! Actualmente temos 20 seminaristas);

  • Um espaço aberto a outros serviços (residência para sacerdotesaposentados, Escola de Música Sacra, Serviços diocesanos - pré-Seminário - Vocações - Tribunal Eclesiástico - Catequese - Liturgia - Missões - Arte Sacra - EMRC);

  • A vida desta instituição faz-se com 200.000 euros anuais. Grande parte é fruto da generosidade de muitos cristãos.


10 novembro, 2007

SEMANA DOS SEMINÁRIOS

Este é o local onde cresce o futuro.

O Seminário é o “espaço e o tempo” em que se “acolhe e trabalha a sementeira, feita no campo imenso e plural da juventude”, um trabalho “criativo” nas famílias, nas comunidades, nos movimentos apostólicos, na pastoral juvenil e universitária, no voluntariado missionário, no serviço aos pobres e em tantos gestos de verdade, de heroicidade e de doação, mas que pede uma “aposta na esperança” e um “acreditar que o tempo não é perdido”.
A tão propalada "crise de vocações" na Igreja Católica não pode ser dissociada da vivência da fé nas famílias cristãs.
O progressivo decréscimo das vocações no Ocidente liga-se "à diminuição do número de famílias que vivem com uma referência explícita à fé". Falta a "compreensão da identidade vocacional enquanto família e referência ao Evangelho, mas também enquanto vivência dessa identidade que se traduz numa missão concreta na Igreja".

05 novembro, 2007

"Hoje a salvação entrou nesta casa".

Hoje a salvação acontece na vida de Zaqueu, “porque Zaqueu também é filho de Abraão”. Zaqueu também está abrangido pela promessa da salvação de Deus, do Deus que ama todos os homens, mesmo os maiores pecadores.

  • A salvação acontece, porque Jesus “veio procurar e salvar o que estava perdido”. Jesus também veio procurar Zaqueu, tal como o pastor procura a ovelha perdida, manifestando-lhe o amor misericordioso de Deus.

  • A salvação acontece, porque Zaqueu foi ao encontro de Jesus, recebeu-O em sua casa, acolheu-O na sua vida, deixou-se tocar por Ele, aceitou o desafio de uma vida nova.
  • A salvação acontece, porque Jesus não receia aproximar-se dos publicanos e de conviver com Eles. Jesus não teme nem o inibem as murmurações e a desaprovação dos fariseus. Pelo contrário, resiste-lhes com frontalidade, pondo de manifesto as suas contradições.
  • A salvação acontece, porque Zaqueu também não se deixa vencer pelos preconceitos. O desejo de ver Jesus sobrepõe-se a tudo o que as pessoas possam dizer ou comentar a seu respeito. Nesse sentido, ele corre à frente da multidão e sobe a uma árvore.
Depois, vem o encontro pessoal e íntimo com Jesus. Para conhecer e acreditar, para que a salvação possa acontecer, é necessário escutar, privar de perto, partilhar a vida, abrir a mente e o coração à graça de Deus.

“Hoje entrou a salvação nesta casa…” .
Nesta casa onde, segundo os critérios dos fariseus, Jesus não deveria entrar; aconteceu na vida de um homem que, segundo os critérios dos mesmos fariseus, Jesus deveria evitar. A salvação aconteceu na vida de Zaqueu, porque Deus não se deixa condicionar nem aprisionar pelos critérios dos homens. Os homens não podem impor limites ao amor de Deus! Não podem ser eles a dizer quem é que Deus deve ou não salvar!
Por isso mesmo, Jesus salva aquele homem que os fariseus já tinham condenado, que eles consideravam como excluído e rejeitado por Deus. Se Deus fosse como os fariseus queriam e imaginavam que fosse, seria um Deus que não conviria aos homens!
A salvação acontece na vida de Zaqueu e são vários os sinais a testemunhar isso mesmo: a alegria com que recebe Jesus, a confissão das suas culpas e o arrependimento que manifesta, a reparação dos danos causados e a partilha dos seus bens.
A salvação gera vida nova, uma nova atitude do homem em relação a Deus e em relação ao seu semelhante. Zaqueu, convertido a Deus, torna-se particularmente solidário e generoso em relação aos pobres, aos quais dá metade dos seus bens.

31 outubro, 2007

No céu, seremos felizes e plenamente felizes!

No Céu, seremos felizes e plenamente felizes! Caso contrário, não seria Céu! Seremos felizes, antes de mais, porque estaremos junto de quem mais nos ama – Deus - e nos envolve e enriquece eternamente com o seu amor.
• No Céu seremos felizes, não porque teremos lá todos os bens e riqueza que desejámos possuir na terra, mas porque possuiremos o mais excelente de todos os bens – a vida de Deus! Lá, já não desejaremos os bens da terra nem sentiremos pena dos bens que cá tivermos deixado!
• Seremos felizes, não porque teremos uma bela vivenda para viver à nossa vontade, sem termos que nos encontrar com quem não gostámos de viver nesta vida, mas porque conseguiremos gostar de todos e viver em perfeita comu-nhão com todos os que lá vivem!
• Seremos felizes, porque no Céu não há stress e isso é mesmo muito bom! Na terra, temos pouco tempo e muitas coisas para fazer; temos muitas coisas para fazer e temos pouco tempo para amar. No Céu, teremos toda a eterni-dade só para amar!
• No Céu, teremos sossego assegurado, porque ninguém engana ninguém. Lá, não é possível o fingimento. Todos sere-mos transparentes e puros de coração. Lá, ninguém rouba o lugar de ninguém, ninguém tenta passar pelo que não é nem sobrepor-se aos outros para chegar mais longe. Lá compreenderemos que a felicidade de cada um depende da felicidade de todos. Lá não é possível sacrificar a felicidade de ninguém.
• No Céu, apesar de aí vivermos para sempre, não haverá cansaço nem tédio. O Deus que criou um mundo tão imen-so e tão variado, para nele passarmos tão breve tempo, como não terá colocado todo o seu brio e engenho (o brio e o engenho do seu amor infinito) ao criar o Céu, onde viveremos eternamente com Ele!
A vida do Céu é luz e verdade, amor e comunhão, paz e alegria! A vida do Céu é Deus, é ver a Deus face a face, tal como Ele é. No Céu seremos felizes e não nos cansaremos de o ser, porque atingiremos a plenitude do que desejamos e somos chamados a ser! E nós desejamos e somos chamados por Deus a ser felizes e a sê-lo eternamente.

29 outubro, 2007

PRECISAMOS DE SANTOS...

... sem véu ou batina;
... de calça jeans e tênis;
... que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos;
... que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade;
... que tenham tempo todo dia para rezar e saibam namorar na pureza e castidade;
... modernos, Santos do século XXI com uma espiritualidade inserida em nosso tempo;
... comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais;
... que se santifiquem no mundo;
... que não tenham medo de viver no mundo;
... que bebam Coca-Cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas;
... que amem a Eucaristia e que tomem um refrigerante ou comam pizza no fim-de-semana com os amigos;
... que gostem de teatro, de música, de dança, de desporto;
... sociáveis, abertos, normais, alegres, companheiros;
... que estejam no mundo e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos.

