sobretudo a parte que diz respeito aos leigos. E da parte dos leigos, o que mais lhes custa a aceitar é o seu lugar na liturgia. Para vencer a ignorância e, mais ainda, o peso da tradição, impõe-se uma continuada e esclarecedora catequese sobre a Igreja. De facto, sem uma justa visão e compreensão da Igreja não é fácil aceitar as mudanças que se impõem. Porém, em muitos casos, o esclarecimento não parece suficiente. As pessoas até compreendem que os sacerdotes não podem fazer tudo e que os leigos, por direito próprio, podem fazer muitas coisas no âmbito da liturgia. Mas, mesmo assim, muitos continuam a exigir que o sacerdote faça tudo. Consideram que é “mais bonito”, “as coisas ficam mais bem feitas”, “as celebrações são mais válidas”. Nestes casos, resta apelar à conversão da mente e do coração. Só assim serão capazes de aceitar as mudanças e de participar mais activamente na vida da Igreja. - Querem e exigem a Eucaristia no casamento e que seja o sacerdote a pr
esidir á celebração do mesmo. Mas antes, raramente ou nunca põem os pés na igreja, dispensando bem a Eucaristia dominical. E, depois do casamento, tarde ou nunca lá voltarão. E ao padre só o vêem e só o querem nessas ocasiões, porque lhes convém. - Querem e exigem a Eucaristia no funeral dum familiar, mas eles ficam fora da igreja, durante a celebração; querem que o padre acompanhe o cortejo fúnebre até ao cemitério, mas eles são capazes de ir a falar, durante todo o percurso; querem que seja o padre a orientar a oração no cemitério, mas eles não abrem a boca!
- Querem ver o padre a fazer as procissões, mas eles não participam nas mesmas. Muitos limitam-se a colocar-se em lugares estratégicos das mesmas, para “ver a banda passar” e gozar o espectáculo. Todos estes querem o padre por uma questão de tradição e de bem parecer. E se os padres não fazem o que eles querem e como querem, acusam-nos de lhes fazer perder a fé e de acabarem com tudo.
Mas que fé é a deles, se não querem viver segundo a verdade do Evangelho e os ensinamentos da Igreja? Afinal, que fé é que eles perdem? Seguramente, não é a fé em Nosso Senhor Jesus Cristo! E também podem estar certo que, em princípio, não são os sacerdotes que acabam com tudo. Muito menos acabam com o que é válido e deve permanecer. Convém esclarecer.
Há tradições que, por deixarem de ser uma adequada expressão de fé, podem e devem acabar.
Outras correm o risco de desaparecer, porque as comunidades ou alguns dos seus membros não aceitam que sejam orientadas pelos leigos.
















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