João Paulo II

27 outubro, 2007

Festival e roteiro... do Borrego

A Câmara de Celorico da Beira promove, de hoje até dia 3 de Novembro, um festival do borrego, com o objectivo de divulgar aquela iguaria gastronómica local. O evento, que é realizado pela primeira vez, inclui uma feira do borrego, a ter lugar na freguesia de Carrapichana, e um roteiro gastronómico que envolverá 21 restaurantes do concelho.

Borrego guisado, recheado, grelhado, assado no forno, caldeirada e feijoada de borrego, são algumas das ementas que os visitantes poderão apreciar durante o evento.

As raças do Queijo da Serra
Os pastos do concelho de Celorico da Beira apascentam, anualmente, cerca de 30 mil ovelhas das raças "bordaleira" e "churra mondegueira".
São duas variedades particularmente apreciadas pelos gastrónomos mais exigentes, sendo a Bordaleira da Serra da Estrela, desde sempre, seleccionada para a produção de leite, o qual se utiliza na produção do famoso Queijo da Serra da Estrela. Aliás, a ligação da raça ao queijo já era cantada pelo dramaturgo português do século XVI, Gil Vicente, no "Auto dos Pastores".


Fonte: Diário das Beiras

23 outubro, 2007

Horários

Dia 27 - Eucaristia - Açores - 19.00 h
Dia 28 - Eucaristia - Aldeia Rica - 13.30 h
Dia 1 - Eucaristia e Romagem ao Cemitério - 11.00 h

16 outubro, 2007

Horários

Dia 21
Açores - Eucaristia -9.15 h
Aldeia Rica - Celebração - 13.30 h

Peditório para as Missões

13 outubro, 2007

Fotos da Festa do Emigrante


Fotos enviadas pelo Carlos Manuel Rodrigues. Ao qual quero agradecer aqui toda a colaboração prestada. OBRIGADO.

08 outubro, 2007

O 5º, 6º e 7º anos de Catequese iniciam Quarta Feira um novo ano

O princípio do ano escolar é um tempo propício, favorável e imprescindível no percurso pedagógico, no processo educativo das Escolas e no itinerário catequético das Comuni-dades cristãs. As famílias vivem este tempo com encanto, com interesse e com esperança, porque aqui se situa o horizonte de uma necessária e saudável complementaridade entre as famílias e tantos outros agentes educativos que se completam nesta missão única e comum - a missão de educar.
O educador cristão deve aprender a pedagogia vivida na escola dos discípulos de Jesus, o Mestre, deixando-se moldar pelos critérios do Evangelho e pelos paradigmas das Bem-aventuranças e encontrando em cada novo dia de Catequese a alegria, a coragem e o gosto de educar. O educador cristão deve procurar na oração, na escuta da Palavra e na celebração da fé e dos sacramentos ouvir Deus e viver de Deus para depois falar de Deus, da sua vida e do seu amor, àqueles a que é enviado a ensinar e a educar.
Educar é para o cristão falar de Deus e da mensagem do Evangelho de Jesus, o Filho de Deus. Educar é falar com Deus na oração dos educadores, das famílias e das comunidades.
Educar é, finalmente, revelar uma coerência de vida no testemunho de pais e de educadores na certeza de que se aprende sempre mais nos exemplos do que nas palavras.
A educação não pode silenciar Deus, não deve esquecer Deus, porque sempre que isso acontece é a vida humana que perde sentido e a sociedade que se desencontra do seu rumo histórico.
Na próxima Quarta-Feira, pelas 15.30 h,
iniciamos a Catequese do 5º, 6º e 7º Anos.
É um grande esforço a nível Arciprestal.
Concentrar todos aqueles que querem aprofundar os seus conhecimentos e avançar na sua vida de cristãos num único espaço (Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos) não é fácil, mas é o futuro. As condições fisicas e pedagógicas são incomparavelmente melhores. Certamente, os pais que estão convictos da importância da formação religiosa dos filhos, irão empenhar-se e a colaborar connosco.
Participa e colabora na educação cristã do teu filho.

07 outubro, 2007

"“Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor”.

Entre as obras da fé sobressai a de dar testemunho de Jesus Cristo. “Não te envergonhes de dar testemunho de Nosso Senhor”.
Ser verdadeiro discípulo de Jesus implica :
• sê-lo com lucidez e convicção, com coragem e ousadia, e dá-lo a conhecer com a própria vida;
• estar preparado e disposto a sofrer por Cristo, pelo seu Evangelho, pelo Reino de Deus;
• sê-lo todos os dias, em todos os lugares e em todas as circunstâncias, colocando-se sempre do lado da verdade e do bem;
• remar contra a corrente da sociedade, defendendo a vida, o casamento e a família (os bispos europeus falaram do assunto recentemente), bem como os princípios e os valores morais que devem pautar os comportamentos e as relações entre as pessoas.

Não ter vergonha (dar testemunho) de celebrar a fé:
1. participando na Eucaristia dominical (mesmo que muitos outros o não façam),
2. confessando-se (mesmo que já sejam poucos a fazê-lo),
3. rezando sozinhos ou com a comunidade, privada-mente ou em público (mesmo que sejam objecto de crítica ou olhados com desprezo).
4. Não ter vergonha de entrar na Igreja (nos funerais ou nos casamentos), mesmo se muitos ficam do lado de fora;
5. e de abrir a boca para rezar, mesmo se muitos só a abrem para falar;
6. não ter vergonha de se afirmar como cristão mesmo nos ambientes mais adversos.

Quando se tem vergonha ou medo,
Quando se age condicionado pelas pessoas que nos rodeiam,
Quando evitamos as situações que exigem de nós uma tomada de posição,
Quando deixamos de dizer verdades inconvenientes para não ferir susceptibilidades,
Quando o nosso comodismo é mais forte do que a nossa fé…
significa que não somos verdadeiros discípulos de Jesus
e não merecemos levar o nome de cristãos
.

Não te envergonhes e dá testemunho de Nosso Senhor. Através de ti, Jesus deseja tornar-se visível e próximo das pessoas, dialogar com elas e falar-lhes ao coração, mostrar-lhes como Deus as ama e as quer salvar.
Que através de ti, da tua vida e das obras da tua fé, os homens possam descobrir e entender as vantagens de acreditar em Deus e de seguir Jesus Cristo. Que olhando para ti, captando a alegria e a coerência da tua vida, os homens possam sentir-se impelidos a louvar e glorificar a Deus, o Pai que está no Céu!

24 setembro, 2007

Nova Comissão da Capela de Aldeia Rica

No passado Domingo, tomou posse a nova Comissão da Capela de Aldeia Rica, formada pelos seguintes membros:

Pe. Carlos Manuel Gomes Helena, pároco presidente;
Francisco Morgado;
Horácio Pinto;
Manuel Cunha;
Ivone Maria Domingos de Almeida Morgado;
Maria Odete Cardoso Augusto
Rui Manuel Morgado.



"É nomeada de harmonia com a legislação da Igreja, à qual compete exclusivamente a administração dos bens da Capela de Aldeia Rica e os actos inerentes à mesma administração".
Espera-se que os leigos agora nomeados "dotados de probidade e de zelo pelo bem da Igreja e pelos progressos do apostolado", tendo em conta a função pastoral dos bens temporais da Igreja, procurem a recta administração dos mesmos, de tal modo que elaessejam "instrumento ao serviço da evangelização e da catequese" (Dir. do Minsitério Pastoral dos Bispos, nº 190 d).

19 setembro, 2007

Catequese: um novo começo...

Hoje, não se nasce cristão. Porque para ser cristão já não basta ter uma série de hábitos (ir à missa) e fazer uns tantos gestos (fazer a Primeira-Comunhão, ir às procissões, …).

Começando em qualquer idade, quem quiser ser cristão tem de se preparar. Tem de ser iniciado. Passar por um processo de transformação interior que o leva a identificar-se pessoalmente com Cristo.

O projecto de catequese aponta para isso mesmo: para iniciar a vida cristã.
  • Iniciar na Fé
    Já lá vai o tempo em que catequese era sinónimo de decorar listas de palavras incompreensíveis para a idade. Quem quer ser cristão, quer conhecer melhor esse Jesus Cristo em que se aposta. Conhecer não apenas de “ouvir dizer” mas em profundidade. Um conhecer que não se fica pela memória mas que é verdadeira intimidade com Ele. A catequese não se contenta com admirar o homem extraordinário que foi Jesus de Nazaré. Descobrimos que Ele é a imagem verdadeira de Deus. Para lá do que cada um “acha”, reconhecemos que Jesus de Nazaré é a palavra definitiva de Deus.
  • Iniciar na Celebração
    A realidade de Jesus de Nazaré não é um acontecimento do passado. Na catequese descobrimos que Ele está presente e actuante ainda hoje. A Igreja, grupo dos seguidores apaixonados de Jesus, tem vários gestos e experiências em que Ele se torna presente. Aí, nos sacramentos, é possível encontrá-lO. Deixar que a sua força renovadora transforme a nossa vida. A catequese não se contenta em dizer que é preciso participar nos sacramentos. Ajuda a celebrar com autenticidade.
  • Iniciar no seguimento do Senhor
    Quem descobriu Jesus como a única palavra que dá sentido e esperança quer viver como Ele viveu. A catequese ajuda o catequizando a ultrapassar o modo “velho” de viver. Não se limita a dizer como é que o cristão deve viver. Ajuda-o a pôr em prática, em cada idade e circunstância, os convites de Jesus: “Tu, vem e segue-me”.
  • Iniciar na Oração
    A catequese que queremos inicia e introduz na relação viva e pessoal com o Deus vivo. Esta relação aumenta na oração pessoal e comunitária. Uma oração criativa, autêntica que traz à vida a frescura da Palavra de Deus.
  • Iniciar no compromisso
    Desde cedo, aqueles que vão experimentando o que é ser discípulo de Jesus, sentem o desejo de partilhar essa experiência com outros. A catequese ajuda, em todas as fases, o catequizando a dar testemunho e a convidar outros para a mesma alegria. “Encontrámos o Messias”!

Após o período de férias tão necessário para recarregarmos energias, retomaremos as nossas actividades, certamente com mais vigor e entusiasmo.

Em Catequese nunca nos podemos sentir de férias, pois o dever de catequizar e ser catequizado é contínuo e permanente. Mesmo assim, as actividades da “Catequese organizada” são suspensas durante os meses de Julho e Agosto para proporcionar aos seus participantes a oportunidade de formas diferentes de valorização pessoal.

Voltamos agora com vivências novas e diferentes que, postas em comum, nos poderão enriquecer mutuamente.

Assim ao iniciarmos a catequese pede-se aos Pais que colaborem com os catequistas:

  • entusiasmando os seus filhos e velando pela sua assiduidade e pontualidade;
  • acompanhando-os à Eucaristia;
  • comparecendo nas reuniões;
  • tentando superar possíveis dificuldades de horários ou outras;
  • apresentando sugestões.

E nunca se esquecendo que “os pais são os primeiros catequistas de seus filhos, pois a isso se comprometeram no dia do seu Baptismo”.

18 setembro, 2007

Padres têm que trabalhar mais por falta de novos sacerdotes

D. Manuel Felício reconhece dificuldades no recrutamento de vocações e na formação de padres, mas sublinha que não há sobrecarga.

A crise de vocações e a dificuldade na formação de novos padres na Diocese da Guarda “está a ser superada com a compreensão dos padres que se dispõem a mais trabalho”. D. Manuel Felício reconhece dificuldades no recrutamento de vocações e na formação de padres, mas sublinha que não há sobrecarga de serviço na Diocese da Guarda, composta por 115 párocos para 371 paróquias.
“Para fazerem o que faziam há 50 anos, estão sobrecarregados. Para fazer o que devem fazer, distribuindo por outros a co-responsabilidade, não estão sobrecarregados”.
“Nós temos 371 paróquias, mas temos paróquias com 100 habitantes que não têm capacidade de se organizar. Portanto, haja cinco paróquias com 100 habitantes a funcionar como se fosse uma só e isso está bem”. “Para nós haver muitos padres já não é a mesma coisa que era há 50 ou há 40 anos. O importante é que haja um número de padres razoável que nos permita garantir que as paróquias e grupos de paróquias funcionem com programas e serviços comuns”.

RÁCIO NÃO ESTÁ DESAJUSTADO
“Nós estamos habituados a ter uma tradição que é a de atribuir a cada paróquia um pastor próprio, mas isso passou e nem seria bom que voltasse, porque tiraríamos a iniciativa a outros, nomeadamente aos leigos e a outros serviços”.
D. Manuel Felício defende ser necessário “educar o nosso povo para voltar a sua atenção para o que é essencial”. O rácio de párocos e paróquias “não está desajustado” realçando que a Diocese da Guarda precisa de muitos sacerdotes, “às vezes seis e sete”, para atender às necessidades de paróquias como as da Guarda, Seia e Fundão, que têm entre 15 e 30 mil habitantes.
Nos últimos dois anos foram ordenados sete padres na Diocese da Guarda.
Fonte: Diario XXI

12 setembro, 2007

"Senta-te a pensar..."

Pensar na vida à luz de Deus, do Deus que nos criou por amor, que criou um mundo maravilhoso a pensar em nós, que nos concedeu capacidades e graças extraordinárias, que tem um projecto de vida para nós, que tem um Céu à nossa espera, que tem uma eternidade de amor para nos dar!
Parar e pensar, para descobrir o sentido e o valor da vida, o caminho que devemos percorrer, a missão que somos chamados a realizar, o mundo que devemos ajudar a construir e a meta onde devemos chegar!
A vida é demasiado bela e valiosa para não pensarmos nela, para não nos maravilharmos com ela, para ser gasta em banalidades! É necessário sentarmo-nos a pensar antes das grandes opções e decisões da nossa vida.
  • Sentar-se e pensar antes do casamento: O nosso amor é suficientemente forte e sincero para podermos assumir um compromisso de vida comum para sempre? Temos um ideal e um projecto de vida capazes de animar, sem monotonia nem cansaço, o nosso amor e a nossa vida familiar? Estamos realmente preparados e conscientes das exigências inerentes ao matrimónio? Queremos mesmo celebrar o sacramento com fé e na graça de Deus? ou o que nos anima é apenas o banquete, as prendas, as fotografias, a festa?
  • Sentar-se e pensar antes do baptismo dos filhos: Conhecemos Jesus e acreditamos nele como o Filho de Deus e o Salvador dos homens? Sentimo-lo como importante e necessário para a nossa vida e para a vida do nosso filho? Estamos em condições de O dar a conhecer, com credibilidade e eficácia, pela palavra e pelo testemunho de vida? Queremos que o nosso filho nasça como filho de Deus e pertença à Igreja de Cristo? A nossa vida e a nossa prática cristã constituem uma garantia de que o educaremos segundo a lei de Cristo e da Igreja? Queremos mesmo que ele seja cristão de verdade ou pretendemos apenas que seja baptizado, sendo apenas cristão de nome?
  • E na hora de escolher os padrinhos, temos em conta a sua idoneidade humana e cristã? Escolhemo-los, sem ter em conta os critérios e as exigências da Igreja e depois queixamo-nos da Igreja (e do padre) porque não aceita os padrinhos que escolhemos? O que está mal é a Igreja não aceitar como padrinhos pessoas sem um mínimo razoável de vida cristã ou os pais escolherem essas pessoas ou essas pessoas quererem ser padrinhos (quando não querem ser cristãos)? Antes de escolher é preciso pensar? E quando não pensamos antes, devemos assumir o nosso erro e não culpabilizar o padre por não ser como nós queremos. Não tem que ser como nós queremos, mas como Cristo quer e a Igreja propõe! Só assim tem sentido e só assim somos coerentes!

Sentar-se e pensar que, para ser discípulo de Jesus, é necessário renunciar a todos os bens. Os nossos bens, muito mais do que a nossa riqueza, são a nossa vida, a nossa família e os nossos amigos. Mas estes são bens aos quais não se pode nem se deve renunciar! Estes são bens essenciais à nossa vida humana e Jesus não quer, não pode querer que renunciemos a eles. O que Jesus pretende é que lhe dêmos o primeiro lugar e subordinemos tudo ao Reino de Deus. Isto faz parte da cruz de cada dia.
Mas quando pensamos e compreendemos quem é Jesus e o que Ele fez por nós, o que Ele nos promete e garante, descobrimos que aquilo que Ele nos pede não tem em vista complicar ou tornar difícil a nossa vida. Pelo contrário, o que Jesus nos propõe, precisamente porque nos ama, só tem em vista o nosso bem, a nossa salvação.

08 setembro, 2007

PARABÉNS, MÃE!

Nossa Senhora faz anos!
Ninguém sabe o dia em que Ela nasceu.
Mas no Seu nascimento fomos nós que (re)nascemos.
Por Ela veio o Salvador.
Ela é de todos.

NESTE DIA DE NOSSA SENHORA...
...é bom ter presente que há milhões de filhos Seus que morrem de fome.
1200 crianças perdem a vida a cada hora que passa.
Não seria Nossa Senhora mais honrada se os milhares de euros que são gastos em festas neste dia fossem encaminhados para matar a fome aos Seus filhos?
Como podemos honrar a Mãe sendo indiferentes à sorte de tantos dos Seus filhos?

Feliz dia na companhia da Mãe!

07 setembro, 2007

Contas da Festa do Emigrante 2007

Despesas

  • Organista - 400 E

  • Conjunto - 1000 E

  • Fogo preso - 500 E

  • Jantar para o conjunto - 75 E

  • Jantar para o pessoal das concertinas - 48 E

  • Bebidas - 742.83 E

  • Jantar convívio para a população - 198,85 E

  • Serviço religioso - 50 E

  • Ecrã Gigante - 100 E

  • Concertinas - Fig. de Castelo Rodrigo - 400 E


Total de despesas --- 3.514,68 E



Receitas



  • Peditório para actuação das Concertinas - 370 E

  • Peditório aos Emigrantes - 1. 615 E

  • Arrematações - 467 E

  • caixa de Esmolas - 140 E

  • Ofertas anónimas - 500 E

  • Patrocinadores - 349,36 E

  • Bebidas - 998 E


Total de Receitas ----- 4. 439,36 E



Saldo positivo ---------- 924,68 Euros



As receitas e as despesas foram tornadas públicas apresentadas ao pároco e tornadas publicas. O Saldo positivo foi entregue à Igreja.
Pelo trabalho desenvolvido a Comissão da Igreja é credora de agradecimento e estima.

04 setembro, 2007

Madre Teresa de Calcutá, 10 anos depois

A 5 de Setembro de 1997, o coração de Madre Teresa de Calcutá deu o último suspiro. Passados dez anos, a obra que a "santa das sarjetas" ergueu continua viva e o seu sorriso perdurará. Esta data ficará na história do século XX. Durante a sua vida, ela simbolizava o amor aos mais carenciados. Aquela frágil mulher tinha uma força inesgotável e colocava em prática as palavras do Evangelho: "Amarás o teu próximo como a ti mesmo" (Mt 22, 39).

Com o final do milénio à porta desapareceu a mulher que se entregou aos "mais pobres dos pobres" e deixou muitos corações desamparados. Uma paragem cardíaca, depois de várias pneumonias e crises de malária, "levaram" Madre Teresa. Viveu com o coração, o coração a matou. A humanidade perdeu alguém que, por nada ter nem poder, tinha toda a autoridade porque ninguém conseguia dizer não a um pedido que ela formulasse.

Calcutá chorou, provavelmente, como nenhuma outra cidade do mundo, a morte desta mulher que escolheu a gigantesca metrópole indiana para viver toda uma vida ao serviço daqueles que não tinham ninguém. "Era uma verdadeira santa admirada por todos os indianos, independentemente da sua religião" - sublinhavam os habitantes de Calcutá.

Vocação precoce

Em Skopje, capital da Macedónia, pequena cidade com cerca de vinte mil habitantes, nasceu, a 26 de Agosto de 1910, Ganxhe Bojaxhiu. A sua família era católica e pertencia à minoria albanesa que vivia no Sul da antiga Jugoslávia. Um dia após o seu nascimento, Ganxhe recebeu o Baptismo e a sua educação teve lugar numa escola estatal durante os tristes anos da Primeira Guerra Mundial. Com um timbre de voz muito suave e harmonioso, a pequena Ganxhe tornou-se solista do coro da igreja da sua aldeia e, mais tarde, chegou a dirigir esse mesmo coro paroquial.

Ainda criança, Ganxhe entrou para a Congregação Mariana das Filhas de Maria que tinha uma filial na sua paróquia. Os mais pobres da região recorriam à Igreja para diminuírem as suas carências. Ganxhe sentia a sua vocação a crescer ao assistir a esta actividade de assistência aos mais carecidos.

"Aos pés da Virgem de Letnice escutei um dia o chamamento que me apelava a servir Deus" - disse, posteriormente, Madre Teresa e, confessou ainda, que descobriu a intensidade do chamamento "com uma grande alegria interior". Quando completou 18 anos, o apelo à vida religiosa tornou-se irresistível para a jovem e, a 25 de Dezembro de 1928, partiu de Skopje rumo a Rathfarnham, na Irlanda, onde se situa a Casa Geral do Instituto da Beata Virgem Maria.

Ganxhe tinha como ideal ser missionária na Índia e um sacerdote jesuíta contribuiu para esta doação aos mais pobres devido à informação de que, na Índia, as freiras dessa congregação faziam um "excelente" trabalho.

Depois de uma longa viagem, a futura religiosa chegou à casa das Irmãs de Nossa Senhora do Loreto. A estadia em Rathfarnham foi um porto intercalar já que embarcou rumo a Bengala. Durante a primeira semana esteve em Calcutá e daí viajou até Dajeerling, ao seminário da Congregação fundada pela missionária Mary Ward.

Feitos os estudos e chegada a hora de professar os votos temporários de Pobreza, Castidade e Obediência - 24 de Maio de 1931 - Ganxhe escolheu o nome de Teresa. De acordo com as constituições da Congregação do Loreto devia mudar de nome. "Escolhi chamar-me Teresa" - contou anos depois, devido à figura inspiradora de Santa Teresa D'Ávila. No entanto "não foi pela grande Teresa que escolhi o nome - disse - mas sim pela pequena: Santa Teresa de Lisieux". Encarregada de dar formação espiritual às "Filhas de Santa Ana" - hoje formam uma congregação autónoma - Teresa absorveu o estilo de vida bengali e, posteriormente, transmitiu-o às suas freiras, quando criou as "Missionárias da Caridade".


Uma viagem luminosa

O momento da viragem aconteceu de forma imprevista. Num dos seus relatos, Teresa conta que, a 10 de Setembro de 1946, numa viagem para o convento de Dajeerling, onde ia fazer os exercícios espirituais, enquanto rezava sentiu um "chamamento dentro do chamamento". A mensagem era clara: "devia deixar o convento do Loreto (em Calcutá) e entregar-se ao serviço dos mais pobres e viver entre eles". Com a "iluminação divina", Teresa sentiu uma hesitação: como realizá-la. Este dia de Setembro ficou marcado na história das Missionárias da Caridade e, obviamente, no livro da vida de Madre Teresa como o "Dia da Inspiração".

Teresa de Calcutá pensava nos pobres da cidade que todas as noites morrem pelas ruas e, na manhã seguinte, são lançados para os carros de limpeza como se fossem lixo. Não se habituava a este "terrível espectáculo matinal". Queria fazer algo em prol daqueles esqueléticos a pedir esmola na rua e a esperar que o tempo os levasse.

A luz recebida no trajecto de Calcutá para Dajeerling foi objecto de meditação no retiro de Teresa. Este terminou numa pergunta muito concreta: "Que poderei fazer por estes infelizes?".

Abandonado o hábito da Congregação do Loreto, a Irmã Teresa comprou um sari branco, debruado de azul e colocou-lhe no ombro uma pequena cruz. Foi com esta nova indumentária - o vestido duma modesta mulher indiana - que passou a ser conhecida no mundo inteiro.

A vida da religiosa sofreu novos contornos e quando a Santa Sé reconheceu a Congregação - 7 de Outubro de 1950 pelo Papa Pio XII - a instituição da Madre Teresa de Calcutá contava com centenas de membros em todo o mundo. Primeiro, começou a levar os moribundos para um lar onde eles pudessem morrer em paz e com dignidade. De seguida, abriu um orfanato. De forma gradual, outras mulheres se lhe uniram neste projecto. Nasceu uma nova Congregação religiosa - "Mis-sionárias da Caridade" - para se dedicar aos mais pobres entre os pobres.

A luz do projecto ganhou raízes no solo fértil e as vocações começaram a surgir. Neste viveiro vocacional - muitas das mulheres que aderiram foram antigas alunas - Madre Teresa vê uma bênção de Deus. Sem operações de marketing, o trabalho da consagrada albanesa ganhava visibilidade e as vocações para "Missionárias da Caridade" surgiam a bom ritmo.

De abrigo em abrigo, Teresa de Calcutá dava - mais do que donativos - lições de higiene e moral, palavras amigas e as mãos sempre prestáveis para qualquer trabalho. Não foi preciso muito tempo para que todos a conhecessem. Quando ela passava, crianças famintas e sujas, deficientes, enfermos de toda a espécie, gritavam por ela com os olhos inundados de esperança: Madre Teresa! Madre Teresa!

Luís Filipe Santos - AE

01 setembro, 2007

De enfermeiro a padre missionário

«Os jovens de hoje já não querem ser padres». Esta é uma das ideias feitas, que ouço volta e meia.
Temos falta de vocações consagradas não há dúvidas. Os filhos são poucos e os pais – mesmo às vezes muito religiosos – não vêem com bons olhos o ingresso dos filhos nos seminários ou nas congregações religiosas. Até porque querem ter assegurada a descendência. Por isso há muitos jovens que só se decidem entregar ao serviço de Deus e da Igreja quando tiram um curso. Sobretudo nas grandes cidades.
Os exemplos são muitos felizmente e hoje falo no do enfermeiro Daniel.

Daniel, de 23 anos, de Ermesinde, acaba de tirar o curso de enfermagem. Mas decidiu não ser só enfermeiro. Por isso vai entrar no Seminário. Quer ser padre missionário.
Podia ir, como é seu desejo, para um país de missão dar a sua colaboração às Missões como enfermeiro. Mas quer mais. «Não quero trabalhar 50 anos como enfermeiro. Quero fazer mais, ter a possibilidade de trabalhar com os jovens, em áreas diferentes da da saúde».
Aos amigos, a decisão "faz-lhes confusão". Acham engraçado, mas "não é normal um jovem da minha idade, acabar o curso de enfermagem, com um futuro promissor em mãos" e partir para o incerto.
Para ele, entregar a vida inteira "faz sentido". Até porque já fez a experiência missionária no grupo de Leigos Missionários da Consolata. Gostou mas achou que é pouco. Ele quer dar toda a sua vida às Missões, junto dos mais pobres.
Os amigos "não conseguem entender e eu não lhes consigo explicar". O Daniel sabe bem que os jovens de hoje "vivem a hora, buscam o prazer, o bem-estar e não o sacrifício". Mas assim dificilmente serão felizes. E ele quer ser feliz, contribuindo para a felicidade dos outros. Como o pai e a mãe que só são felizes se virem os filhos felizes. O amor é assim.
Daniel, com mais dois colegas nas mesmas circunstâncias, vai agora partir para a Itália. Onde os esperam quatro anos de estudo e formação.


Fonte: blog Veja para Crer

28 agosto, 2007

Santo Agostinho: a vida é uma contínua procura de Deus

Santo Agostinho destaca-se entre os Padres da Igreja como Santo Tomás de Aquino se destaca entre os teólogos da Escolástica. E como Santo Tomás se inspira na filosofia de Aristóteles, e será o maior vulto da filosofia metafísica cristã, Agostinho inspira-se em Platão, ou melhor, no neoplatonismo. Agostinho, pela profundidade do seu sentir e pelo seu génio compreensivo, une o pensamento e a prática moral, reflectindo profundamente sobre o mal, a liberdade, a graça, a predestinação.

Aurélio Agostinho nasceu em Tagasta, cidade da Numídia, de uma família burguesa, a 13 de novembro do ano 354. O seu pai, Patrício, era pagão, recebendo o baptismo pouco antes de morrer; a sua mãe, Santa Mónica, pelo contrário, era uma cristã fervorosa, e exercia sobre o filho uma notável influência religiosa, principalmente através de sua vida oração.
Ao ir para Cartago, para aperfeiçoar os seus estudos desviou-se moralmente. Caiu numa profunda sensualidade, que, segundo ele, é uma das maiores consequências do pecado original; dominou-o longamente, moral e intelectualmente, fazendo com que aderisse ao maniqueísmo, que atribuía realidade substancial tanto ao bem como ao mal. Tendo terminado os estudos, abriu uma escola em Cartago, donde partiu para Roma e, em seguida, para Milão. Afastou-se definitivamente do ensino em 386, aos trinta e dois anos, por razões de saúde e, mais ainda, por razões de ordem espiritual.

Depois de maduro exame crítico, abandonou o maniqueísmo, abraçando a filosofia neoplatônica. Chegou a uma concepção cristã da vida - no começo do ano 386. Entretanto a conversão moral demorou ainda, por razões de luxúria. Finalmente, como por uma inspiração do céu, sobreveio a conversão moral e absoluta, no mês de setembro do ano 386.
Agostinho renuncia inteiramente ao mundo, à carreira, ao matrimônio; retira-se, durante alguns meses, para a solidão e o recolhimento, em companhia da mãe, do filho e de alguns discípulos, perto de Milão. Aí escreveu os seus diálogos filosóficos, e, na Páscoa do ano 387, juntamente com o filho Adeodato e o amigo Alípio, recebeu o baptismo em Milão das mãos de Santo Ambrósio, cuja doutrina e eloquência muito contribuíram para a sua conversão. Tinha trinta e três anos de idade.

Depois da conversão, Agostinho abandona Milão, e, falecida a mãe, Santa Mónica, em Óstia, volta para Tagasta. Aí vendeu todos os haveres e, distribuíu o dinheiro pelos pobres, funda um mosteiro numa das suas propriedades alienadas. Ordenado padre em 391, e consagrado bispo em 395, governou a igreja de Hipona até à morte, que aconteceu durante o assédio da cidade pelos vândalos, a 28 de agosto do ano 430. Tinha setenta e cinco anos de idade.

18 agosto, 2007

"Eu vim trazer o fogo à terra que quero eu senão que se ascenda".

Esta é uma frase que facilmente pode ser manipulada pelos homens.
Ninguém, porém, a utilize para justificar os incêndios, as guerras, os terramotos, as calamidades ou as desavenças familiares...

Com esta afirmação, Jesus apresenta-se como sinal de contradição no interior da sociedade e da nossa própria família. Ele pelo que é e pelo que ensina exige que as pessoas tomem posição. Uns optarão por Jesus e outros contra. E é por isso que Ele será fonte de divisão...


Jesus provoca divisões porque:



  • anuncia a Verdade, as muitos não querem perder as vantagens da mentira.

  • proclama o Amor que não agrada àqueles que cultivam o egoísmo

  • defende a Justiça o que não convem àqueles que conseguem subir na vida à custa das injustiças;
  • incentiva à Solidariedade e isso não agrada àqueles que não tem vergonha de se aproveitarem da miséria dos outros (não sejamos insensíveis às vitimas do terramoto do Peru);
  • proclama a Paz que não agrada àqueles que só podem dominar com a violência;

  • proclama o Espírito de Pobreza que não agrada àqueles que põem na riqueza toda a sua confiança.

A Palavra de Deus continua a ser incómoda porque ela continua a ser denuncia dos individuos, das instituições, das estruturas, dos estados e da própria Igreja.

OS VERDADEIROS PROFETAS DE HOJE NÃO TÊM A VIDA FACILITADA. São desprezados, humilhados, redicularizados e até torturados e martirizados... Porém, a Carta aos Hebreus deixa-nos palavras de Esperança: "Tudo venceremos pela força da fé".

16 agosto, 2007

A Guarda homenageou Cardeal Saraiva Martins

O Cardeal Saraiva Martins foi ontem homenageado na Guarda, por ocasião da celebração das suas as Bodas de Ouro Sacerdotais. A iniciativa partiu do Bispo da Diocese da Guarda, D. Manuel Felício e teve o momento alto na Eucaristia de Acção de Graças, na Sé local, concelebrada por mais de 30 padres e dez bispos.
D. José Saraiva Martins foi ainda homenageado pela Câmara Municipal da Guarda, Diocese de onde é natural.
O presidente da Câmara, Joaquim Valente, disse que “D. José é o exemplo que contraria alguns mitos da interioridade”, sublinhando que “encarna as mais nobres qualidades dos beirões”. A Governadora Civil, Maria do Carmo Borges, referiu que “a comunidade agradece a Deus por ter no seu seio o Cardeal D. José Saraiva Martins”.
O programa da celebração incluiu o descerramento de uma lápide comemorativa do acontecimento, em Gagos de Jarmelo, concelho da Guarda, local onde D. José Saraiva Martins nasceua 6 de Janeiro de 1932.

O Cardeal lembrou a mãe, que o mandou para o seminário contra a vontade do pai, e agradeceu, “do fundo do coração”, a homenagem. “Embora não mereça, quiseram fazê-la e eu estou muito honrado e emocionado”, disse o Cardeal português.
Redacção/Correio da Manhã

05 agosto, 2007

HORÁRIOS

Dia 09
Aldeia Rica - 20.00 h
Açores - 21.00 h
.
Dia 11
Açores - 21.00 h
.
Dia 12
Aldeia Rica -13.30 h
(Casamento)
.
Reuniões de preparação para o baptismo
(Centro Pastoral D. João de Oliveira Matos)
Dia 1o - 19.30 h

01 agosto, 2007

Férias: saber perder tempo

“Para tudo há um tempo debaixo dos céus:
Tempo para nascer e tempo para morrer,
Tempo para procurar e tempo para perder,
Tempo para guardar e tempo para deitar fora”
(Ecle 3,1.6).

Perguntem ao estudante que reprovou, quanto vale um ano!
Perguntem à mãe que teve o bebé prematuro, quanto vale um mês!
Perguntem aos namorados que não se viam há muito, o valor de uma hora!
Para perceber o valor de um minuto, perguntem ao passageiro que perdeu o avião!
Para perceber o valor de um segundo, perguntem a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente!

Assim nos mostra a vida como é precioso cada ano, cada dia, cada hora ou fracção de tempo. Será por isso que se diz que “o tempo é dinheiro”? Ou será que o tempo, como a moeda, se vai desvalorizando na nossa vida cronometrada do dia-a-dia? E, no entanto, Deus dá-nos todo o tempo do mundo de graça.

Na escola, na família e na sociedade preparam-nos para o trabalho, mas não nos preparam para o ócio nem nos ensinam a saber “perder tempo”. Não nos faltam meios e propostas para matarmos o tempo, em vez de nos ensinarem a arte de vivê-lo com sabedoria: uns matam o tempo diante do televisor, outros “ocupando os tempos livres” para que nunca estejam livres; outros em actividades radicais, para que nunca cheguem à raiz das coisas e dos problemas… Matamos o tempo para não nos cruzarmos com a morte, e fugimos à morte para não nos encontrarmos com a vida.

Como é difícil valorizar o tempo presente que Deus nos dá, vivendo o ritmo quotidiano da vida. Os mais velhos continuam a sonhar com o passado sempre “muito melhor” (no meu tempo é que era bom!), enquanto os mais jovens vivem obcecados com o futuro. Vamos assim contando os dias e os anos sem vivermos cada momento e cada dia: uns sempre atrasados ou desactualizados, outros tão avançados que parecem viver noutro planeta e fuso horário.

O tempo de férias constitui uma ocasião propícia para acertarmos a vida pelo relógio do sol e pelo ritmo das criaturas.

É o tempo em que podemos tapar os ouvidos ao bater das horas, para escutarmos mais as batidas do coração.
Longe de ser um tempo para “passar” ou mal gasto, as férias deveriam ser o tempo bem empregue: onde conseguimos arranjar agenda para nós e para os outros; onde redescobrirmos que o dinheiro não é tudo, que as melhores coisas da vida não se compram, pois são grátis, são graça.
Longe de ser um tempo de evasão, as férias deveriam ser tempo de encontro, de reflexão, de avaliação; deveriam ser uma ocasião para passarmos do tempo de fazer (ter que fazer), para o tempo de viver, o tempo de experiência da autenticidade e da criatividade.

Quem dera que pelo menos as nossas férias fossem um tempo da experiência compartilhada com o outro, tempo favorável ao encontro, tempo cheio de significados.

Como tão bem observou Marcel Proust: “Uma hora não é uma hora, é um vaso cheio de perfumes, sons, projectos e climas”. Uma vida não é vida se não for assim: cheia de perfumes, sons, projectos e climas. Pois, afinal, a vida não é o tempo e os anos que vamos contando, mas uma história de tempos, lugares e encontros cheios de tudo isso.

BOAS FÉRIAS para todos.

22 julho, 2007

Marta e Maria acolhem Jesus emsua casa

No Evangelho de hoje, MARTA e MARIA acolhem Jesus em sua casa.

MARTA preocupa-se com os trabalhos para acolher bem o visitante na sua CASA.
MARIA, pelo contrário, SENTA-SE aos pés do Mestre (posição típica de um discípulo diante do seu Mestre) e acolhe a Palavra de Jesus no seu CORAÇÃO...

Duas formas sinceras de acolher... mas perante a reclamação de Marta, Jesus afirma que a atitude de Maria lhe era mais agradável, pois a escuta da sua palavra é o ponto de partida na caminhada da fé.

A Hospitalidade é um gesto sagrado desde o Antigo Testamento... Não é só abrir a porta da casa, mas é também abrir os ouvidos e o coração, para dar a nossa atenção àquele que veio ao nosso encontro.

- Marta acolhe em sua casa um AMIGO muito querido...
- Maria acolhe o MESTRE que tem palavras de Vida...
- Paulo hospeda o REDENTOR, que redime os homens dos seus pecados...
- Abraão acolhe naqueles viajantes o próprio DEUS...

Quem são as Martas e Marias, HOJE?
  • Na Vida Prática: Valoriza mais as pessoas, ou as coisas, os trabalhos, a casa, os negócios?
  • Na Família... A Esposa, costuma acolher com carinho, com atenção e com sorriso o seu esposo que chega cansado do trabalho ou o seu filho que regressa da escola? O Marido, mesmo cansado, escuta com interesse, a sua esposa que lhe deseja contar como foi o dia? O Jovem, sabe dar a devida atenção aos seus pais?
  • Na Comunidade... Encontras tempo para "te sentares aos pés de Jesus e escutares a sua palavra"? Ou apenas te satisfazes em "fazer coisas"? O facto decisivo para ser "Discípulo" de Cristo, é estar disposto a escutar a sua Palavra...

  • Na Sociedade... Tens tempo para parar e escutar os que chegam até perto de ti, reconhecendo neles a voz de Cristo (ou a visita de Deus)? Ou apenas te contentas em oferecer-lhe "coisas"?
  • Na Acção Pastoral... como servimos a Deus? O Evangelho mostra-nos dois modos: como Marta... e como Maria... Damos o devido tempo entre Acção e Contemplação, Trabalho e Oração...

Acção, sem escuta da Palavra de Deus, torna-se vazia...

E Oração, sem acção, é estéril e alienante...

Que a nossa atitude não seja apenas a de Marta, nem apenas a de Maria... mas a de Marta e de Maria, juntas, se completando em nós...

16 julho, 2007

Beato Manuel Fernandes, o Santo de Celorico da Beira

Ontem, recordamos na diversas Eucaristias do Arciprestado, mas ,em especial nas paróquias de Celorico da Beira (Santa Maria e São Pedro), o jovem estudante (19 anos) Manuel Fernandes assassinado "quando se dirigia para o Brasil, para aí missionar".

Quem são os Quarenta Mártires?

Trata-se de 40 jovens jesuítas, quase todos entre os 20 e os 30 anos de idade, que se dirigiam de barco para o Brasil, a fim de ajudar na sua evangelização, mas que, nas Ilhas Canárias, foram interceptados por navios de calvinistas que, sabendo que eles eram missionários católicos, os deitaram ao mar. Era o dia 15 de Julho de 1570. Chefiados pelo Padre Inácio de Azevedo, 32 eram portugueses e oito espanhóis.

Em síntese, podemos vê-los neste quadro geral:
  • Mártires do Brasil Síntese: Sacerdotes 2;

  • Diáconos 1;

  • Estudantes 23;

  • Irmãos 14

  • Síntese: Portugueses 32; Espanhóis 8.

  • Martirizados a 15 de Julho de 1570.

  • Beatificados por Pio IX em 11 de Maio de 1854.

  • Festa litúrgica: 17 de Julho.

Entre estes Mártires, contam-se três diocesanos da Guarda:

  • António Soares, de Trancoso,

  • Manuel Fernandes, de Celorico;

  • Francisco Álvares, da Covilhã; todos jovens missionários, entusiasmados pelo amor de Cristo e pelo anúncio da Boa Nova.

Conheça mais aqui.

14 julho, 2007

"Vai tu e faz o mesmo"



"E quem é o meu próximo?"
Na época de Jesus, "próximo" era o membro do Povo de Deus; excluíam os inimigos, os pecadores e os não praticantes...
Jesus responde não com uma definição, mas com um exemplo prático... com a maravilhosa Parábola do BOM SAMARITANO...

• Um homem é assaltado por ladrões... que o deixam meio morto à beira da estrada.
• Passa por ali um SACERDOTE, que sabe tudo sobre a Lei: vê o homem à beira da estrada, mas continua o seu caminho.
• Passa também um LEVITA, que trabalha diariamente no templo, mas não sabe nada de Deus: não tem misericórdia para com aquele homem. Vê o homem e segue em frente...
• Passa também um "SAMARITANO" que não sabia tão bem a Lei de Moisés. É esse que é considerado por todos um "pagão" que para e sente "compaixão" (sentimento próprio de Deus).

Supera a hostilidade entre judeus e samaritanos, esquece os seus negócios, os seus compromissos, o seu cansaço, o medo...
"Aproxima-se dele, derrama óleo e vinho nas feridas.
Depois o coloca-o em cima do seu animal e e leva-o para uma pensão onde lhe são prestados os cuidados necessários ".
• E Jesus concluiu: "Vai e faz tu o mesmo".

02 julho, 2007

Uma prenda para o diácono Gilberto e o leitor Hugo Martins

«Seguir-Te-ei para onde quer que fores.» Lc. 9, 59


O Senhor é a minha herança
A única herança que vale a pena;
O único horizonte de certeza…
E felicidade total!

A herança que o Senhor promete e dá
É a verdadeira liberdade;
Definida não a partir do “eu”
Mas a partir d’Ele próprio,
Definida a partir do amor.

Deus quer contar connosco
Para intervir no mundo;
Espera coragem e entrega
Fidelidade e radicalidade
No uso da liberdade de amar
De servir e viver
N’Ele e para Ele!

Será discípulo aquele que é capaz
De ser autenticamente livre porque ama
É discípulo aquele que é capaz
De avaliar o passado;
Amar no presente;
E não temer o futuro!

30 junho, 2007

Amanhã, o Gilberto vai ser ordenado diácono e o Hugo instituído leitor

No próximo domingo, 1 de Julho, pelas 16.00 hora, terá lugar na Sé da Guarda a ordenação de um novo padre e um diácono. Também serão instituídos um acólito e dois leitores.

A celebração será presidida por D. Manuel Felício, Bispo da Guarda.

Vai ser ordenado padre o diácono Rui Miguel Manique Nogueira que actualmente é cooperador pastoral para as paróquias confiadas ao padre Henrique dos Santos (Alverca da Beira, Bogalhal, Bouça Cova, Ervedosa, Pala, Póvoa d’El Rei, Souropires e Valbom.


Vai ser ordenado diácono o Gilberto Joaquim Roque Nunes, natural de Rochas de Baixo - Almaceda que, durante este ano pastoral, trabalhou na paróquias confiadas à Comunidade sacerdotal de Celorico da Beira.

Vai ser também instituído leitor o Hugo Martins, natural de Celorico da Beira.
Ontem, alguns jovens reuniram-se na Capela da Casa D. João de Oliveira Matos (Casa das Irmãs) para rezarem pelas vocações. A oração é alma das vocações.
SENHOR, FONTE DE TODAS AS VOCAÇÕES, OUVI-NOS.

17 junho, 2007

Festa de Santo António (Aldeia Rica)


Apesar de este ano, ser apenas uma festa de cariz religioso, o tempo ajudou, as pessoas participaram em grande número e ainda arranjar tempo para se divertirem um pouco.

15 junho, 2007

Dia 17 de Junho (Domingo) - 12.00 h
Dia 23 de Junho (Sábado) - 20.30 h (Aldeia Rica)
Dia 01 de Julho (Domingo) - 12.00 h

13 junho, 2007

"Cessem as palavras, falem as obras".

Santo António

08 junho, 2007

Festa do Corpo de Deus 2007 - Velosa



O encontro com o Senhor, o perdão dos nossos pecados, a comunhão da comunidade são alguns dos “milagres” da Euca-ristia, são a salvação de Deus a acontecer na nossa vida e na vida do mundo! Estes “milagres” acontecem na nossa vida sempre que celebramos a Eucaristia e nos abrimos à acção de Deus

Como olhamos para a Eucaristia?
Apenas como uma cerimónia ou um conjunto de ritos sagrados? Que importância lhe conferimos e que lugar lhe damos na nossa vida? Faz parte do conjunto das nossas principais prioridades? Sentimos necessidade da Eucaristia dominical e somos capazes de fazer algum sacrifício para participar nela?

Fazemos depender a nossa participação da hora a que é celebrada, do padre que a celebra, da igreja ou da terra em que é celebrada? Ou, antes, a nossa fé é suficientemente forte para vencer o comodismo, eliminar preconceitos, anular bairrismos e encurtar distâncias?

Vês e sentes como um desprestígio ou uma humilhação ter que te deslocares a outra comunidade para tomares parte na Eucaristia dominical? Como pode alguém acreditar na tua fé e no teu amor à Eucaristia se, não a tendo na tua terra e podendo, não te dispões a ir a outro lado, mesmo quando é bem perto, ali ao lado?!

A fé, quando é autêntica, e a comunhão eclesial, quando é sentida, levam o cristão a vencer o comodismo e a superar os particularismos das terras e lugares. Quando os cristãos acre-ditam de verdade e de verdade procuram a Deus, usam todos os meios que estão ao seu alcance para celebrarem a fé e se encontrarem com Ele. Se a nossa fé não nos põe a caminho e não nos abre a outras comunidades, não será porque ainda não acreditamos verdadeiramente em Cristo nem professamos a verdadeira fé da Igreja?

Os cristãos e as comunidades não podem exigir aos padres que façam mais do que o que podem, isto é, que celebrem mais vezes a Eucaristia do que as que são permitidas. Nem os sacer-dotes devem embarcar nessa pretensão porque, para além do mais, o padre precisa de tempo e de tranquilidade de espírito para celebrar bem a Eucaristia...

Além disso, não é legítimo nem sério esperar mais vocações para que tudo continue na mesma, ou seja, para que os cristãos permaneçam no seu comodismo e fechados nos estreitos horizontes das suas “capelas”. Deus já não vai nessa conversa e faz Ele muito bem!

O que é necessário e urgente é descobrir a verdade da Eucaristia, senti-la realmente como o sacramento do amor de Deus pelos homens, celebrá-la, seja onde for, a que horas for, por e com quem for, como o acontecimento maior da nossa salvação.

05 junho, 2007

O Gilberto vai ser ordenado Diácono e o Hugo instituído Leitor

No próximo dia 1 de Julho na Sé Catedral, o Gilberto Antunes vai ser ordenado Diácono e o Hugo Martins vai ser instituído Leitor.

São passos importantes e decisivos em direcção ao sacerdócio.
Certamente, vamos todos acompanhá-los com a nossa oração e a nossa amizade.